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Análises de preços
I - Introdução

Prezados enófilos,

Essa é a 4ª edição da sempre ansiosamente esperada Comparação das Importadoras, na qual analisamos os preços praticados pelas importadoras brasileiras de vinhos, por meio de uma metodologia desenvolvida pelo EnoEventos a fim de orientar os enófilos sobre onde melhor usar o suado dinheirinho que gastamos comprando nossa bebida preferida.

Passaram-se 15 longos meses entre a 3ª edição e esta que publicamos hoje. O dólar custava R$1,97 e durante esse período veio caindo gradativamente - apesar dos esforços desesperados das autoridades monetárias - acumulando uma queda de 15%, para atingir o patamar de R$1,68, que foi o valor utilizado nesta nova análise.

Era de esperar que houvesse uma baixa generalizada de preços nos catálogos de vinhos, já que o objeto principal dos custos do negócio ficaram mais baratos. Mas, apesar disso, enquanto o dólar despencava, algumas importadoras - para nossa sorte, poucas - aumentaram os seus preços. O caso mais marcante foi o da Importadora Zahil, que parece ter aplicado um aumento linear de 10% em toda a sua carteira. Qual seria a justificativa para essa medida? É difícil de compreender... (Essa afirmação sobre os preços da Zahil está incorreta. Solicito conferir o ponto VIII deste relatório para os esclarecimentos).

Das importadoras que constam nessas duas edições (3ª e 4ª), a grande maioria obteve um aumento em seus Índices de Divergência, indicando uma piora em seus preços, sem que muitas delas tenham sequer os modificado. O que pode ter acontecido? Acreditamos que a crise econômica que atingiu os Estados Unidos tenha forçado os preços dos vinhos para baixo naquele mercado. Com isso, a base de comparação estabeleceu parâmetros mais rígidos e pegou quase todas no contra-pé. Apenas três importadoras, apesar desse cenário desfavorável, conseguiram diminuir seus índices. São elas: Decanter, Grand Cru e Nova Fazendinha.

Na edição anterior, analisamos um total de 17 importadoras. Dessas, houve 2 baixas para a nova edição. A Terroir - que nem sei se ainda importa vinhos - foi uma das perdas de nosso estudo, já que não foi possível encontrar nenhum catálogo de preços. A outra baixa foi a Enoteca Fasano, por um motivo prá lá de bizarro: durante todo o período de levantamento dos dados, o site dessa importadora esteve permanentemente contaminado por vírus e minha ferramenta de proteção impedia o acesso a ele. Fui obrigado a desistir de incluir essa importadora.

Além das 15 empresas que se repetem, tivemos um aumento de outras 6 em nossa análise. São 3 que retornam ao nosso estudo depois de terem ficado de fora por algumas edições: Ana Import, Miolo Wine Group e Taste-vin. E 3 estreantes - Inovini, Prima Linea e Ravin - que fizeram um verdadeiro papelão no resultado final.

Houve alterações significativas na classificação e vale a pena analisar com atenção os movimentos ocorridos.

Nosso mercado de vinhos importados é um caso sério e os preços praticados aqui no Brasil são de assustar. Quem tem a oportunidade de viajar para o exterior e comparar os mercados fica escandalizado com os preços que pagamos por aqui, enquanto os ricos consumidores do primeiro mundo compram os mesmos vinhos - comparativamente - a preços de banana. Quais os motivos? Uns dizem que são os impostos, outros apostam que é a ganância de determinados empresários... E ficamos nós, os pobres enófilos, entre o mar e o rochedo, pagando os preços mais abusivos do planeta. E nem adianta correr para a produção nacional, pois as vinícolas brasileiras, aproveitando essas distorções, surfam na mesma onda e marcam seus preços lá em cima.

A única arma que temos é valorizar as empresas que praticam a menor margem de lucro. E para isso, essa análise é uma mão na roda. Se todos os consumidores derem preferência aos importadores do topo da tabela e boicotarem aqueles que se encontram bem abaixo, com certeza poderemos vislumbrar um futuro melhor para nossas compras.

Mais uma vez eu falo: acredito que essa seja a melhor contribuição que o EnoEventos pode prestar ao mercado brasileiro de vinhos, em busca de preços cada vez mais honestos.

Oscar Daudt
II - Classificação das Importadoras
A tabela abaixo apresenta a classificação das importadoras, em ordem da mais barata para a mais cara, segundo o Índice de Divergência apurado nesta análise. A primeira coluna de dados mostra o índice desta 4ª revisão; a seguinte, mostra o índice obtido na 3ª revisão (de julho/2009).

A próxima coluna mostra a variação do índice nesse período; os valores positivos (em azul) mostram que o índice caiu no período, indicando uma baixa nos preços; os valores negativos (em vermelho) mostram uma subida do índice, revelando uma piora na comparação de preços com o mercado americano.

