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| Comentários |
Luiz Marcio Malzone Aposentado, degustador de vinho Rio de Janeiro RJ |
17/07/2009 |
Caro Oscar
Há uma certa constância, uma frequência, na variação dos preços da Grand Cru, exceto pelo vinho item 18. Há, portanto, creio eu, alguma fórmula financeira que usam para estabelecer o preço dos vinhos para venda no Brasil a partir dos preços argentinos. Um tipo de mark up.
Será que a Grand Cru explicaria para nós, sem o habitual blá, blá, etc genérico, de impostos, taxas, etc. Um cálculo que mostrasse de fato que não estão nos explorando!
Abraços Malzone |
Abílio Cardoso Jr Dentista e enófilo Brasília DF |
17/07/2009 |
Para aqueles que visitarem a Grand Cru portenha, sugiro trazer o Cobos e Bramare, que também tem uma diferença de preço astronômica. Não precisam nem se preocupar com a forma de transporte, pois nossos hermanos providenciam uma caixa p/ 12 garrafas que seguramente pode ser despachada, sem custo adicional. |
Abrão Médico e enófilo Natal RN |
18/07/2009 |
Prezado Oscar
Você como um grande entusiasta e uma participação grande nos eventos das importadoras, deve já ter feito a pergunta: porque pagamos preços tão exorbitantes? Acho que às vezes não encontrarão uma desculpa plausível, já que temos um exemplo que você nos deu. Na Mistral a diferença foi de ± 22%, e olha que a Mistral não é tão boazinha assim nos seus preços.
O que poderemos fazer para tentar mudar essa política, e podermos degustar mais e mais?
Um abraço
Abrão,
A resposta está na conscientização e na mudança de hábitos de consumo dos enófilos, privilegiando sempre as importadoras que pratiquem os preços mais honestos.
Abraços, Oscar |
Alexandre Florambel Economista Rio de Janeiro RJ |
18/07/2009 |
Prezado Sr Oscar,
Considero este um bom site, mas me surpreende às vezes algumas matérias sem o menor sentido, como esta. Vocês estão comparando coisas diferentes. Os custos relativos a comercialização de uma garrafa de vinho na Argentina são completamente diferentes dos custos de no Rio de Janeiro e São Paulo, por exemplo.
Além disso os mercados são diversos e a lógica capitalista mostra que o empresário vai sempre buscar maximizar seu lucro e não precisa mostrar planilha e metodo de cálculo para ninguem. Você já viu alguma empresa fazer isso?
Em minha modesta opinião, seria muito mais útil para quem acompanha o site uma avaliação de diversos vinhos por faixa de preços, por exemplo chilenos entre R$30,00 R$ 50,00 , ou Brunellos de diversas importadoras, etc. Ou até mesmo indicação das importadoras quanto a custo x benefício dos vinhos.
Atenciosamente, Alexandre Florambel
Caro Alexandre,
O empresário sempre vai procurar maximizar seus lucros, é certo. E a única defesa que o consumidor possui é a conscientização e a informação e, repetindo o que respondi acima, dar preferência às empresas que aplicam margens de lucro mais favoráveis a nós.
Abraços, Oscar |
Juan Jose Verdesio ABS-Brasília Vice-presidente Brasília DF |
18/07/2009 |
Caro Oscar Daudt:
O mesmo acontece com os vinhos trazidos do Uruguay (assim com YPSILON como é lá, que a nova ortografia aceita como letra do português).
Eu sempre calculo mais de 100% entre a venda no varejo na terra de origem e aqui. Porque esta diferença, se não paga impostos e o valor de compra do importador na vinícola sempre é muito menor que o preço do varejo?
Gostaria que fizesse uma estatística com os vinhos uruguaios, tipo o AMAT que tanto você gostou ou o Albarinho da Bouza que, para mim é comparável aos bons da Península Ibérica portugueses ou galegos. Este vinho lá custa R$ 30 e aqui mais de R$60,00. É o mesmo que dizer que vinho gaúcho custasse no Sudeste e Centro-oeste o dobro do que no RS!!. Porque?
Gostaria de explicações convincentes sem apelar para a carga impositiva brasileira.
Uma vez contactei a CONAPROLE, a maior produtora de leite e derivados do Uruguay perguntando porque existíam tão poucos produtos dela no Brasil, sendo que são melhores e muito mais baratos do que a maioria dos derivados produzidos no Brasil. Ela me respondeu o seguinte: a carga impositiva no mercado brasileiro faz com o mesmo queijo tenha que ser vendido a 3,5 dólares o kg para ser vendido no varejo a uns R$ 40,00. Se eles o exportam para a Venezuela, conseguem colocar o mesmo queijo a 7,5 dólares por quilo sendo vendido lá a R$20,00. Queijo vendido a mais de R$ 40,00 no Brasil demora semanas para sair da prateleira mas se é vendido a R$ 20 sai que nem água. Por isso eles exportam para a Venezuela lucrando mais do que para o Brasil que não conseguem vender quantidade. Pode ser que a explicação seja por ai.
