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Análise Comparativa dos Preços das Importadoras
Revisão de julho de 2008
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Análises de preços
I - Introdução

Prezados leitores,

Quando publicamos, em janeiro passado, o estudo comparativo sobre os preços das importadoras de vinhos no Brasil, imaginávamos que o assunto iria provocar grande interesse entre os enófilos. Mas nem em sonhos, podíamos prever a estrondosa repercussão que o levantamento obteve. Foram centenas de mensagens, vários telefonemas, longas discussões nos foruns de vinho e reprodução em jornais, revistas, rádios e outros sites!

A impressão que tivemos foi a de que os consumidores estavam ávidos por esse tipo de informação.

As mais promissoras mensagens, no entanto, foram aquelas encaminhadas por importadoras que não haviam sido incorporadas na análise e solicitavam sua inclusão.

Com todo o incentivo recebido, nada mais natural do que lançarmos uma atualização semestral da pesquisa de preços. E desta vez, fizemos um trabalho bem mais abrangente, coletando informações de 31 importadoras (contra um total de 13 do estudo anterior). Além disso, em lugar de pesquisarmos 10 vinhos para cada uma, conforme fizemos na primeira versão, buscamos coletar os preços de 20 vinhos, sempre que disponíveis, a fim de oferecer uma confiabilidade ainda maior para o índice comparativo!

O resultado é um panorama bastante revelador sobre o mercado de vinhos importados no Brasil. Oferece aos compradores de vinho a oportunidade de conhecer onde seu dinheiro será utilizado com mais retorno em busca dos melhores rótulos.

Acreditamos que essa é a maior contribuição que o EnoEventos pode oferecer para o amadurecimento do mercado de vinhos no Brasil e para a difusão da cultura do vinho entre os consumidores brasileiros. Quanto mais barato o vinho, mais consumidores irão entrar nesse mercado, gerando um círculo virtuoso que só poderá trazer benefícios a todos.

É claro que nossa esperança é a de que as importadoras que hoje não estão bem posicionadas na classificação comparativa, sabedoras de nossa intenção de revisar periodicamente a análise, busquem oferecer melhores preços a seus clientes e embarquem em uma saudável concorrência que servirá para expandir cada vez mais nosso mercado com preços sempre mais justos para todos!

Oscar Daudt
II - Classificação das Importadoras
Posição Importadora Índice de Divergência Quantidade de cotações O topo virtuoso

Nas primeiras colocações encontram-se as importadoras virtuosas! Encabeçando a lista, mais uma vez, a imbatível Cellar, uma importadora paulista que concentra a sua carteira de vinhos em rótulos italianos de alta categoria, muito embora também ofereça uma boa variedade de vinhos franceses. Para os amantes do vinho italiano, como eu, não existe melhor escolha para rechear a adega! A Cellar merece nosso aplauso e nossas compras!

A segunda colocação foi tomada de assalto por uma estreante em nossa lista, a Casa Flora, que trabalha com uma carteira de vinhos bem extensa e variada, oferecendo rótulos de quase todas as regiões produtoras. Uma excelente opção com preços honestos e vinhos de altíssima qualidade.

O terceiro lugar fica com a gigante Mistral, que assim mantém a posição obtida no levantamento anterior. É a importadora que possui a carteira mais extensa do Brasil, mesmo depois de ter se auto-clonado na Vinci. À medida em que o dólar trilhava sua trajetória descendente, as demais importadoras que fixavam seus preços na moeda americana, correram para alterar seus catálogos para preços em reais. A Mistral foi a única que continuou a apresentar a cotação de seus produtos em dólar e, com isso, oferece, hoje em dia, verdadeiras barganhas que podem ser garimpadas em seu luxuoso e informativo catálogo. É uma verdadeira bíblia dos grandes vinhos!

Em quarto lugar, uma importadora de porte médio do Rio de Janeiro, localizada em Itaipava, a Cava de Vinhos, que trabalha unicamente com vinhos espanhóis, com predominância para os rótulos da região de Rioja. Os destaques de sua carteira são os vinhos das Bodegas Faustino, muito embora a importadora venha diversificando bastante os rótulos oferecidos.

E vibra meu coração farroupilha, com a tomada da quinta posição pela importadora Vinhos do Mundo, de Porto Alegre, que oferece um catálogo não muito extenso, com alta concentração no Novo Mundo.

Um amargo sexto lugar

A sexta colocação seria um lugar cobiçado por qualquer importadora. No entanto, nela se instalou a importadora Zona Sul, ligada ao supermercado carioca de mesmo nome, que oferece vinhos de boa qualidade. Diferentemente das demais importadoras, compra e vende em grandes volumes. Com isso, era de se esperar que trabalhasse com pequenas margens e que ocupasse, obrigatoriamente, o primeiro lugar em nossa lista. Infelimente, não foi esse o caso e o sexto lugar pode ser considerado uma triste derrota.

A vanguarda do atraso

Na última posição, também imbatível, a Terroir e seus preços exorbitantes. E o mais irônico é que ela ostenta em suas propagandas o seguinte: COMPARE! Os melhores preços entre todas as importadoras. E foi isso, exatamente, o que fizemos: comparamos e quase morremos de susto! Só nos resta, portanto, perguntar: "Melhores preços para quem, cara-pálida?"

