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Análises de preços
I - Introdução

Prezados enófilos,

Se a primeira edição da Análise Comparativa das Importadoras já havia sido um sucesso enorme, a segunda despertou ainda mais interesse.

Como já faz quase um ano desde que publicamos a segunda revisão, muitos leitores volta e meia cobravam quando iria ser elaborada a nova atualização. Quanto às importadoras, algumas me fustigavam, reclamando da metodologia. Outras, no entanto, ficavam incentivando a nova divulgação da classificação. Bom sinal!

Nesta nova publicação, tomamos duas decisões de impacto nos resultados:

  • a primeira, acatando a sugestão de uma importadora, foi não incluir vinhos que tivessem origem nos países do Mercosul (Argentina e Uruguai), já que esses vinhos são importados com alíquota zero. Consequentemente, as empresas com maior quantidade de rótulos oriundos desses países seriam beneficiadas na classificação caso os mesmos fossem considerados;

  • a segunda foi a de considerar, apenas, as importadoras que divulgam livremente seus preços, seja pela Internet, seja em catálogos de livre distribuição, a fim de evitar qualquer tentativa de manipulação de dados através de planilhas especialmente construídas para serem usadas em nosso estudo. O impacto desta decisão foi bastante grande, pois a maior parte delas, ou não vende para pessoa física, ou trata seus preços como segredo de estado. Com isso, o número de empresas incluídas em nossa classificação caiu de 27 para 17.

    Esses quase 12 meses de intervalo trouxeram muitas alterações no mercado. O dólar, que na análise anterior custava R$1,66, subiu assustadoramente até beirar R$2,40, para depois vir caindo, gradativamente, custando atualmente R$1,97, valor considerado na pesquisa atual. Em função disso - e de outros mais fatores - houve uma sacudida na classificação e alguns resultados são muito interessantes e até mesmo surpreendentes.

    Mais uma vez eu falo: acredito que essa seja a melhor contribuição que o EnoEventos pode prestar ao mercado brasileiro de vinhos, trazendo uma informação preciosa aos enófilos que, dessa forma, poderão adquirir vinhos com preços cada vez mais honestos.

    Oscar Daudt
  • II - Classificação das Importadoras
    A tabela abaixo apresenta a classificação das importadoras, em ordem da mais barata para a mais cara, segundo o Índice de Divergência apurado nesta análise. A primeira coluna de dados mostra o índice desta 3ª revisão; a seguinte, mostra o índice obtido na 2ª revisão (de julho/2008).

    A próxima coluna mostra a variação do índice nesse período; os valores positivos (em azul) mostram que o índice caiu no período, indicando uma baixa nos preços; os valores negativos (em vermelho) mostram uma subida do índice, revelando uma subida de preços.

    Finalmente, a última coluna mostra, para cada importadora, a quantidade de cotações encontrada no mercado dos Estados Unidos.
    Posição Importadora Índice de Divergência
    3ª edição
    Índice de Divergência
    2ª edição
    Variação do índice da 2ª para a 3ª edição Quantidade de cotações
    3ª revisão
    1 Zona Sul 48,8% 126,6% 77,8% 33
    2 Cava de Vinhos 50,8% 117,7% 66,9% 18
    3 Cellar 60,9% 71,2% 10,3% 48
    4 Nova Fazendinha 100,2% - - 42
    5 Mistral 127,7% 113,0% -14,7% 57
    6 Zahil 130,3% 174,6% 44,3% 46
    7 Vinhos do Mundo 151,58% 120,1% -31,5% 28
    8 Qualimpor 151,64% 181,8% 30,2% 25
    9 Vinci 152,5% 170,0% 17,5% 54
    10 Vinea Store 162,8% 167,0% 4,2% 21
    11 World Wine 173,6% 174,5% 0,9% 47
    12 Terroir 176,8% 434,2% 257,4% 42
    13 Expand 178,5% 187,8% 9,3% 47
    14 Decanter 210,2% 162,0% -48,2% 39
    15 Península 234,1% 235,2% 1,1% 44
    16 Fasano 239,7% 365,6% 125,9% 39
    17 Grand Cru 240,8% 276,4% 35,6% 56
    III - Análise da classificação

    Zona Sul
    Os Supermercados Zona Sul voltam a ocupar a primeira colocação de nosso levantamento, lugar aliás de onde nunca deveriam ter saído. Por ser uma importadora e um supermercado, ao mesmo tempo, importa e vende vinhos em grandes quantidades e por isso pode e deve aplicar pequena margem de lucro. O Zona Sul não vende apenas os rótulos que importa e não tenho como saber com precisão se os vinhos disponíveis em sua página são de importação própria ou não. Mas procurei considerar somente os vinhos que, ao que tudo indica, são importados por eles, para que as margens das importadoras dos demais vinhos não contaminem o resultado final do supermercado carioca. Para o dia-a-dia, possui alternativas imbatíveis e até mesmo alguns rótulos mais sofisticados podem ser encontrados por lá a precinhos camaradas.