Finalmente, a última coluna mostra, para cada importadora, a quantidade de cotações encontradas no mercado dos Estados Unidos. Quanto maior esse número, mais confiável é o Índice obtido para a importadora.

Como interpretar o Índice de Divergência
O Índice de Divergência significa a diferença percentual entre o preço cobrado pela importadora e a média dos 5 melhores preços encontrados no mercado americano para esse mesmo vinho, de mesma safra. Se o vinho custasse aqui no Brasil o mesmo que custa nos Estados Unidos, o Índice seria de 0%.

Nesta edição, o Índice varia de 68% para o Zona Sul, até 350,7% para a Prima Línea. Isso quer dizer que, teoricamente, se um vinho custasse US$10 nos Estados Unidos, seria vendido pelo equivalente a US$16,80 no Zona Sul, enquanto que custaria, provavelmente, o equivalente a assustadores US$45,07 na Prima Línea!

Posição Importadora Índice de Divergência
4ª edição
Índice de Divergência
3ª edição
Variação do índice da 3ª para a 4ª edição Quantidade de cotações
4ª revisão
1 Zona Sul 68,0% 48,8% -19,2% 73
2 Nova Fazendinha 95,9% 100,2% 4,3% 72
3 Cellar 101,5% 60,9% -40,7% 70
4 Cava de Vinhos 129,8% 50,8% -79,0% 42
5 Mistral 145,9% 127,7% -18,2% 75
6 Vinci 154,9% 152,5% -2,4% 91
7 Miolo Wine Group 166,9% - - 52
8 Vinea 173,0% 162,8% -10,2% 60
9 Decanter 178,2% 210,2% 32,0% 64
10 Qualimpor 178,4% 151,64% -26,8% 32
11 Taste-vin 187,3% - - 61
12 Zahil 211,0% 130,3% -80,7% 71
13 World Wine 219,4% 173,6% -45,8% 61
14 Vinhos do Mundo 221,0% 151,58% -69,4% 41
15 Ana Import 223,4% - - 24
16 Expand 231,9% 178,5% -53,4% 72
17 Grand Cru 235,1% 240,8% 5,8% 85
18 Ravin 237,8% - - 58
19 Península 256,2% 234,1% -22,1% 75
20 Inovini 316,9% - - 96
21 Prima Linea 350,7% - - 15
III - Análise da classificação

Zona Sul
Muito embora eu às vezes fustigue o Zona Sul - e receba respostas desaforadas - esse supermercado sempre foi e continua sendo o meu preferido para a compra de vinhos do dia-a-dia e até mesmo para algumas ocasiões especiais. E o motivo aí está, pois pela segunda vez o Zona Sul ocupa a honrosa primeira colocação em nossa tabela, revelando preços bastante honestos.

Muitos leitores questionam a inclusão de um supermercado na comparação de preços de importadoras. Mas o Zona Sul é uma importadora de vinhos e faz compras em grandes quantidades, obtendo preços mais baixos e repassando essa vantagem a seus consumidores. Não há motivo para não apresentarmos essa excelente alternativa para nossos leitores cariocas.

Nova Fazendinha
Enquanto a maioria das importadoras, ou mantinha seus preços, ou até mesmo os majorava, a Nova Fazendinha - que já oferecia excepcionais barganhas - cortou na própria carne e com isso abocanhou o segundo lugar (que para muitos tem um gosto de primeiro, já que o Zona Sul seria um estranho no ninho).

Apesar de seu nome esquisito, a importadora comandada pelo recôndito francês François Sportiello, apresenta uma carteira concentrada em rótulos de seu país natal, oferecendo Champagne, Bourgogne, Bordeaux, Rhône e muito mais por preços inacreditáveis. Oferece também alguns Proseccos italianos e vinhos chilenos.

Cellar
Participante de todas as edições de nosso Comparativo, a Cellar sempre ocupou colocações invejáveis em nossa tabela: 2 primeiros lugares e 2 terceiros lugares. A importadora oferece rótulos fantásticos de apenas dois países: Itália e França. É uma verdadeira festa para os muitos apreciadores do Velho Mundo.

Cava de Vinhos
A importadora de Itaipava, seguindo a nacionalidade de seu proprietário, o espanhol Jesus Ruiz, é especializada em vinhos daquele país, e a maioria deles produzida pelo poderoso Grupo Faustino, com denominações em Rioja, Ribera del Duero e Navarra. Durante esse período, a importadora andou praticando alguns aumentos de preços, o que deve ter ocasionado a perda do 2° lugar que ocupava, mas ainda mantendo-se na invejável 4ª colocação da tabela.