A penúltima colocação ficou para o Club du Taste-vin, uma importadora estreante em nossa análise, que já debuta com o pé esquerdo! Especializada em vinhos franceses, com certeza não é o lugar indicado para eu fazer as minhas compras. (leiam a mensagem da Importadora no ponto X deste relatório)

E o ante-penúltimo lugar vai para a Enoteca Fasano, importadora focada em vinhos italianos e franceses. Com essa carteira franco-italiana e seus altos preços, posso afirmar com segurança: "Sou muito mais a Cellar!"

Como interpretar o Índice de Divergência

Conforme já havia ocorrido na análise anterior, o intervalo dos Índices de Divergência calculados é estarrecedor! Enquanto a Cellar apresenta um índice de 71,2%, a Terroir apavora com 434,2%. Isso significa, mais ou menos, o seguinte: se um vinho custasse 10 dólares nos Estados Unidos, custaria 17,12 dólares na Cellar. Na Terroir, esse mesmo vinho seria vendido por 53,42 dólares! É mole ou quer mais?
1 Cellar 71,2% 59
2 Casa Flora 92,1% 41
3 Mistral 113,0% 58
4 Cava de Vinhos 117,7% 29
5 Vinhos do Mundo 120,1% 39
6 Zona Sul 126,6% 44
7 Bruck 128,2% 27
8 Adega Alentejana 135,0% 20
9 Miolo 136,9% 22
10 Grand Vin 146,2% 32
11 Decanter 162,0% 45
12 Vinea Store 167,0% 28
13 Vinci 170,0% 58
14 Vinoteca 172,2% 31
15 World Wine 174,5% 38
16 Zahil 174,6% 49
17 Qualimpor 181,8% 26
18 Expand 187,8% 52
19 Wine Company 191,5% 28
20 Península 235,2% 55
21 Reloco
(leiam o ponto IX deste relatório)
235,4% 45
22 Grand Cru
(leiam o ponto XI deste relatório)
276,4% 55
23 D'Olivino 285,3% 30
24 KMM 320,9% 55
25 Enoteca Fasano 365,6% 38
26 Club du Taste-vin
(leiam o ponto X deste relatório)
380,0% 17
27 Terroir 434,2% 41
III - Importadoras Fora da Metodologia
Importadora Índice de Divergência Quantidade de cotações Para as quatro importadoras ao lado, não conseguimos encontrar a quantidade mínima de 15 cotações que estabelecemos como patamar para que o índice apurado pudesse ser considerado.

Uma verdadeira pena, pois se os índices fossem incluídos na classificação geral, a Vitis Vinifera e a Barrinhas, duas importadoras de porte médio do Rio de Janeiro, ocupariam, respectivamente, nada menos do que a 1ª e a 2ª colocação geral! Nada mal, não é mesmo?

É claro que um desempenho assim tão espetacular não poderia ser omitido dos enófilos brasileiros e optamos por listar as importadoras à parte.

Apesar de os índices serem de pouca confiabilidade, eles revelam uma tendência que não pode ser desconsiderada. Julguem vocês mesmos!

A importadora Volantis nos informou que não possui tabela para venda direta ao consumidor final e, portanto, enviou uma planilha com os preços estimados praticados pelo mercado varejista. Consideramos a informação incompatível com nosso levantamento e, com isso, ela teria não um, mas dois motivos para não ser incluída na classificação geral.
Vitis Vinifera 28,1% 11
Barrinhas 50,5% 13
Volantis 106,3% 11
Ana Import 238,7% 13
IV - Comparativo com o Levantamento Anterior
Importadora Classificação jul/2008 Classificação jan/2008 Variação A tabela ao lado leva em consideração apenas as 13 importadoras que fizeram parte de ambas as análises e apresenta a classificação obtida em cada levantamento.

No topo e na rabeira, não há alterações importantes: quem estava em cima, continuou; quem estava embaixo, também permaneceu.

Mas foi no meio de campo que algumas alterações marcantes aconteceram, como a queda de 4 posições da Grand Cru e a ainda mais significativa queda da Reloco, despencando 5 degraus! (leiam os pontos IX e XI deste relatório)

No caso da Reloco, comparando-se os preços dos vinhos que constaram da apuração de janeiro com os preços praticados atualmente, verifica-se que a importadora aplicou um incompreensível aumento, praticamente linear, de 34% em seus preços, independentemente da origem dos vinhos: Chile, Espanha ou Argentina. E isso aconteceu durante um período em que o dólar mantinha sua queda livre!

É claro que uma remarcação dessas se reflete diretamente no resultado obtido. Para quem ocupava uma honrosa 5ª colocação em janeiro, cair, em apenas 6 meses, para o 10° lugar (ou, pior ainda, 21° lugar dentre todas as 27 importadoras classificadas) é uma grande catástrofe!
Cellar 1 1 -
Mistral 2 3 1
Zona Sul 3 2 (1)
Decanter 4 6 2
Vinci 5 4 (1)
World Wine 6 8 2
Zahil 7 9 2
Expand 8 10 2
Península 9 11 2
Reloco 10 5 (5)
Grand Cru 11 7 (4)
Enoteca Fasano 12 12 -
Terroir 13 13 -
V - Importadoras não Constantes da Análise

Procuramos incluir o maior número possível de importadoras em nossa nova versão da Análise Comparativa de Preços, a fim de oferecer aos enófilos brasileiros um retrato bastante abrangente do mercado de vinhos importados no Brasil.