    Cava de Vinhos
    O segundo lugar ficou com a pequena importadora de Itaipava, de propriedade do polêmico espanhol Jesus Ruiz, de língua solta, pavio curto e com grande coração. Sua carteira de vinhos, como não poderia deixar de ser é composta unicamente de vinhos espanhóis, a grande maioria produzida pelo poderoso Grupo Faustino, que nos brinda com excepcionais rótulos de Rioja, Ribera del Duero e Navarra, dentre outras denominações. Como o Zona Sul, por justiça, deveria ser classificado como hors concours, a Cava de Vinhos pode se considerar como a grande vencedora entre todas as importadoras!

    Cellar
    Se não levarmos em conta o Supermercado Zona Sul, a Cellar, importadora paulista, foi a grande vitoriosa nas duas primeiras edições deste levantamento e parecia imbatível. Nesta terceira edição foi atropelada pela Cava de Vinhos, mas não por demérito seu. Se analisarmos a tabela acima, veremos que a Cellar apresenta um índice ainda menor do que o já baixo índice que conquistara na segunda edição. Continua sendo a melhor alternativa para a compra dos fantásticos rótulos italianos e franceses que compõem a sua carteira.

    Nova Fazendinha
    Estreante em nosso levantamento, começa com o pé direito, arrebatando o quarto lugar da classificação. Importadora carioca recôndita, certa feita questionei por email seu representante sobre o porquê de a Nova Fazendinha não divulgar seus vinhos em nenhum evento. Laconicamente, ele me respondeu (em francês): "Para sermos felizes, vivamos escondidos!" Inacreditável, não? E parece que a estratégia de se esconder está dando certo, pois aposto que poucos enófilos, mesmo aqui no Rio, sabem que ela existe. Pois aqui estou eu contrariando os desejos da importadora e divulgando a todos os nossos leitores que a carteira deles, quase que exclusivamente concentrada em vinhos franceses, tem excelentes rótulos e merece ser conferida, pois os preços estão bem honestos.

    Mistral
    Em quinto lugar, a gigante Mistral que, juntamente com sua co-irmã Vinci, possuem o melhor e mais extenso catálogo de vinhos. É uma bíblia do bem beber! Seu índice foi um pouco mais alto do que o obtido na edição anterior, mas ainda assim é uma excelente alternativa para quem quer obter grandes e inesquecíveis rótulos por um preço honesto.

    Zahil
    Essa importadora teve um desempenho impressionante se comparado com a edição anterior. Tendo abaixado os preços de muitos de seus vinhos, a importadora diminuiu em 40 pontos percentuais o seu índice em relação à pesquisa anterior e, com isso, conquistando o sexto lugar. Comandada pelo português Antonio Campos, possui entre várias pérolas em sua carteira, como não poderia deixar de ser, a maior expressão da vinicultura lusitana, o emblemático Barca Velha, e os demais rótulos da Casa Ferreirinha.

    Terroir
    Com o mais estonteante desempenho dentre todas as concorrentes - quem diria? - aquela que era considerada o patinho feio das importadoras e recebia desabonadoras alcunhas, a Terroir fez seu índice despencar em 259 pontos percentuais, atingindo o valor de 176,8%, passando a perna em muita gente boa. Como eu parei de receber o catálogo dessa importadora, tive de utilizar um folheto promocional disponível no site deles. É sempre bom lembrar que eu não levo em consideração, para a determinação do índice, os preços com descontos, mas apenas os preços de lista e, mesmo assim a Terroir obteve esse - comparativamente - baixo índice. Como prêmio por tamanha reviravolta na política de preços, calculei qual seria o índice da Terroir se utilizados os preços com descontos: impressionantes 94,5%, o que a colocaria na outrora impensável 4ª colocação! Eu nunca imaginei que um dia eu chegaria a dizer isso, mas aí vai: "Aproveitem as promoções de vinhos da Borgonha da Terroir, pois os precinhos estão tentadores!" Pronto, falei!