Mistral e Vinci
As duas filhas diletas do importador Ciro Lilla apresentam os mais gigantescos e preciosos catálogos do mercado brasileiro de vinhos. A Mistral e a Vinci foram as duas únicas importadoras a manter seus preços atrelados ao dólar, enquanto as demais se apressavam a traduzir seus preços para reais, à medida em que o dólar despencava ladeira abaixo. Como resultado dessa política, os preços hoje em dia, oferecem grandes oportunidades aos enófilos de encontrar os maiores ícones da vinicultura do mundo inteiro a preços bem razoáveis. Sempre frequentadoras das melhores posições de nossa classificação, as duas agora aparecem juntinhas no 5° e 6° lugares.

Vinea
A Vinea promoveu alguns cortes de preços - alguns bastante drásticos - e com isso galgou algumas virtuosas posições em nossa classificação. Se essa política continuar, poderemos encontrar essa importadora em posições de maior destaque na próxima edição.

Decanter
Esta importadora de Blumenau possui um dos mais extensos e importantes catálogos de vinhos do Brasil e seu evento anual Decanter Wine Show é considerado por muitos o mais importante do gênero. Quando, da 2ª para a 3ª edição, um reajuste de preços intempestivo a jogou de uma posição honrosa para quase o final da tabela, seu proprietário, Adolar Hermann, me disse que não desejava ficar residindo na rabeira de nossa classificação e iria tomar as providências necessárias. Depois de cortar seus preços, os resultados já aparecem e a importadora agora se posiciona em 9º lugar nesta nova análise. Parabenizamos a Decanter e esperamos que essa subida continue em busca de vôos ainda mais altos.

Taste-vin
Depois de alguns passos maiores do que as pernas, essa importadora teve de se reinventar e agora está reaparecendo, cautelosamente, no mercado. Quando fez parte de nossa classificação na segunda edição do estudo, a Taste-vin amargou um incômodo penúltimo lugar. Naquela época, François Dupuis me disse: "Aceitamos o desafio, vamos melhorar!" E para mostrar que estava falando sério, a importadora agora está jogando no meio de campo de nossa tabela. Assim fica mais fácil aproveitar as jóias francesas que constituem a totalidade de sua carteira.

Zahil
A Zahil aplicou um aumento linear de 10% em seus preços, no mesmo período em que o dólar empreendia sua incontrolável trajetória de queda. Qual será o motivo? Seria a memória inflacionária? Difícil entender... Só sei que o resultado disso foi ocasionar a queda da importadora em nossa tabela, do 6° para o 12° lugar. Tomara que a Zahil reveja sua política de preços, já que em sua carteira encontram-se respeitáveis rótulos que agora ficaram ainda mais difíceis de comprar.

Grand Cru
Uma das 3 únicas importadoras que conseguiram diminuir seu Índice de Divergência nesta edição, a Grand Cru, no entanto, ainda continua residindo nas posições menos favoráveis de nosso estudo. A importadora está precisando dar passos ainda mais ousados no que se refere aos preços praticados...

Ravin
Essa nova importadora, herdeira de algumas das marcas que fugiram da Expand, estréia mal em nossa classificação, ficando localizada num melancólico 18° lugar, dentre as 21 importadoras constantes da análise. É com certeza um mau começo...

Península
Em 19° lugar, encontra-se a Península, uma importadora especializada em vinhos espanhóis, que oferece o que de melhor a Espanha pode nos proporcionar. No entanto, como participante de todas as 4 edições de nosso comparativo, ela sempre se manteve nas classificações mais desabonadoras de nossa tabela. Quem sabe se o importador Javier Gabarain não nos prepara uma agradável surpresa para a próxima edição do comparativo?

Inovini
Essa importadora, até pouco tempo, chamava-se Aurora, mesmo nome do gigantesco grupo importador de alimentos do qual faz parte. No entanto, como era constantemente confundida com a Cooperativa Vinícola Aurora, decidiu se rebatizar para Inovini. Mas sua estréia em nosso comparativo, posicionada em um vergonhoso penúltimo lugar, empana seu novo nome nos corações e mentes dos enófilos. Assim como a importadora soube dar esse passo difícil de trocar de identidade, seria bom que ela aproveitasse a ocasião e alterasse sua política de preços, para que os apreciadores das marcas por ela representadas possam mais facilmente serví-las em suas taças.

Prima Linea
Essa importadora entrou em nosso estudo quase que no susto, pois só conseguimos encontrar o mínimo de 15 cotações no mercado americano, limite que estabelecemos para considerar uma empresa em nossa tabela. Antes não tivéssemos encontrado os 15 valores, pois a estreante ocupa, de longe, um vexaminoso último lugar. Essa empresa precisa urgentemente adotar duas medidas: a primeira, é óbvio, é repensar os preços que está cobrando dos enófilos brasileiros; a segunda é dar uma guaribada em seu site, que é bastante problemático, cheio de erros e de links que não leva a lugar nenhum, tornando-se um verdadeiro "espanta-usuários"...