No entanto, algumas importadoras importantes não estão presentes em nosso estudo, pelos motivos abaixo discriminados.

As importadoras Cantu e Hannover informaram que não fazem venda direta ao consumidor final e, por esse motivo, não possuíam tabela de preços que pudesse ser utilizada em nossa comparação.

A importadora Paralelo 35, contactada por email, não respondeu a nossa solicitação.
VI - Metodologia

A metodologia utilizada neste novo levantamento de dados foi flexibilizada em relação ao levantamento anterior, de forma a permitir que uma maior quantidade de importadoras fosse analisada.

Os principais métodos adotados foram:

  • no levantamento dos preços praticados pelas importadoras, utilizamos sempre os preços de lista, desconsiderando quaisquer descontos (normalmente estratificados) ou promoções (sempre temporárias);

  • a comparação sempre considerou vinhos de mesma safra, a fim de evitar variações de preço de um ano para outro;

  • aumentamos a quantidade de vinhos a serem pesquisados, para cada importadora; enquanto que na edição anterior buscamos encontrar 10 vinhos diferentes, nesta nova pesquisa o objetivo foi de conseguir comparar 20 vinhos, a fim de oferecer maior confiabilidade ao índice calculado;

  • enquanto que na edição anterior consideramos apenas vinhos em que houvessem pelo menos duas cotações no mercado americano, nesta nova pesquisa, consideramos também vinhos com apenas uma cotação;

  • a fim de dar maior transparência à composição do índice, passamos a publicar, para cada importadora, a quantidade de cotações obtidas; o máximo teórico de cotações seria de 60 (20 vinhos * 3 cotações); embora muitas vezes tenhamos chegado perto dessa quantidade, para nenhuma importadora esse máximo foi alcançado

  • por outro lado, estabelecemos uma quantidade mínima de 15 cotações no mercado americano, a fim de que a importadora pudesse ser considerada em nossa análise; quatro importadoras não atingiram esse patamar e não foram incluídas na classificação final; no entanto, seus resultados são apresentados separadamente;

  • não foram nunca considerados vinhos americanos ou brasileiros, já que o método básico da análise é comparar vinhos importados, aqui e lá;

  • os preços do mercado americano foram sempre obtidos no site Wine Searcher, sendo consideradas as três mais baixas cotações, quando existentes;

  • como os preços obtidos no Wine Searcher não incluem o imposto, acrescentamos à cotação o imposto médio americano de 6,5%

  • a taxa de câmbio considerada para a transformação dos preços em reais para preços em dólares foi de R$1,66.
  • VII - Fontes dos Dados
    Todos os preços dos vinhos nos Estados Unidos foram coletados no site Wine Searcher, durante os meses de maio e junho de 2008. Consideramos as 3 cotações mais baixas de cada vinho, sempre que possível. Algumas vezes, no entanto, não foram encontradas 3 cotações e nesses casos, de acordo com a nova metodologia, consideramos as cotações disponíveis, mesmo sendo uma cotação apenas.

    Para o levantamento dos preços das importadoras, foram utilizadas fontes diversas, conforme tabela abaixo.
    Internet Catálogo de preços Tabela enviada pela Importadora
    Ana Import Decanter Adega Alentejana
    Cellar Mistral Barrinhas
    Club du Taste-Vin Vinci Bruck
    Enoteca Fasano Vinea Store Casa Flora
    Expand   Cava de Vinhos
    Grand Cru   D'Olivino
    Grand Vin   KMM
    Miolo   Vinhos do Mundo
    Península   Vinoteca
    Qualimpor   Vitis Vinifera
    Reloco   Volantis
    Wine Company    
    World Wine    
    Zahil    
    Zona Sul    
    Quanto à Importadora Terroir, solicitamos a tabela de preços, mas não obtivemos resposta. Portanto, utilizamos os preços (de lista) constantes de um folheto promocional com validade até maio/2008.
    VIII - Considerações

    Para aqueles que tiverem curiosidade de conferir os dados que foram analisados para a determinação do Índice de Divergência, a planilha utilizada para a compilação de preços e cálculo do índice pode ser obtida clicando aqui.

    E, finalmente, lembramos que esta análise tem como objetivo orientar os enófilos brasileiros em suas opções de compra. Para a elaboração da mesma, não foram empregados métodos estatísticos rigorosos e, portanto, o Índice calculado significa, unicamente, aquilo que se propõe: a divergência de preços dos vinhos selecionados frente à cotação obtida no mercado americano.
    IX - Mensagem da Importadora Reloco
      Recebi a seguinte mensagem da Importadora Reloco:

    Caro Oscar:

    Gostaria de te informar que devido a um lamentável equívoco de nossa parte, nossa lista de preços publicada em nosso site da internet ficou inflada por volta de 30-35%.

    Um exemplo que tenho para lhe dar é o do vinho Coronas, que nessa lista estava a R$64, e que é vendido em lojas do Rio de Janeiro e São Paulo, como La Botella e Emporio São Paulo a menos de R$40.