    Decanter
    Como um bom sinal dos tempos, apenas 2 importadoras aumentaram seus índices do ano passado para agora: a Decanter foi uma delas e extrapolou, aumentando seu índice em quase 50 pontos percentuais. Também pudera, pelo que eu pude conferir, parece-me que ela praticou um aumento quase linear de 12%. Eu percebi até mesmo um vinho que aumentou mais de 35% sem que tenha havido nem ao menos mudança de safra. O castigo veio a galope. Enquanto no levantamento anterior, sua colocação era bem mais perto do topo, neste novo estudo, a Decanter ficou colocada como a quarta pior importadora. Tomara que a coisa mude!

    Enoteca Fasano
    Essa importadora apresentou a segunda maior queda no valor de seu índice: baixou inacreditáveis 126 pontos percentuais. No entanto, seu esforço não foi suficiente para afastá-la do penúltimo lugar. Mas, pelo jeito, ela vai pelo caminho certo. Quem sabe na proxima edição?

    Grand Cru
    Essa importadora, que no levantamento anterior andava namorando a rabeira, agora assumiu de vez e tomou conta do vergonhoso último lugar. Quando da segunda edição, a Grand Cru enviou uma carta anunciando uma mudança em sua política de preços, mas pelo jeito, não adiantou. A importadora até baixou seu índice em 36 pontos percentuais, mas as concorrentes foram mais rápidas no gatilho e a deixaram tendo de correr atrás do prejuízo, pelo menos até o próximo levantamento do EnoEventos.
    IV - Importadoras não Constantes da Análise

    Algumas importadoras ficaram de fora da classificação, apesar de publicarem seus preços na Internet, por não terem atingido o mínimo de cotações estabelecido pela metodologia. É o caso da Ana Import, da De La Croix, da Magna Import, da Miolo e da Vitis Vinifera.

    Um número ainda maior não foi incluído no estudo em função de não divulgar seus preços na Internet ou através de catálogos.

    Mais triste para mim, no entanto, foi constatar que duas importadoras que divulgavam seus preços até a análise do ano passado, agora os retiraram das suas páginas. São elas a Reloco e a Wine Company. E a decisão de esconder os preços parece ter sido tomada de forma atabalhoada, pois os consumidores continuam podendo comprar através do site, só que não têm acesso ao preço. Estlanho, não, Charlie Chan?
    V - Metodologia

    A metodologia utilizada neste novo levantamento de dados contempla os seguintes princípios:

  • no levantamento dos preços praticados pelas importadoras, utilizamos sempre os preços de lista, desconsiderando quaisquer descontos (normalmente estratificados) ou promoções (sempre temporárias);

  • a comparação sempre considerou vinhos de mesma safra, a fim de evitar variações de preço de um ano para outro;

  • nesta pesquisa o objetivo foi de conseguir comparar 20 vinhos, a fim de oferecer maior confiabilidade ao índice calculado;

  • enquanto que na primeira edição consideramos apenas vinhos em que houvessem pelo menos duas cotações no mercado americano, nesta nova pesquisa, consideramos também vinhos com apenas uma cotação;

  • a fim de dar maior transparência à composição do índice, publicamos, para cada importadora, a quantidade de cotações obtidas; o máximo teórico de cotações seria de 60 (20 vinhos * 3 cotações); embora muitas vezes tenhamos chegado perto dessa quantidade, para nenhuma importadora esse máximo foi alcançado

  • por outro lado, estabelecemos uma quantidade mínima de 15 cotações no mercado americano, a fim de que a importadora pudesse ser considerada em nossa análise;

  • não foram nunca considerados vinhos americanos ou brasileiros, já que o método básico da análise é comparar vinhos importados, aqui e lá; também não foram considerados vinhos argentinos e uruguaios, tendo em vista que, em função do Mercosul, serem importados com tarifa zero para o Brasil

  • os preços do mercado americano foram sempre obtidos no site Wine Searcher, sendo consideradas as três mais baixas cotações, quando existentes;

  • como os preços obtidos no Wine Searcher não incluem o imposto, acrescentamos à cotação o imposto médio americano de 6,5%

  • a taxa de câmbio considerada para a transformação dos preços em reais para preços em dólares foi de R$1,97.
  • VI - Fontes dos Dados
    Todos os preços dos vinhos nos Estados Unidos foram coletados no site Wine Searcher, durante o mês de junho de 2009. Consideramos as 3 cotações mais baixas de cada vinho, sempre que possível. Algumas vezes, no entanto, não foram encontradas 3 cotações e nesses casos, de acordo com a nova metodologia, consideramos as cotações disponíveis, mesmo sendo uma cotação apenas.