IV - Importadoras não Constantes da Análise

Algumas importadoras ficaram de fora da classificação, apesar de publicarem seus preços na Internet, por não terem atingido o mínimo de cotações estabelecido pela metodologia - 15 cotações - em função de não encontrarmos seus vinhos à venda no mercado americano. São os seguintes casos:

  • Cave Jado
  • De La Croix
  • Gastrovin
  • In Vino
  • Magna Import
  • Vitis Vinifera.

    Tristemente, um número ainda maior de empresas não foi incluído no estudo em função de não divulgar abertamente seus preços na Internet ou através de catálogos. Hoje em dia, é raro encontrar nos países mais adiantados, uma importadora, loja ou restaurante que não divulgue seus preços livremente na Internet, para que todos possam consultar. E isso é um caminho sem volta, que trilharemos quer queiram ou não os defensores dos preços escondidos. Minha sugestão é que todos repensem suas políticas de comunicação com os consumidores, antes que esses os retirem à força do mercado.
  • V - Metodologia

    A metodologia utilizada neste novo levantamento de dados contempla os seguintes princípios:

  • no levantamento dos preços praticados pelas importadoras, utilizamos sempre os preços de lista, desconsiderando quaisquer descontos (normalmente estratificados) ou promoções (sempre temporárias);

  • a comparação sempre considerou vinhos de mesma safra, em nosso mercado e no mercado americano, a fim de evitar as variações de preço que algumas vezes ocorrem de um ano para outro; a única excessão a essa regra refere-se à importadora Cava de Vinhos, que embora publique seus preços na Internet, surpreendentemente omite a safra da maioria dos vinhos de seu catálogo; nesse caso tivemos de utilizar a mais recente safra disponível nos Estados Unidos para comparar com os preços cobrados por essa importadora;

  • nesta pesquisa o objetivo foi de conseguir comparar 20 vinhos, a fim de oferecer maior confiabilidade ao índice calculado; nem sempre conseguimos encontrar essa quantidade de vinhos no mercado americano;

  • para cada vinho comparado, foram consideradas as cinco mais baixas cotações encontradas nos Estados Unidos; no entanto, nem sempre foi possível encontrar essa quantidade;

  • os preços do mercado americano foram sempre obtidos por consulta ao site Wine Searcher;

  • a fim de dar maior transparência à composição do índice, publicamos, para cada importadora, a quantidade total de cotações obtidas; o máximo teórico de cotações seria de 100 (20 vinhos * 5 cotações); para nenhuma importadora esse máximo foi alcançado;

  • por outro lado, estabelecemos uma quantidade mínima de 15 cotações no mercado americano, a fim de que a importadora pudesse ser considerada em nossa análise;

  • não foram nunca considerados vinhos americanos ou brasileiros, já que o método básico da análise é comparar vinhos importados, aqui e lá;

  • em relação aos parceiros e associados do Mercosul, procuramos incluir, para cada importadora, 4 e apenas 4 vinhos provenientes de Argentina e Chile, já que esses gozam de vantagens alfandegárias em relação aos vinhos oriundos dos demais países e a inclusão de menos ou mais vinhos dessas nacionalidade poderia distorcer o resultado final; no entanto, nem sempre isso foi possível, eis que determinadas importadoras são especializadas em vinhos espanhóis ou franceses ou italianos;

  • como os preços obtidos no Wine Searcher não incluem o imposto, acrescentamos à cotação o imposto médio americano de 6,5%;

  • a taxa de câmbio considerada para a transformação dos preços em reais para preços em dólares foi de R$1,68.
  • VI - Fontes dos Dados
    Todos os preços dos vinhos nos Estados Unidos foram coletados no site Wine Searcher, durante o mês de outubro de 2010. Consideramos as 5 cotações mais baixas de cada vinho, sempre que possível. Algumas vezes, no entanto, não foram encontradas 5 cotações e nesses casos, de acordo com a nova metodologia, consideramos as cotações disponíveis, mesmo sendo uma cotação apenas.

    Para o levantamento dos preços das importadoras, foram utilizadas fontes diversas, conforme tabela abaixo.
    Internet Catálogo de preços
    Ana Import Inovini
    Cava de Vinhos Taste-vin
    Cellar Vinhos do Mundo
    Decanter  
    Expand  
    Grand Cru  
    Miolo Wine Group  
    Mistral  
    Nova Fazendinha  
    Península  
    Prima Linea  
    Qualimpor  
    Ravin  
    Vinci  
    Vinea Store  
    World Wine  
    Zahil  
    Zona Sul  
    VII - Considerações

    Para aqueles que tiverem curiosidade de conferir os dados que foram analisados para a determinação do Índice de Divergência, a planilha utilizada para a compilação de preços e cálculo do índice pode ser obtida clicando aqui.