    Sendo assim, peço-lhe que por favor use a tabela em anexo, que corresponde a nosso preço de venda efetivo a consumidor.

    Ela mostra que não só não aumentamos os preços como na realidade baixamos vários deles.

    Essa tabela corresponde efetivamente aos preços praticados para qualquer consumidor que entre em contato com a Reloco. Estamos retirando a tabela com erros de nossa página Web.

    Te pediria então que, em vista disso, retificasse o seu estudo e retirasse o comentário sobre o aumento de preços da Reloco, que efetivamente não aconteceu.

    Qualquer dúvida por favor entre em contato.

    Abs,

    Humberto Cárcamo

    Clique aqui para obter a nova tabela da Reloco.

    Utilizando os preços de lista constantes da tabela enviada, o novo Índice de Divergência seria de 148,7%, o que posicionaria a Reloco no 11° lugar na Classificação das Importadoras.
     
    X - Mensagem da Importadora Club du Taste-vin
      Caro Oscar,

    Parabéns pela sua analise, a internet é uma ferramenta potente e eficiente, vale tudo para defender o consumidor... é a nossa luta desde 1992!

    Em relação a triste colocação do Club du Taste-vin, gostaria de tecer os seguintes comentários:

    Somos felizes por ingressar com 08 vinhos e um total de 17 cotações, talvez chegaremos a media requerida de 20 vinhos e 60 cotações na próxima analise... Parece difícil, pois a pesquisa, num universo de 480 vinhos, só contempla 23 vinhos franceses e 09 champagnes (6,67% do total)...

    É verdade que a nossa especialidade é a seleção de vinhos, exclusivamente franceses, de pequenos produtores, típicos e tradicionais, que nem sempre chegam a Nova York... Não obstante,Dominique Piron, Gerard Tremblay, Pierre Gille, Maurice Barnouin, Michel Juillot, tem importadores americanos.

    A tabela que foi usada na pesquisa foi a das lojas franqueadas, preço por garrafa avulsa, e não a tabela da importadora, por caixa (geralmente 06 unidades),que é 23% mais barata.

    Isto é compreensível já que esta tabela encontrava-se no site do Club... Site que saiu do ar no inicio do mês passado, passando por reformas, uma delas relativa justamente a esta tabela fonte de erro...

    A comparação dos índices de divergência entre importadoras que importam vinhos da Europa ( imposto de importação de 27%), com importadoras de vinhos da Argentina (imposto de importação ZERO) ou do Chile (imposto de importação reduzido em 30%) é perniciosa... evidentemente haverá uma distorção... ainda maior pelo efeito dos impostos em cascata... nesta forma uma importadora de vinhos sul americanos é favorecida...

    O ICMS no Rio é de 26% e não 25% como em São Paulo...

    Talvez valeria a pena acrescentar na analise, quem é micro empresa ou simples (regime fiscal mais favorável) e quem é submetido a todos os impostos....Não muda o resultado para o consumidor, é verdade, mais não deixa pensar que o importador é o vilão que só pensa em lucrar, enquanto ele paga 55% do seu faturamento em imposto...

    Importamos todos os nossos vinhos em container refrigerado e o nosso estoque subterraneo é refrigerado a 17º C : custo versus qualidade.

    De qualquer forma fica a boa intenção de informar o consumidor, isto é o mais importante e se ele for comparar vinhos do mesmo porte entre importadoras, percebera a diferença (O Haut Marbuzet 2003 custa R$ 624,00 na Terroir e R$ 400,00 no Club du Taste-vin...).

    Aceitamos o desafio, vamos melhorar !

    François Dupuis
    Selecionador de vinho do Club du taste-vin desde 1992
     
    XI - Mensagem da Importadora Grand Cru
      Caro Oscar,

    Com o objetivo de sempre atender melhor nossos clientes e proporcioná-los o melhor "custo benefício" gostaria de anunciar a redução de 20% nos preços de bordeaux e de 10% nas linhas principais de Argentinos e Chilenos.

    Em breve receberemos tambem novos rótulos de diferentes países que já serão vendidos com outra base de cálculo.

    Gostaria de dizer que admiro muito seu trabalho, sempre acompanhei de perto seus esforços e que se possível revise novamente seus estudos junto a importadora Grand Cru.

    Estou enviando em anexo a tabela de varejo utilizado hoje pela Grand Cru. Por favor, estou a disposição para qualquer esclarecimento.

    Grande abraço,
    Leandro T. Almeida
    Grand Cru - São Paulo


    Clique aqui para obter a nova tabela da Grand Cru.

     
    XII - Comentários dos Leitores
    Izabel Cristina Vazquez
    Rio de Janeiro
    RJ
    18/06/2008 Amigo Oscar,

    O Enoeventos está cada vez melhor! Parabéns pela minuciosa e excelente pesquisa, principalmente pelo cuidado de avaliação!