    Para o levantamento dos preços das importadoras, foram utilizadas fontes diversas, conforme tabela abaixo.
    Internet Catálogo de preços
    Cellar Mistral
    Decanter Vinci
    Enoteca Fasano Vinea Store
    Expand Vinhos do Mundo
    Grand Cru  
    Nova Fazendinha  
    Península  
    Qualimpor  
    Terroir (folheto promocional divulgado pela Internet)  
    World Wine  
    Zahil  
    Zona Sul  
    Wine Company  
    VIII - Considerações

    Para aqueles que tiverem curiosidade de conferir os dados que foram analisados para a determinação do Índice de Divergência, a planilha utilizada para a compilação de preços e cálculo do índice pode ser obtida clicando aqui.

    E, finalmente, lembramos que esta análise tem como objetivo orientar os enófilos brasileiros em suas opções de compra. Para a elaboração da mesma, não foram empregados métodos estatísticos rigorosos e, portanto, o Índice calculado significa, unicamente, aquilo a que se propõe: a divergência de preços dos vinhos selecionados frente à cotação obtida no mercado americano.
    Comentários
    Christovão Oliveira
    www.belovinho.com.br
    Belo Horizonte
    MG
    18/06/2009 Grande Oscar,

    Elogiar este seu trabalho seria "chover no molhado". Entretanto quero registrar a qualidade total da matéria e do site. Voce está provando aquela máxima que diz: quem sabe fazer, faz tudo bem! Materia excepcional, diagramação sensacional, fotos espetaculares, ou seja, uma apresentação maravilhosa.

    Meus parabens!!!!

    Obrigado, Christóvão. Um elogio vindo de você, vale o dobro!

    Oscar
    Carlos Alberto
    Representante
    Rio de Janeiro
    RJ
    18/06/2009 Bom dia,

    Eu queria deixar minha insatisfação no caso das importadoras, queria que colocassem tb a importadora na qual trabalho que é a "Épice", pois é um importadora grande com grandes produtos nos quais seguem os vinhos: Tarapaca, Misiones de rengo, Alta vista, Viñamar, Caves aliança portugal, Muga, Emilio Moro, Ruffino, Herdade da malhadinha, Herdade dos grous e muito mais.

    Não vou prolongar muito pois ainda represento aqui tb o importadora Premium Foods com os vinhos Tapada do chaves, Murganheira e Raposeira.

    Ainda represento tb a importadora Costazzurra que vem ao mercado com marcas próprias e os renomados vinhos argentinos Argento, Libertad, Terra, goulart e os chilenos S.J. Apalta.

    Meus contatos seguem no e-mail no qual o sr poderá entrar em contato comigo 24hs por dia.

    Grato

    Carlos Alberto,

    A Épice não publica seus preços na Internet e, portanto, não pode ser considerada em nossa análise. A Premium Foods eu não conhecia e o site dela nem se refere a vinhos, apenas a alimentos. A Costazzurra eu também não conhecia e não encontrei a página na Internet.

    Está aí uma boa oportunidade para você instigar as importadoras a divulgarem, livremente, seus preços, pois assim poderão participar da próxima edição do estudo.

    Um abraço,
    Oscar
    João Elvecio Faé
    Administrador
    Vitória
    ES
    18/06/2009 Estou há pouco tempo cadastrado no site, mas já lamento não ter feito antes. O trabalho apresentado, está muito bom, transparente mostrando uma parcela condiderável deste mercado, é uma pena que outras importadoras não tenham seus preços divulgados.

    Como enófilo quero dar os parabéns pelo documentário, e de um modo geral do site.

    Um grande abraço.
    JEFaé.
    Samuel Paes
    Enófilo
    São Paulo
    SP
    18/06/2009 Senti falta novamente da Sociedade da Mesa, que além de um clube também é uma importadora de vinhos.

    De resto é um ótimo trabalho!!!

    Samuel, eu havia esquecido da Sociedade da Mesa. Mas fui agora conferir os vinhos que eles têm em estoque e, sem considerar os argentinos e uruguaios, não encontrei nenhum deles à venda nos Estados Unidos. Não teria como compará-los.

    Um abraço,
    Oscar
    José Luis Azeredo
    São Paulo
    SP
    18/06/2009 Mais uma vez fazes um bom trabalho, de fundamental ajuda para quem compra. Os resultados, apesar das variações positivas e negativas, são os que constatam os que "garimpam" no dia a dia o mercado dos vinhos.

    Quem sabe, ao tomarem conhecimento, outras importadoras se disponham a abrir a "caixa preta" onde andam metidas e exponham seus preços de vinhos ao publico consumidor.