    E, finalmente, lembramos que esta análise tem como objetivo orientar os enófilos brasileiros em suas opções de compra. Para a elaboração da mesma, não foram empregados métodos estatísticos rigorosos e, portanto, o Índice calculado significa, unicamente, aquilo a que se propõe: a divergência de preços dos vinhos selecionados frente à cotação obtida no mercado americano.
    VIII - Esclarecimentos sobre os preços da Zahil
    Após ter afirmado que a Importadora Zahil havia praticado um aumento linear de 10% em seus preços, recebi uma série de reclamações daquela importadora, afirmando que não havia ocorrido tal aumento. Fui então investigar qual o ocorrido.

    O que acontece é que essa importadora possui duas tabelas de preços: uma válida para o Rio de Janeiro e outra válida para São Paulo (e o resto do país). A tabela do Rio de Janeiro é 10% mais cara do que a tabela de São Paulo. No levantamento de 2009, pesquisei os preços de São Paulo, enquanto que nesta última edição conferi os preços do Rio de Janeiro. Esse foi o motivo que me levou a concluir que havia acontecido o aumento de 10% de um ano para o outro. A diferença de preços entre as duas praças pode ser conferida na tabela abaixo:

    Conversei hoje com o representante da importadora no Rio de Janeiro, Antonio Campos, que tentou me explicar o porquê da existência de duas tabelas. A explicação não é trivial e resulta das complexidades tributárias brasileiras. Eu entendi muito pouco e não tenho condições de tentar repassar essa explicação aos leitores.

    Realmente, não houve o aumento de preços que afirmei e quero me desculpar publicamente com a Zahil, por ter afirmado incorretamente isto.

    Mas quanto ao Índice de Divergência, como fica? Bem, o Índice calculado com os preços vigentes para o Rio de Janeiro não muda e continua valendo o que está na tabela de classificação. Porém, se a comparação tivesse sido feita com os preços de São Paulo, o Índice seria de 155,2%, o que colocaria essa importadora na 7ª posição.
    Comentários
    Humberto Heidrich
    La Charbonnade Importadora
    Canela
    RS
    20/10/2010 Caro amigo Oscar

    Como procedo para fazer parte deste seleto grupo de importadoras? Gostaria de apresentar meus preços e meus vinhos de importação exclusiva.

    Fantástica sistemática e, lógico, ótimo para o grande público.

    Fraterno Abraço
    Humberto

    Meu caro Humberto

    Para que uma importadora possa ser considerada em nossa análise, é necessário que ela divulgue publicamente seus preços, seja pela Internet, seja por meio de um catálogo impresso.

    Gostaria muito de, na próxima edição, incluir os rótulos da La Charbonnade.

    Abraços, Oscar
    Israel Souza Da Silva
    Enófilo
    Araruama
    RJ
    20/10/2010 Esta analise é de suma importância para o mercado brasileiro, mas deveria ser mais abrangente quanto ao número de importadoras (Casa Flora, Porto a Porto, Wine Group, etc... ficaram de fora).

    Israel, concordo com você. Mas infelizmente a Casa Flora e a Porto a Porto não divulgam seus preços, nem pela Internet, nem por meio de catálogo impresso, e não puderam entrar na lista.

    A Wine Group eu nem conheço...

    Abraços, Oscar
    Cláudia Holanda
    Enófila e jornalista
    Rio de Janeiro
    RJ
    20/10/2010 Oscar, mil vezes parabéns! Este trabalho é inestimável. Serve tanto para abrir os olhos do consumidor como instrumento de autocrítica para os comerciantes.

    Excelente!
    Luiz Cola
    Enófilo
    Vila Velha
    ES
    20/10/2010 Caro Oscar,

    Semprei acompanhei com atenção seu brilhante trabalho de pesquisa. Certamente, são as importadoras que devem analisar com bastante cuidado e atenção seu levantamento comparativo de preços...

    Mais uma vez, meus parabéns!
    Ikuyo Kiyuna
    Enófila
    São Paulo
    SP
    20/10/2010 Um trabalho de pesquisa para poucos.

    Parabéns, Ikuyo Kiyuna
    Raúl Díaz
    Etiqueta Negra
    Porto Alegre
    RS
    20/10/2010 Prezado Oscar,

    Felicitações pelo excelente trabalho. Acredito que estudos como este possam ajudar e muito a melhorar nosso mercado. Para a próxima edição espero poder participar desta análise, pois já estará no ar nossa loja virtual.