    Muito sucesso e bons vinhos!
    Bruno Stort
    São Paulo
    SP
    18/06/2008 Oscar,

    Apenas reforçando o que já sabe, o seu trabalho tem um valor inestimável para todos os consumidores brasileiros, mostrando transparência escondida por tantas importadoras que se reafirmam como 'justas' e 'pobre coitadas' na mão dos infinitos impostos tupiniquins. Mostra a real intenção de cada uma, pois não adianta ter vinhos bons, tem que respeitar o consumidor. Parabéns pelo trabalho e pela paciência de formiguinha investida para todos nós. Obrigado!
    Rodrigo Gouvea dos Santos
    Rio de Janeiro
    RJ
    18/06/2008 Belo trabalho, que nos é importante,pois diferencia o importador que quer viver do vinho honestamente para aquele que quer enriquecer do vinho,às nossas custas!

    Deve, por obrigação, servir de guia para futuras compras, pois assim, espera-se, determinará aqueles que continuaram com vida longa nesse mercado! Saúde à todos!
    Cláudia Holanda
    Rio de Janeiro
    RJ
    18/06/2008 Oscar, espetacular essa reportagem.

    Só nos resta lamentar que aqui no Rio ainda temos muito, mas muito a caminhar em termos de preços honestos.

    Como se comprova em tua pesquisa, as campeãs estão em São Paulo...

    Nos resta a CAva de vinhos, em Itaipava. VAmos combinar que não é tão perto assim...

    beijos e mil parabéns
    Carlos Dowski
    Rio de Janeiro
    RJ
    18/06/2008 Daudt,

    Muito obrigado pela excelente pesquisa. Você investiu tempo e conhecimento em um trabalho de muito fôlego, para facilitar a vida dos consumidores,que, em leitura bem leve, conseguem melhor decidir suas compras.

    Abraço.Carlos Dowski
    Affonso Nunes
    Rio de Janeiro
    RJ
    18/06/2008 Um Oscar para o Daudt.

    O Oscar e contribuição ao bolso do enófilo. Parabéns e sucesso, meu caro. O Enoeventos está cada dia melhor... É um dos meus sites de cabeceira
    José Paulo Schiffini
    Rio de Janeiro
    RJ
    18/06/2008 Parabéns mais uma vez.

    Sugiro, apresentar dados por faixas de preço: Vinhos economicos até R$ 60,00;
    Vinhos moderados de 60 a R$ 100,00;
    Vinhos de alto valor de 100 a R$ 200,00;
    Vinhos para exibir vaidades acima de R$ 200,00...

    Schiffini
    Ana Maria Gazzola
    Rio de Janeiro
    RJ
    18/06/2008 EXCELENTE PESQUISA OSCAR.

    A CADA DIA RECONHEÇO MAIS A SUA PAIXÃO E DEDICAÇÃO AO VINHO E À SUA DIVULGAÇÃO.

    ESSE TRABALHO SERÁ ÚTIL NÃO SÓ AOS ENÓFILOS COMO TAMBÉM AOS PROFISSIONAIS DA ÁREA(ME INCLUO NOS DOIS),QUE PODERÃO ENCONTRAR VINHOS DE QUALIDADE SEM A SENSAÇÃO DE SEREM EXPLORADOS POR ISSO.

    GRANDE ABRAÇO.
    Guilherme Costa
    Rio de Janeiro
    RJ
    18/06/2008 Oscar,

    Mais uma vez, irrepreensível nos Critérios claramente definidos e nos Resultados, para nós enófilos....... Parabéns....

    Santé....!!!!

    Guilherme
    Fernando Lisboa
    Belo Horizonte
    MG
    18/06/2008 Prezado Oscar,

    parabens por esta sua segunda pesquisa, visando aquela preciosa e importante informação aos amantes da bebida do deus Baco.

    Aquele conceito "ganhar menos, mas sempre", precisa ser mais difundido, de modo a gerar aquela satisfação/ realização mútua de ambas as partes :vendedores e compradores.

    Saudações enológicas!
    Paulo Mazeron
    Porto Alegre
    RS
    18/06/2008 Parabens, Oscar, pela excelente iniciativa e o cuidado, a meticulosidade e a imparcialidade como foi conduzido o trabalho!

    Agora cada um dos que apreciam vinhos, aquí neste Pais, pode ter uma noção mais precisa da forma como é explorado pela maioria dos nossos importadores...(que certamente continuarão a se fazer de vítimas culpando os impostos, o frete, o container, etc, pelos escorchantes valores praticados).

    E, o mais importante, como dizes: vir a tornar-se um consumidor consciente!
    Paulo A. Lantelme
    Rio de Janeiro
    RJ
    18/06/2008 Parabéns Oscar por pesquisa tão interessante.

    Uma observação (experiência própria) interessante a ser considerada é que quando compro vinhos Italianos nos EUA ele sempre leva um preço maior comparativamente ao seu preço de origem quando o comparo por exemplo com os franceses. Seria interessante a pesquisa triangular considerando o preço no país de origem também, o que talvez possa mudar o resultado. Desta forma se evita algum acordo diferente de algum pais com os EUA o que favoreceria ou prejudicaria alguma importadora especializada em paises,

    Abraços

    Paulo A. Lantelme
    Antonio Carlos Ferreira
    Rio de Janeiro
    RJ
    18/06/2008 Prezado Oscar,

    Belíssimo seu trabalho. Poucas pesquisas se encontram tão detalhadas e abertas como a sua. Certamente só trará benefícios aos consumidores e já vai se tornando uma referência para todos aqueles que gostam de curtir um bom vinho pagando um preço honesto.