    Parabéns
    um []
    Azeredo
    José Paulo Schiffini
    Enófilo da velha guarda
    Rio de Janeiro
    RJ
    18/06/2009 Caro Oscar,

    Acredito que seu estudo visa facilitar a vida dos consumidores finais de vinho; ou seja informar aos mesmos onde eles devem comprar de preferencia seus vinhos.

    Se isto for certo, creio que o consumidor final bebe também e principalmente, cada vez mais vinhos do Mercosul, vinhos Brasileiros, Argentinos, Uruguaios e até Paraguaios, claro os olheiros Chilenos, etc. também deverão ser analisados.

    Se você concordar acho que deverias fazer uma classificação especial para vinhos do Mercosul; e mais outra classificação incorporando tudo...

    Do jeito que era favorecia uns, agora favorece outros, vamos ser mais transparentes.

    Sómente assim o consumidor final saberá qual local de comprar escolher.

    Schiffini

    Desconsiderando o trabalho maior que daria, a sugestão é boa. Vou considerar para a próxima edição.

    Só não concordo quando você fala que esta nova metodologia favorece outros. Agora estão sendo comparadas carteiras similares para todas as importadoras, o que é muito mais apropriado ao que o estudo se propõe.

    Abraços,
    Oscar
    Luiz Cola
    Arquiteto e enófilo
    Vila Velha
    ES
    18/06/2009 Caro Oscar,

    Com o perdão do trocadilho, seu trabalho merece um "Oscar"!

    Como tenho o hábito de vasculhar os recônditos da internet, há muito já descobri a Cava de Vinhos (do Jesus), a Nova Fazendinha (do François) e a Cellar (do meu colega de profissão Amauri). A divulgação da sua pesquisa vai abrir os olhos de muitos enófilos, que irão beber melhor e com um custo mais razoável.

    Meus sinceros parabéns!
    Lena Gomes
    Aprendiz de feiticeira
    Brasília
    DF
    18/06/2009 Grande menino! Belíssimo trabalho.

    Abraços
    Lena Gomes
    Adriana Estrásulas
    Assistente de Marketing
    Importadora Vinhos do Mundo
    Porto Alegre
    RS
    19/06/2009 Prezado Oscar,

    Muito interessante sua matéria e de grande utilidade para o consumidor final.

    Mas gostaria de entender porque a Importadora Vinhos do Mundo não entrou nessa listagem. Já estivemos muito bem posicionados no ranking na outra edição, e agora não fomos citados. Certamente como é de nosso interesse, gostaria que nos retornasse nos informando o motivo pelo qual não entramos, desta vez, na lista das importadoras mais baratas. Lembrando, que trabalhamos com rótulos de várias regiões e nossa lista de preço é distribuída em todo o país.

    Adriana,

    Conforme explicado na introdução de nossa análise, desta vez nós só consideramos as importadoras que publicam seus preços na Internet ou que distribuem catálogos de preços impressos. Se vocês tiverem um catálogo, é só me encaminhar que eu complemento a análise. Mas infelizmente eu devo ter apenas um critério para todos e não posso aceitar planilhas eletrônicas.

    Abraços,
    Oscar
    Cristiane Miranda
    Pesquisadora Fiocruz
    Rio de Janeiro
    RJ
    19/06/2009 Oscar, excelente trabalho!

    Gostaria de sugerir como matéria para o EnoEventos uma abordagem específica e levantamento de informações acerca de vinícolas com Boas Práticas de Fabricação e APPCC no cenário mundial, e a importância desses assuntos para o ator principal - o consumidor. Coloco-me à disposição para auxiliar-te nesse trabalho.
    Gustavo Silveira
    Enófilo
    Rio de Janeiro
    RJ
    19/06/2009 Oscar, não sei se se encaixam no perfil de importadoras (acho que sim), mas gostaria de ver as lojas virtuais como "Estação do Vinho", "Wine" e "Vinhos Web" nesta relação. Todas se enquadram no requisitos de preços publicados na internet vendem vinho do mundo todo. Tenho hábito de comprar nestas lojas pela internet e seria interessante ter esta comparação.

    Gustavo, os três exemplos que você deu são de lojas que vendem produtos de diversas importadoras. Elas em si não são importadoras. Não dá para comparar uma coisa com a outra.

    O que deve ser interessante seria fazer uma análise comparativa entre as lojas virtuais. Vou pensar no assunto!