    Att

    Caro Raúl, com certeza gostaríamos de incluir sua importadora na próxima edição. Quanto mais empresas com preços publicamente divulgados, melhor para o mercado.

    Abraços, Oscar
    João José
    (o leitor não informou seu sobrenome, nem sua cidade de residência)
    20/10/2010 É de se notar que os preços 2009 e 2010 na Zahil Importadora não variaram.

    Tenho em mãos a lista de preços e verifiquei alguns dos vinhos cotados na lista em Excel com os preços do site e não existe a variação mencionada.

    Será que a metodologia do site esta sendo corretamente aplicada? Houve algum engano?

    Caro João José,

    Na planilha Excel, anexa ao comparativo, as duas primeiras colunas de valores apresentam, se os vinhos dos 2 levantamentos forem da mesma safra, os preços cobrados em junho/2009 e atualmente. Lá você poderá conferir que houve, sim, um aumento de 10% em todos os vinhos da Zahil que estão listados (à exceção de um).

    A metodologia aplicada é claramente apresentada aos interessados, inclusive com a disponibilização dos dados atômicos que foram pesquisados, tanto nos sites das importadoras, quanto na Wine Searcher. Qualquer pessoa poderá fazer a auditoria do processo, se não se convencer da correção da pesquisa.

    Oscar
    Artur Aragão
    Empresário
    São Paulo
    SP
    20/10/2010 Prezados Srs.

    Vi com muita atenção a comparação que fizeram das Importadoras de Vinhos, só tenho pena de que não tenham comparado a nossa importadora, a Casa Aragão. Somos muito pequenos, nós sabemos, mas trabalhamos com produtos de elevada qualidade e preços muito acessiveis.

    www.casaaragao.com

    Contactem-nos, teremos todo o gosto de participar em degustações e pesquisas de qualidade / preço.

    Att.
    Artur Aragão

    Caro Artur, infelizmente, desconhecia que sua importadora divulgava os preços no site.

    Posso fazer a pesquisa de seus vinhos no mercado americano e, se encontrar 15 cotações, nada me impede de incluí-la nessa atual edição do levantamento.

    Um abraço, Oscar
    Eugênio Oliveira
    Enófilo
    Brasília
    DF
    20/10/2010 Grande Oscar,

    Você é mesmo incansável, parabéns.

    A Enoteca Fasano é que deve ter colocado esse vírus no seu computador para você não mais incluí-la na pesquisa (kkkk...), pois com certeza teria o maior índice de divergência dentre as pesquisadas e as não.

    Um grande abraço e continue firme.

    Eugênio Oliveira
    Andre Kischinevsky
    Enófilo
    Rio de Janeiro
    RJ
    20/10/2010 Sensacional contar com uma pesquisa assim! Estou bobo com o profissionalismo e relevância dos resultados.

    Parabéns, parabéns!
    Carlos Townsend
    Enófilo
    Rio de Janeiro
    RJ
    20/10/2010 Que belíssimo trabalho, Oscar! Mais uma vez você está de parabéns!
    Valéria Patrocínio
    Médica
    Niterói
    RJ
    20/10/2010 Oscar,

    Parabéns. Excelente trabalho.

    Apenas um problema com a Decanter. Organizaram um bonito Wineshow, mas é impossível comprar os vinhos pelo site. Após a mostra, tentei em vão, inúmeras vezes, comprar 7 vinhos de minha preferência e simplesmente não consegui. Alguns, embora estejam no prospecto que nos deram, não existem no site. Enfim um desperdício de dinheiro, um antimarketing.

    Já o site da Mistral é excelente.
    Bernardo Silveira
    Diretor Técnico - Zahil Importadora
    São Paulo
    SP
    20/10/2010 Caro Oscar,

    Parabéns pela iniciativa e por manter o projeto acontecendo ano após ano.

    Tem razão seu leitor João José: de fato, NÃO HOUVE VARIAÇÃO DE PREÇOS na Zahil, entre 2009 e 2010, exceto por vinhos que tiveram BAIXA de preços, como você pode constatar abaixo, em nosso site e em nossa lista de preços.

    Toda a linha Finca El Portillo, da Argentina, de R$35 para R$29.

    Toda a linha Salentein Reserve de R$73 para R$61.

    O sensacional vinho Numina, também da Salentein de R$132 para R$98.

    O carro-chefe da Rutini, Colección Malbec, de R$119 para R$97.

    Toda a linha australiana da d'Arenberg:
    The Footbolt de R$99 para R$80
    The d'Arry's Original de R$99 para R$80
    The Dry Dam de R$85 para R$70;
    Os três ícones, The Dead Arm, The Coppermine Road, The Ironstone Pressings, de R$297 para R$235.