    Parabéns!!!!
    Nei Augusto Ribeiro
    Rio de Janeiro
    RJ
    18/06/2008 Inciativa como essa surpreende mesmo, nunca vi maneira tão "sutil" de transformar e popularizar o mercado de vinhos. Meus sinceros parabéns.

    Me despeço correndo pois tenho que ligar pra Cellar !!

    Abraço do Amigo
    Nei Augusto Ribeiro
    Luciana Daudt
    Rio de Janeiro
    RJ
    18/06/2008 E pensar que há um pouco mais de 1 ano, o Enoeventos começou de forma "despretensiosa"...

    Hoje é sucesso absoluto, passagem diária obrigatória (mas prazer pode ser considerado como obrigação?!) para todos os internautas enófilos!

    Melhor ainda saber que trata-se de um hobby/trabalho que é feito com tanto amor à causa.

    Mais uma vez, parabéns!
    Luciana
    Domingos Lucas
    Curitiba
    PR
    18/06/2008 pesquisa maravilhosa oscar!
    Marcelo Brocchi 18/06/2008 Dependendo do valor da compra a Cellar ainda oferece o frete gratuito e um desconto progrssivo.

    Marcelo Brocchi
    Eduardo Amaral
    Rio de Janeiro
    RJ
    19/06/2008 Caro Oscar,

    Como de costume, bela reportagem: sintética e eficiente. Gostaria de reforçar o comentário do confrade Paulo Lantelme sobre os preços inflados de italianos nos EUA. Imagino que a Cellar ficaria ainda com melhor índice se usássemos preços praticados na Europa. Consegue-se alguns preços europeus no próprio Wine Searcher, selecionando o país desejado.

    []s e sucesso,
    Eduardo Amaral
    Tomaz Robinson
    Campinas
    SP
    19/06/2008 Tomei conhecimento do seu trabalho pelo Blog Diario de Baco, parabens, ótimo levantamento, espero que com isto as importadoras tomem consciência e passem a praticar preços mais corretos.

    Acho que cada um deve colocar as margens que melhor lhe aprouver, porém o consumidor é que deve ter consciência se quer ser explorado ou não.
    Valdiney Ferreira
    Rio de Janeiro
    RJ
    19/06/2008 Caro Oscar,

    Mais uma vez parabéns pelo trabalho! Você foi muito feliz em abraçá-lo!

    Na L'Orangerie fazemos uma pesquisa de menor abrangência para selecionar nossos 10 maiores fornecedores. Só fugimos desta análise quando por uma razão ou outra queremos ter determinados rótulos exclusivos de uma importadora.

    Também utilizamos uma outra variável que é o desconto diferenciado entre as importadoras que acabam por viabilizar algumas não tão bem posicionadas em sua análise e penalizar outras em posições superiores.
    Alberto Araújo 19/06/2008 Caro Oscar,

    Pelo visto, seu estudo em breve terá chegado ao conhecimento de todos os grupos de apreciadores...

    Junto-me aos que o parabenizaram pelo trabalho, minucioso e de fôlego.

    Gostaria, no entanto, de fazer uma observação, pois trabalho há mais de trinta anos na área de comércio exterior (embora nunca com bebidas ou alimentos). Ocorre muitas vezes de importadores honestos serem tachados de exploradores ou de praticarem preços exorbitantes, em virtude dos preços cobrados, quando, na verdade, estão recolhendo integralmente todos os absurdos impostos, enquanto que outros talvez não...

    Óbvio que realmente alguns exageram mas, dessa forma, corre-se o risco de se desprestigiar, até liquidar, um negócio sério e mais tarde aquele "mais barato" também ficar fora do mercado, por problemas fiscais...

    Sugeriria complementar, oportunamente, com um estudo de formação de preços. Assim, poder-se-ia chegar a um fator ou índice "normal", multiplicador do custo no mercado americano. Produtos de menor taxação em geral no Brasil custam o dobro que no mercado americano. Como não estou familiarizado com os impostos incidentes no vinho, melhor que recorra à ajuda de algumas importadoras para formar uma planilha.

    Abraços,
    Alberto Araújo
    Claudionor Spinelli
    Santo André
    SP
    19/06/2008 Oscar,

    Acredito que esse tipo de análise seja pioneira no Brasil e é de grande valia aos amantes de vinhos que merecem ser tratados honestamente com o intuíto de obterem um ótimo custo-benefício.

    Parabéns e obrigado!
    Sérgio Murilo Monteiro
    Rio de Janeiro
    RJ
    19/06/2008 Parabéns Oscar.

    O trabalho que voce vem desenvolvendo é de grande relevancia para nós enófilos de todo o Brasil. Esteja certo de que usarei o site como referencia para orientar as minhas compras daqui para frente. Vou divulga-lo para todos do meu catálogo de endereços.

    Um abraço.
    Sérgio Murilo Monteiro
    Marcus Lessa
    São Paulo
    SP
    19/06/2008 Caro Oscar,

    A proposta aqui apresentada é boa, mas não ressalta pontos importantes que geram distorções graves, como por exemplo:

    1)A comparação entre importadora de vinhos argentinos (sem imposto de importação) ou chilenos (com redução de 30% no imposto de importação ) com importadora de vinhos franceses (imposto de importação de 27%) é injusta... nestes vinhos ha uma diferença de multiplicador evidente... com efeito cascata versus PIS / Cofins / ICMS (este é de 26% no Rio e não de 25%)...

