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Degustação da Cupello Wines ABS-Flamengo, em 15/08/2008 |
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Pela manhã, eu havia tido a oportunidade de encontrar Rui Reguinga, pois conduzi uma entrevista com o enólogo (que estará em breve no ar) na qual conversamos bastante e pude conhecer suas atividades internacionais, sua filosofia e seus métodos. Mas, vamos combinar, de que adianta conhecer teoricamente o trabalho do artista e não poder experimentar suas obras?
A solução veio logo à noite, quando participei na ABS do Flamengo de uma degustação promovida pela nova importadora Cupello Wines (24-2242-7536), de Petrópolis, para apresentar aos enófilos cariocas sua carteira de vinhos. Bem, pelo menos, os primeiros vinhos que estão sendo comercializados, todos eles desenvolvidos por Rui em seus diversos projetos portugueses.
O objetivo da importadora é o de se especializar em rótulos portugueses de alta qualidade e com a parceria com Rui a Cupello Wines acertou na mosca. Prestigiado internacionalmente, o enólogo é capaz de produzir os mais diversos tipos de vinhos mantendo a especificidade do terroir e das castas e atendendo àquilo que a vinícola, cliente de sua consultoria, pretende desenvolver. Mas sempre, o objetivo principal é o de fazer vinhos que agradem ao paladar do público consumidor. Isso, segundo suas palavras, vem sempre em primeiro lugar! O consumidor é o rei!
Experimentamos 5 vinhos:
Herdade Espirra 2005, um DOC Palmela, feito com Castelão e com 14% de álcool. A princípio discreto, evoluiu de forma esplendorosa na taça. Excelente!
Terras do Crato 2005, um Vinho Regional Alentejano elaborado com Aragonês e Trincadeira, mas com pequenas quantidades de Cabernet Sauvignon e Merlot; sem madeira e com muita fruta, foi dentre todos, o que menos me entusiasmou
Herdade do Gamito 2005, mais um Vinho Regional Alentejano, mas uma história completamente diferente do anterior; corte de Syrah, Merlot, Aragonês e Trincadeira e estágio de 10 meses em barricas de carvalho francês; com um deslumbrante nariz com muita ameixa e uma boca com muita fruta, muita potência e longa persistência; sem sombra de dúvidas, o melhor vinho da noite! | Terrenus 2005, outro Vinho Regional Alentejano, projeto próprio de Rui, corte de Aragonês, Trincadeira e Alicante Bouschet, com estágio de 12 meses em barricas de carvalho francês. Um vinho fresco, leve e fácil.
Terrenus Reserva 2004, mais um vinho deslumbrante, com deliciosos aromas de sous-bois, chocolate e café; com pequena produção de 4.000 garrafas, proveniente de 2 vinhedos com mais de 80 anos, as castas predominantes são a Aragonês, Trincadeira, Alicante Bouschet e Grand Noir e estagia 14 meses em barricas de carvalho francês; segundo Rui, o termo Reserva, para ele, tem um significado especial e os vinhos com esse atributo só são produzidos em anos excepcionais. Deu prá notar!
Foi 10! Parabéns ao Rui pelos excelentes vinhos e muito sucesso à mais nova importadora do mercado!
Oscar Daudt |
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