    Da França, Château des Erles do produtor François Lurton, de R$315 para R$189.

    Da África do Sul, do produtor Rupert & Rothschild, o Classique de R$108 para R$88 e o Baron Edmond de R$263 para R$228.

    Vale lembrar que existem variações de preço por estado por questões fiscais, especialmente após a implementação da ST em alguns estados. Os preços apresentados são os de referência em São Paulo, mas houve baixa proporcional à mencionada em TODOS os estados.

    Por favor verifique sua fonte de preços e compartilhe conosco a causa da distorção.

    Atenciosamente,
    Bernardo Silveira

    Bernardo,

    Aqui está a relação dos 20 vinhos que foram utilizados para o cálculo do Índice da Zahil.



    Você poderá verificar, na segunda coluna de dados, o valor obtido no site de sua empresa, agora durante o mês de outubro. Este foi o preço utilizado nesta 4ª edição para comparar com os valores no mercado americano e calcular o índice.

    Quando a safra encontrada agora é a mesma que foi encontrada em junho de 2009, a primeira coluna apresenta o valor exibido no site da Zahil naquela época. Comparando-se as 2 colunas, pode-se verificar, facilmente, que houve um aumento de preços do 10% na quase totalidade dos vinhos. Apenas um teve o aumento de 5% e outro teve uma redução de 17,5%.

    Gostaria de saber quais desses valores você está contestando. Os preços de 2010 estão incorretos? Foi o que encontramos em seu site.

    Ou seriam os preços de junho/2009 que estariam errados? Não eram esses os valores daquela época? Os vinhos já eram mais caros naquela ocasião?

    Esclareço que, nas duas oportunidade, pesquisamos os preços vigentes para o Rio de Janeiro.

    Reafirmo que não há distorção no cálculo do índice apresentado a nossos leitores.

    Oscar Daudt
    Antonio Carlos Ferreira
    Enófilo
    Rio de Janeiro
    RJ
    20/10/2010 Caro Oscar,

    Fica muito difícil traduzir em palavras esse belíssimo trabalho que você realiza.

    Mas fica muito fácil entender que nos dias de hoje ausentar-se da Internet com preços e outras informações vão cada vez mais afastando os importadores daqueles de quem eles mais dependem, os clientes.
    Carolina Miranda Cavalcante
    Economista
    Niterói
    RJ
    21/10/2010 Excelente pesquisa, vou me orientar por essa lista na minha próxima compra de vinhos.

    Quanto ao Zona Sul, os preços podem ser até melhores, mas a qualidade dos vinhos deixa dúvidas. Tenho preferido pagar mais caro em lojas especializadas e ter a qualidade do conteúdo da garrafa garantido.
    Gerson Silva
    Personal Wine
    Curitiba
    PR
    21/10/2010 Bom dia Meu Amigo,

    Quando se fala de importadora com melhor preço, o amigo esqueceu da AMICI DI SINUE, os melhores preços e justos estão aqui.

    Abs GS

    Caro Gerson,

    Procurei essa importadora na Internet, mas não encontrei o site.

    Abraços, Oscar
    João Elvecio Faé
    Enófilo
    Vitória
    ES
    21/10/2010 Bom dia Oscar.

    Mais uma vez brilhante a tabela de preços das Importadoras, ajuda muito nas compras que fazemos por aqui.

    É de lamentar, como você frisa, as distorções de preços praticados no Brasil, com o que encontramos lá fora. Um exemplo é uma loja que fica em Lugano, um show, de qualidade, preços, variedades de safras, inclusive com muitas verticais. www.arvi.ch, apenas como informativo.

    Abraços e sucesso.
    Paulo Roberto Corrêa
    Consumidor
    Rio de Janeiro
    RJ
    21/10/2010 Oscar

    Vc encontra melhor preço e qualidade nos Supermercados Mundial que no Zona Sul, mesmo para os vinhos do dia-a-dia. Veja especialmente as filiais da Barra e Recreio.
    Alexandre Santucci
    Mundo do Vinho
    São Paulo
    SP
    21/10/2010 Meu querido Oscar, saudades! Quero apenas parabenizá-lo por seus préstimos essenciais, muito bom mesmo, um trabalho impecável.

    E essa pesquisa é fantástica, difícil de explicar, mas sei como funciona e quanto custa vender nesse Brasil, posso dizer que uma variação de 70 a 200% é razoável pelos modelos de importação e mercado entre os países comparados. Uma empresa que trabalha corretamente e conseguiu estabilizar seus custos de vendas e marketing deve (hoje) ter seus preços em torno de 150%, essa é a realidade possível!