    2)teria de comparar preço de importadora (por caixa) e não preço de loja (garrafa avulsa).... dá uma diferença de mais de 23%

    3)Da mesma forma é dificil comparar vinhos de safra antiga, que não existem mais no mercado (Hermitage 99) com vinhos recente aonde tem briga possivel... são oportunidade exclusivas...

    4)A qualidade do vinho depende tambem das condições de transporte e armazenagem... Há importadoras que só usam containeres refrigerados (muito mais caros) enquanto outras trazem os vinhos em containers normais, isso causa diferença consideravél em custos.

    A pesquisa é uma boa idéia, mas merece mais capricho.
    Guilherme Gazzola
    Rio de Janeiro
    RJ
    19/06/2008 Caro Oscar, parabens! Vou andar com a lista no bolso!

    Para as próximas edições, sugiro alguns detalhamentos: quais são as melhores importadoras dos vinhos do Mercosul, da Europa, da Oceania?

    E, para termos uma noção de qual seria um preço justo, você conseguiria obter a sua formação, considerando frete (conteiner climatizado ou não), desembarço alfandegário, imposto de importação, ICMS, etc?

    Grande abraço,
    Guilherme
    Carlos Reis
    Rio de Janeiro
    RJ
    19/06/2008 Caro Oscar,

    Parabéns pelo primoroso e útil trabalho!

    Sugiro que acrescente a informação das importadoras que aumentaram o preço de seus vinhos de um ano a outro.

    Por exemplo, a Mistral aumentou em dólar, mas repassou a queda do dólar ao consumidor e explicou, em seu catálogo, que em virtude da desvalorização do dólar frente ao Euro e ao peso chileno, os preços em dólar haviam aumentado, mas, no entanto, diminuído em reais.

    Já a Grand Cru - que decepção - aumentou seu vinhos em 10%, sem explicações e sem repassar qualquer desvalorização do dólar frente ao real (exemplo: D. Paula Estate custava 60 reais e passou para 66 reais, custando no free shop do Brasil 17,5 e no da Argentina 12,5, como explicar?).

    Quanto à Terroir, sem comentários.

    Acho que seria interessante informar os impostos que incidem sobre o vinho, assim ficará clara a margem de lucro de cada importadora.

    Mais uma vez, meus parabéns!
    Carlos Reis
    Adolpho Cyriaco
    São Paulo
    SP
    22/06/2008 Oi Oscar,

    Belissimo tabalho. Parabéns! Enófilos anônimos agradecem.

    Sugesta: Como prêmio aos 3 importadores com menor índice de divergência, crie no nome da lista um link para a homepage do decujus.

    Abs

    OK, sugestão aceita e implementada!
    Cristina Pereira
    Rio de Janeiro
    RJ
    24/06/2008 Oscar,

    Muito interessante esta pesquisa. Vou divulgá-la em nosso site, pois achei muito oportuna para os consumidores terem um referencial.

    Cristina Pedreira
    www.adegavinhos.com.br
    Renato Marques
    Rio de Janeiro
    RJ
    26/06/2008 Oscar,

    com o intuito de melhorar ainda mais a pesquisa, que acredito ser excelente para todos nos, em todos os aspectos, gostaria de fazer uma sugestao de metodologia alternativa. Nao sei se e factivel, ou o trabalho que implicaria, mas acredito que o resultado ficaria menos distorcido.

    Na minha "formatacao", a pesquisa seria feita da seguinte forma:

    Para cada pais, seleciona-se uma "gigante" do varejo, e compara-se o preco final ao consumidor la com o daqui, para cada importadora.

    Por exemplo, procura-se o preco final de um Brunello Biondi Santi 2001 em 3 grandes lojas na Italia, e verifica-se seu preco em Euros. Compara-se com as importadoras que oferecem aqui o mesmo vinho, e tem-se o "custo Brasil" para cada importadora.

    Como os impostos de importacao sao iguais para todas, assim como despesas de importacao etc, percebe-se mais claramente o "olho grande" das mesmas.

    O problema com a metodologia utilizada, pelo que eu entenda, e que uma grande distorcao pode estar presente, que e o desconto por volume. Ou seja, no Brasil, uma determinada importadora pode comprar volumes maiores do vinho X que a importadora de NY, e ter portanto precos menores naquele vinho no fornecedor.

    Quando se compara no proprio pais de origem do vinho, isso dificilmente sera verdade.

    Bom, mais uma vez parabens pelo trabalho, espero que minha contribuicao seja ao menos avaliada.

    Um abraco,

    Prezado Renato,

    Obrigado por seus elogios e suas sugestões.

    A maior dificuldade com sua idéia é que existe uma exclusividade para os rótulos importados. A carteira de vinhos de uma importadora, apenas ela traz, nenhuma outra. Para o exemplo que você citou, apenas a Mistral importa o Biondi-Santi.

    Com isso, uma solução alternativa seria fazer a classificação por país, mas é certo que isso além de ser um trabalho gigantesco, não me permitiria fazer uma tabela única de classificação.

    Para minimizar essas distorções, procurei sempre analisar vinhos das mais diversas procedências, para cada importadora.