    Abraços,
    Oscar
    Roberto Cheferrino
    Rio de Janeiro
    RJ
    20/06/2009
    Ricardo Leite Hayden
    Médico, enófilo engatinhando
    Santos
    SP
    20/06/2009 EM PRIMEIRO LUGAR, PARABENS A VCS TODOS ARTICULISTAS, CADA UM NA SUA ESPECIALIDADE, E A VC OSCAR QUE COORDENA ESSE TIME DE "FERAS" E A FELIZ INICIATIVA DE INCLUIR A LUCIANA E SEUS JANTARES, QUE DA ATE VONTADE DE ENTRAR PAGINA ADENTRO NAS FOTOS DOS PRATOS SENSACIONAIS.

    QUANTO A RESENHA COMPARATIVA (ALIAS FOI COMO CONHECI ESSE SITE ATRAVES DO MEU AMIGO ANDRE LOGALDI, DA ABS SAO PAULO, NA SUA PRIMEIRA EDICAO), ELA ESTA OTIMA E SERVE DE GUIA DE OPINIAO. E ME PERMITA CITAR SEM PRETENSOES, CREIO QUE FORMANDO MUITAS E MUITAS OPINIOES.

    E INCLUSIVE ATE ONDE EU SEI, AQUI EM SAMPA MUITAS IMPORTADORAS SOUBERAM DISSO E SE REPOSICIONARAM, POIS COM A INTERNET NINGUEM FICA MAIS ALHEIO A PESQUISAS DE PRECOS, ETC.

    CONTINUE COM ESSA SIMPATICA PAGINA COM OS PROTESTOS SEMPRE SIMPATICOS E LIGHT DO JESUS DE ITAIPAVA E AS SUAS RESPOSTAS BEM HUMORADAS. REALMENTE ALGO DIFERENTE NESSE NOSSO MUNDO DOS VINHOS.

    CASO VENHA A SANTOS POR FAVOR NOS CONTACTE PARA RECEBE-LO NA NOSSA CONFRARIA.

    Valeu, Ricardo! Obrigado pela força e pelo convite!

    Oscar
    Rafael Mauaccad
    Enófilo
    São Paulo
    SP
    22/06/2009 Caros,

    Somos levados sempre ao dilema de decidir a escolha: que vinhos podemos beber daqueles que gostaríamos de beber.

    Como caminho sugiro descobrir vinhos que nem pensávamos que existissem, ou que nunca havíamos prestado atencão neles, e que podem surpreender, impressionar pela sua qualidade, diversidade e prazer. Como ajuda adicional, elenco algumas dicas para minimizar o impacto de precos, constante do artigo "What now for wine lovers?" de James Laube, senior editor da revista Wine Spectator (WS Dec15, 2008)

  • Ignore o preco como avaliacão de qualidade.
  • Coloque limites em suas despesas com vinhos.
  • Tenha cuidado com as mailing lists,nem sempre os precos sào promocionais.
  • Tome os seus vinhos já adegados,faca as reposicões com boas oportunidades de compra.
  • Não seja exclusivista de uma região vinícola, amplie seus horizontes, conheca os vinhos do mundo, um mundo de oportunidades.
  • Compre por caixa e divida com amigos, normalmente são oferecidos bons descontos pelas importadoras e distribuidoras.
  • Escolha os restaurantes que tenham margens acessíveis sôbre os seus vinhos, e aqueles BYB, que permitem trazer suas garrafas.(Bring Your Bottle)
  • Apoie as vinícolas e enólogos favoritos, para sua continuidade comercial.

    Boas compras a todos,
    Rafael
  • Carlos Alberto Amorim Jr.
    ABS-Brasíia
    Brasília
    DF
    23/06/2009 Oscar,

    Parabéns e obrigado. O seu trabalho é esclarecedor e fundamental para apreciadores de vinhos que estão sempre a procura da melhor relação preço/qualidade.

    Sou cliente antigo da Cellar e quando estou no Rio de Janeiro aproveito as promoções do Zona Sul. Preciso investigar se eles vendem pela Internet e entregam em BSB.

    Abraços

    Amorim
    Marcelo
    Belém
    PA
    24/06/2009 Caro Oscar,

    Acabo de tomar conhecimento de seu grande trabalho. Dica de amigo que, assim como Eu, gosta de apreciar bons vinhos sem pagar gato por lebre!

    Parabéns pelo belo trabalho!

    Marcelo
    Marcelo Andrade
    Enófilo
    Rio de Janeiro
    RJ
    26/06/2009 Caro Oscar,

    Parabéns companheiro. É isso aí! Vamos abrir os olhos de quem não quer enxergar. Que trabalho!
    Carlos Reis
    Rio de Janeiro
    RJ
    26/06/2009 Oscar,

    Parabéns pelo trabalho! Sugiro uma pesquisa só com vinhos argentinos e uruguaios. Vc poderia comparar seus preços, por exemplo, na Argentina, no Brasil e para mostar os abusos de alguns nos Estados Unidos também. Seria bem interessante. Já vi vinho argentino vendido pelo mesmo preço que Buenos Aires em Nova York e aqui vendido por mais do que o dobro do valor.