Realmente não sei. |
Eugênio Oliveira Enófilo Brasília DF |
18/07/2009 |
Quando quero um vinho Francês ou Espanhol da Grand Cru, procuro comprá-lo na loja de Buenos Aires, que é bem mais barata que a daqui. Isso já faço há muito tempo. Não é só no vinho argentino que pagamos mais por aqui não. |
Roberto Cheferrino Rio de Janeiro RJ |
18/07/2009 |
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Iúri Leão de Almeida Instrutor ABS Brasília Brasília DF |
19/07/2009 |
Caros enofilos, para variar, encontramos mais uma evidência do oportunismo de alguns importadores aqui no Brasil.
Discordo do colega que disse anteriormente que a comparação com o mercado argentino é infrutífera, temos que comparar mesmo! Só assim conseguiremos combater o mark-up abusivo praticado de forma geral em nosso país. Por que os importadores brasileiros têm de ter 100% a mais de lucro que os de outros países?
Por falar nisso, algum colega tem experiência com importação? Começo a refletir a respeito de me tornar um importador independente, para consumo pessoal. Há vários sites estrangeiros que enviam para todo globo, seria necessário apenas que a pessoa conseguisse licença para importação...
Cordialmente, Iúri |
João Montarroyos Mestre equitador e enófilo Rio de Janeiro RJ |
19/07/2009 |
Fantásticas as ilustrações do Roberto Cheferrino...é um mestre em publicidade! |
Rafael Mauaccad Enófilo São Paulo SP |
19/07/2009 |
Caros Oscar e Abrão,
A sociedade norte-americana, liderada por Ralph Nader, desenvolveu canais de informacão e crítica para protecão aos consumidores. Lá chegam até ao boicote à compra dos produtos.
EnoEventos é um portal que proporciona a divulgacão e crítica dos mais variados temas da enofilia. A informacão gera conhecimento, que gera mudancas de atitudes, é a forma de defesa que tem os enófilos para garantir o consumo de vinhos
com qualidade e precos competitivos. Exercemos o 4o Poder e tráz resultados, exemplo disso vejam o reflexo positivo na variacão a menor dos precos praticados pela Terroir.
Para ajudar a responder a 2a parte da questão do Abrão ("e podermos degustar mais e mais?"), peço ao Oscar criar um
link ao meu comentário postado na matéria Qual a importadora mais barata? 3a edicão, onde transcrevo contribuicão de James Laube para auto-ajuda neste dilema. Abrão, veja que funciona: ajudou o Lalas e sua confraria a descobrirem o Vilasar Nebbiolo 2000, uruguaio; e mesmo ao Oscar a reparar
no desapercebido Brunello de Montalcino 2003 de Donatella Cinelli Colombini. Conte-nos depois suas experiências.
Um grande abraco a vocês, Rafael
Reprodução da auto-ajuda de James Laube:
Ignore o preco como avaliacão de qualidade.Coloque limites em suas despesas com vinhos.Tenha cuidado com as mailing lists,nem sempre os precos sào promocionais.Tome os seus vinhos já adegados,faca as reposicões com boas oportunidades de compra.Não seja exclusivista de uma região vinícola, amplie seus horizontes, conheca os vinhos do mundo, um mundo de oportunidades.Compre por caixa e divida com amigos, normalmente são oferecidos bons descontos pelas importadoras e distribuidoras.Escolha os restaurantes que tenham margens acessíveis sôbre os seus vinhos, e aqueles BYB, que permitem trazer suas garrafas.(Bring Your Bottle)Apoie as vinícolas e enólogos favoritos, para sua continuidade comercial. |
Marcus Ernani Leitor |
20/07/2009 |
Ano passado li um artigo de um professor da USP que estudou a formação de preço dos automóveis importados no Brasil. Ele verificou que o maior percentual pertencia ao item Mark-up e não a impostos como imaginávamos.
Creio que isso explique em parte, a questão de formação de preço dos vinhos de nossas importadoras! |
Carlos Reis Rio de Janeiro RJ |
20/07/2009 |
Bom lembrar que em Buenos Aires, dependendo do valor da compra, ainda se consegue a devolução do IVA, ou seja, equivale a mais um descontinho de 12,5%. O Vinho de cem reais lá acaba saindo por 87,5 reais. |
Romero M. Titman Rio de Janeiro RJ |
30/07/2009 |
E o que não é mais caro no Brasil: turismo, tecnologia, veículos, auto-peças, materias de construção, telefonia, energia, serviços gerais, remédios, higiene e limpeza, IMPOSTOS? Tudo aqui é mais caro e nem sempre tão bom. Governo e empresários são sócios na espoliação dos consumidores. Já comprei ítens no exterior por apenas 10% do valor cobrado aqui dentro!!! Brasileiro é RICO e não sabe. Quanto mais voce viaja para o exterior mais indgnado fica! |
Vinicius Toledo Enófilo São Paulo SP |
02/08/2009 |
Pois é, no caso da Grand Cru, o negócio mesmo é passarmos a comprar direto com os argentinos e mesmo tendo que pagar o frete, fica mesmo mais barato do que comprar aqui em Sampa ou no Rio.
Quem sabe, um dia, não nos unimos e formamos um Clube de Compras dos amantes do vinho bom e barato. |
Rubens Ignacio Sommelier Curitiba PR |
03/08/2009 |
Já tive o prazer de provar os melhores vinhos do mundo, desde Brasil até a França. Se tiver algo surpreendente e novo, me falem! |
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