    O problema é que isso nem sempre foi possível, pois existem aquelas que possuem uma concentração em um país, ou no Velho Mundo, ou no Novo Mundo, etc...

    Concordo com você e com todos os outros leitores que manifestaram sua preocupação com essa distorção. No entanto, por mais que a distorção influencie, é inegável que os resultados obtidos são bem próximos de uma realidade que conhecemos.

    Oscar Daudt
    Renato "LOCO" Ozom
    Rio de Janeiro
    RJ
    28/06/2008 É Oscar...mais um belo trabalho de um belo site...meu favorito nesse mundo...

    Ler o site tem sido melhor que beber muitos vinhos que vagam por aí...

    Parabens...
    Carlos Reis
    Rio de Janeiro
    RJ
    12/07/2008 Caro Oscar,

    Anteriormente me manifestei sobre a sua pesquisa e critiquei a importadora Grand Cru, da qual sou fã de seus vinhos, embora discorde de sua política de preços. A Grand Cru se manifestou nesse blog e disse que iria diminuir seus preços em 10%, ou seja, apenas voltaria aos preços de 2007, o que não significa nada, eis que não repassaria a desvalorização do dólar frente ao real em favor de seus consumidores, aumentando, ainda mais, sua margem de lucro.

    Pois bem, salvo o vinho Doña Paula Estate, mencionado em minha missiva anterior, não mudou nenhum de seus preços, bastando ver o Clos de los Siete, os Tabali dentre outros. Triste que não se comprometa a Grand Cru com sua palavra. Basta visitar o site, como fiz agora há pouco, para constatar isso.

    Aproveito o ensejo para criticar a Enoteca Fasano. Recebi essa semana, via e-mail, uma notícia de descontos em seus vinhos. O ótimo "Só Syrah" estaria por pouco menos dos R$ 134 normalmente cobrados. Só pode ser piada, já que esse vinho custa em torno de 10 euros em Portugal! Perguntei a razão à Enoteca Fasano e... nenhuma resposta (devo ter sido excluído de sua lista de e-mails)!

    A verdade é que, salvo raríssimas exceções dentre as importadoras, têm-se abusado nos preços, mesmo com os altíssimos tributos envolvidos. Pena, pois esse capitalismo tupiniquim apenas elitiza o vinho e irrita o consumidor consciente.

    De minha parte, continuarei prestigiando as boas importadoras e comprando vinhos nos duty free shops da vida e em minhas viagens semestrais ao exterior.

    Mais uma vez, parabéns pela sua coragem em fazer essa pesquisa e divulgá-la!

    Com admiração,

    Carlos Reis


    Carlos, encaminhei seu comentário para a Grand Cru. Vamos esperar que eles se manifestem...
    Marcos A Weigt
    São Paulo
    SP
    20/07/2008 Excelente iniciativa.

    Com a "popularização" do vinho, e consequente maior conhecimento por parte dos consumidores, as importadoras sérias e que trabalharem com margens "normais" vão engolir os oportunistas.

    Parabéns pelo trabalho!
    Ricardo Mattos
    São Paulo
    SP
    02/08/2008 Duas coisas interessantes de quem compra vinho fora do pais: em NY é quase sempre mais barato que na origem (ainda que vinhos provenientes do novo mundo) e Chile/Argentina não vale muito a pena trazer (custo X tensão do frete).

    Agora, Oscar, melhor do que essa comparação é a "calculadora do lucro" que eu me comprometo em te enviar, na qual colocamos o preço da Wine Searcher e vemos o quanto deve ganhar o importador.

    Abraços,
    Ricardo

    OK, vou aguardar...

    Um abraço,
    Oscar
    Osvaldir Castro
    São José do Rio Preto
    SP
    05/08/2008 Mais uma vez parabens pelo excelente trabalho
    Enoteca Thot Brasil
    Recife
    PE
    06/08/2008 Prezado Oscar,

    Parabéns pelo seu trabalho como "arauto" dos Consumidores.

    A sua filosofia de consumidor, foi também a base que norteou nossos princípios, acabando com a falácia de que vinho bom, é vinho caro!

    Na próxima edição, estaremos disponíveis para lhe facultar as informações necessárias.

    Joaquim Tavares
    Carlos Reis
    reis.carlos@globo.com
    Rio de Janeiro
    RJ
    11/08/2008 Caro Oscar,

    Recebi hoje um e-mail da Grand Cru anunciando a diminuição de alguns de seus vinhos. Finalmente a importadora cumpriu sua promessa. No entanto, parcialmente, infelizmente. Ao contrário do que a Grand Cru disse aqui no site, não diminuiram em 10% o preço de todos os chilenos e argentinos, apenas de alguns. Na verdade, vários vinhos voltaram ao preço do ano passado.

    Como já disse, embora os preços em dólar dos vinhos tenham, em todo mundo, sofrido reajuste, com a forte queda do dólar frente ao real, os vinhos importados deveriam ter diminuído, tudo isso aliado a uma oferta no mercado internacional maior do que a demanda.

    Em suma, mera maquiagem da Grand Cru. Que decepção!

    Cordialmente,

    Carlos Reis
    EnoEventos - Oscar Daudt - (21)9636-8643 - odaudt@enoeventos.com.br