    O material que estou enviando para vc por correio será esclarecedor, tenho certeza.

    Cordialmente,
    Carlos Reis
    André Mathias
    Professor universitário
    Rio de Janeiro
    RJ
    27/06/2009 A pergunta que deveriamos fazer é: quanto é que as importadoras brasileiras gastam em impostos para nacionalizar o vinho? E as Americanas?

    Caro André,

    Esta análise não visa comparar as importadoras brasileiras com as americanas, mas sim comparar as importadoras brasileiras entre si. O preço no mercado americano é utilizado apenas como base comparativa.

    Se você considerar que todas as importadoras do Brasil estão submetidas ao mesmo regime tributário, não se justifica que algumas tenham seus preços cerca de 50% acima do mercado americano, enquanto outras oferecem preços 250% acima daquele mercado. É essa disparidade que o estudo visa explicitar.

    Abraços,
    Oscar
    Edison Chediek
    Arquiteto, Enófilo, ABS/Rio
    Rio de Janeiro
    RJ
    08/07/2009 Prezado Oscar,

    Não entendi o porque da Expand não fazer parte da lista de classificação.

    Sdçs. Enfls.

    Caro Edison,

    Quem não entendeu fui eu. A Expand está na classificação em 12º lugar!

    Abraços,
    Oscar
    Alberto Hwang
    Comerciante e enófilo
    São Paulo
    SP
    08/07/2009 Caro Oscar, muito bacana suas informações, mas eu não encontrei os preços dos vinhos da Cava de Vinhos para eu pesquisar... tinha de tudo menos os preços... será que tiraram após a sua pesquisa???

    Alberto, na tela principal da Cava de Vinhos, clique em Produtos. Na página seguinte, há um link Download: catálogo de produtos. Aí estão os preços.

    Abraços
    Oscar
    Vinicius Toledo
    Enófilo
    São Paulo
    SP
    12/07/2009 Parabéns Oscar pela divulgação desta nova lista.

    Gostaria de sugerir outras três importadoras que, talvez se adequem ao requisito de cotações no wine searcher pois, todas divulgam preços pela internet e trazem vinhos de várias regiões, a saber: Enoteca Saint Vinsaint, Prime Vin e Wine Lovers.

    É uma pena que a Casa Flora e a Wine Premium não divulguem seus preços publicamente.

    Um abraço!
    Vinicius Toledo

    Obrigado pela sugestão. Vou conferir...

    Abraços,
    Oscar
    Brigitte Stida
    Psicóloga
    Rio de Janeiro
    RJ
    13/07/2009 Bravo, caro Oscar!

    Mais uma matéria de grande utilidade, primorosa! Parabéns e obrigada!

    Transparência na política de preços é o que ainda falta para muitas importadoras brasileiras. Como jamais compreenderei e aprovarei o pensamento desses importadores, voltei para o meu meio. Freud explica. Mas continuo conferindo suas dicas....sempre.

    Abraços,
    Brigitte
    Ana Lúcia Carvalho
    Gerente Regional da Vinhos do Mundo
    Rio de Janeiro
    RJ
    13/07/2009 Oscar,

    Gostaria de agradecer a inclusão da Vinhos do Mundo em sua pesquisa, aliás muito bem montada, com variedade de paises (fui até a tabela base), vinicolas e linhas de vinhos.

    Abraço,
    Ana Lucia
    Sérgio Mendes
    Sommelier Intervinos
    Rio de Janeiro
    RJ
    14/07/2009 Parabéns pelo belo trabalho!!!!

    Gostaria que você também indicasse as lojas com os menores preços, pois existe uma grande variação de uma para a outra, aí eu quero ver!!!!!!!

    Grande abraço.
    Sergio Mendes (Intervinos)
    Carlos Reis
    Rio de Janeiro
    RJ
    15/07/2009 Oscar,

    Quanto à sugestão do Sérgio Mendes, acrescentaria que seria bem interessante também colocar os preços praticados pelas importadoras em comparação com os das lojas multimarcas que vendem seus vinhos, e, se conseguir, o preço para a pessoa jurídica. Aí sim seria interessante...

    Cordialmente,
    Carlos Reis
    Ronaldo Vilela
    Enófilo
    Rio de Janeiro
    RJ
    17/07/2007 Prezado Oscar

    Não vou dar a você parabéns pelo trabalho! Já os tem de sobra!

    Quero deixar registradas a elegância e a precisão com que responde às ponderações que os leitores do seu blog fazem sobre esse trabalho, acrescidas da palavrinha mágica de restrição "mas ..."!

    Um abraço.
    Ronaldo M. Vilela
    Carlos André Mores
    São Carlos
    SP
    20/07/2009 Colega, vc "colocou no papel" algo de que eu suspeitava (suspeitava com "aquela certeza" - risos) há muito. Parabéns pela "sacada", pela iniciativa e pela disposição em compartilhar essas informações conosco.

    []s, Carlos André
    Juan José Verdésio
    ABS-Brasília
    Brasília
    DF
    21/07/2009 Preço dado pela Wine Spectator (85 pts) pelo Marques de Caceres Rosé nos EUA: US$ 8,00 (isso mesmo), uns 16 reais ou menos.

    Aqui na Adega Curitibana custa nada mais e nada menos que R$ 39,90, Quem entende estas defasagens???
    Carlos André Mores
    enólatra (risos)
    São Carlos
    SP
    10/08/2009 Sobre o comentário do sr. Carlos Alberto (representante do Rio de Janeiro), conheço alguns vinhos que ele cita do Chile (Tarapacás e Missiones de Rengo - toda a linha, do mais simples ao "top"). Pelo que vi nas prateleiras em S. Paulo, comparando com o preço das prateleiras de Santiago, o custo final de alguns desses vinhos aproxima-se do... pornográfico!

    Ademais, a Épice pode ser muita coisa, menos uma importadora que se preocupa com o comprador. Certa vez liguei para a filial de S. Paulo para (tentar) comprar Tarapacás pela minha empresa. Na primeira ligação a atendente pediu para "ligar depois"(!), porque os vendedores estavam ocupados. Na segunda ligação (que, convenhamos, nem deveria ser sido feita) o meu pedido de retorno jamais foi atendido.

    É claro, não estou dizendo que o senhor Carlos Alberto trate seus clientes dessa maneira; ele não é dono da Épice, apenas representante - e sei que a vida de representante não deve ser fácil. Mas que a Épice parece não estar nem um pouco preocupada com a opinão pública - onde é que já ouvimos esse papo? (risos) - isso parece.
    Regina Valentina Rigolin
    Gerente de atendimento
    São Paulo
    SP
    12/08/2009 Carissímo Oscar,

    Grande matéria, que beneficia tanto o consumidor final, como nós, consultores, que constantemente, temos que matar um leão por dia, e oferecer o que há de melhor com os preços mais acessiveis. Seu rico material nos auxilia muito, só tenho a agradecer.

    Acredito que em breve, possa incluir a Mercovino, pois importa vinhos de renomadas marcas como DESSILANI, ANAKENA, CLOS DE CHACRAS, JAFFELIN, CANALICCHIO DI SOPRA, dentre outros. Trabalhamos com preços justos e competitivos, será um enorme prazer, fazer parte deste quadro de análise, que considero, justo e muito bem apurado.

    Parabens caro amigo!!!
    Regina Valentina
    José Paulo Schiffini
    Enófilo da velha guarda
    Rio de Janeiro
    RJ
    28/08/2009 Caro Oscar,

    Com esta terceira revisão, podemos dizer que qualquer restaurante, hotel ou delicatesse deste nosso país tem condições de oferecer na sua carta de vinhos um porfólio de vinhos das melhores importadoras do mercado, no que se refere ao quesito qualidade versus preço.

    Tem proprietário dessas casas que só compram vinhos das importadoras listadas na sua relação.

    Os vendedores das outras importadoras, aquelas que saíram da sua lista porque tratam preço como segredo de estado, tipo imagens de quem entra ou sai do Planalto..., estão fazendo campanhas internas para que as listas de preços sejam divulgadas...

    Desse jeito o mercado vai se purificando, apesar daquelas que querem "oferecer descontos ou práticas comerciais duvidosas".

    Parabéns
    Schiffini
    Alex Martins
    Comércio exterior
    Pirassununga
    SP
    10/07/2010 Oscar, meus parabéns por todas as matérias que você vem escrevendo sobre o vinho. Excelente.

    Meu nome é Alex Martins, e sou coordenador comercial da Bodegas Pinord (Penedés, Priorato e Ribera del Duero) no Brasil, e por estar envolvido com o mundo do vinho achei teu trabalho muito bom, e com certeza estarei acessando teu site com freqëncia. Fantástico.

    Um grande abraço.
    EnoEventos - Oscar Daudt - (21)9636-8643 - [email protected]