    Abraços a todos
    Lilian Rodrigues
    Analista de sistema e enófila
    Rio de Janeiro
    RJ
    21/10/2010 Oscar PARABÉNS

    Realmente temos que boicotar as importadoras com preços abusivos. Somente desta maneira, podemos “lutar” por preços mais justos. Será que não são suficientes todos os impostos que já pagamos?

    OBRIGADA, OSCAR
    Rafael Mauaccad
    Enófilo
    São Paulo
    SP
    21/10/2010 Oscar,

    Fora a dança das cadeiras havida entre as importadoras, nestes 15 meses transcorridos entre as edições, aparentemente muito pouco foi alterado na precificação dos vinhos importados, apesar da queda dos preços nos paises produtores, motivado pela crise financeira do Primeiro Mundo. Mantenho, pois, meu mesmo comentário postado na 3a edição:

    Caros,

    Somos levados sempre ao dilema de decidir a escolha: que vinhos podemos beber daqueles que gostaríamos de beber.

    Como caminho sugiro descobrir vinhos que nem pensávamos que existissem, ou que nunca havíamos prestado atenção neles, e que podem surpreender, impressionar pela sua qualidade, diversidade e prazer. Como ajuda adicional, elenco algumas dicas para minimizar o impacto de preços, constante do artigo "What now for wine lovers?" de James Laube, senior editor da revista Wine Spectator (WS Dec15, 2008)

  • Ignore o preço como avaliação de qualidade.

  • Coloque limites em suas despesas com vinhos.

  • Tenha cuidado com as mailing lists, nem sempre os preços são promocionais.

  • Tome os seus vinhos já adegados, faça as reposições com boas oportunidades de compra.

  • Não seja exclusivista de uma região vinícola, amplie seus horizontes, conheça os vinhos do mundo, um mundo de oportunidades.

  • Compre por caixa e divida com amigos, normalmente são oferecidos bons descontos pelas importadoras e distribuidoras.

  • Escolha os restaurantes que tenham margens acessíveis sobre os seus vinhos, e aqueles BYOB, que permitem trazer suas garrafas. (Bring Your Own Bottle)

  • Apoie as vinícolas e enólogos favoritos, para sua continuidade comercial.

    Boas compras a todos,
    Rafael
  • Lilian Boden
    Consultora / Zahil RJ
    São Paulo
    SP
    21/10/2010 Caro Oscar,

    Tenho maior respeito e admiraçao pelo seu trabalho informativo no mundo especulatico, que é o mercado de Vinhos. Mas tenho que admitir que você está equivocado quanto ao aumento de preços da Importadora Zahil. Não sei como nem onde buscou preços com tantas diferenças, pois eu carrego nossa tabela há 04 anos e 03 meses, e não vi este aumento generalizado.

    Concordo plenamente com Bernado Silveira, SP - com sua explanação clara e coerente, onde mostra todo o grafico que tivemos nos ultimos 12 meses. Alías, quando da crise cambial em final de 2008, na virada de 2009, quando todas as Importadoras jogaram seus preços no além, ninguem pesquisou que a ZAHIL não fez isso antes de Fevereiro 2009, quando renovamos estoques e pagamos mais caro.

    Sorry, este tipo de comentario requer no minimo dados mais apurados, eu diria mais, uma justificativa clara por conta das Empresas que muitas vezes aqui são expostas, pois para tudo tem uma explicação.

    Grande abraço, e até a próxima....

    Lilian, você tem razão. Solicito consultar o ponto VIII deste estudo para os esclarecimentos sobre este caso.

    Abraços, Oscar
    Oswaldo Oleari
    Jornalista e radialista
    Vitória
    RJ
    22/10/2010 Oscar: "psicogarfei" uma chamada do Guilherme Mair sobre seu trabalho e postei no www.bloguidonoleari.blogspot.com = blogui don oleari, um mero e modesto apreciador de vinhos, curioso sobre a bebida maravilhosa e seu encantado mundo.

    Com os créditos devidos ao Guilherme e a você, é claro. Boa contribuição sua. Dia desses, um representante me disse que "as importadoras pesam muito a mão e encarecem vinhos que poderiam custar um preço muito melhor".

    Abração do Oleari.

    Caro Oswaldo,

    Obrigado pela divulgação. Quanto mais gente tomar conhecimento dessas informações, melhor para o mercado de vinhos.

    Um abraço, Oscar
    Carlos Reis
    Enófilo
    Rio de Janeiro
    RJ
    22/10/2010 Caro Oscar,

    Parabéns por mais esta bela pesquisa! É realmente uma pena que haja aumento nos preços de vinhos vendidos no Brasil, não obstante os preços já serem altos em comparação principalmente com os Estados Unidos (a carga tributária, os gastos com direitos trabalhistas, aluguel etc... devem ser irrisórios por lá).

    Nesse nosso cenário, ainda acho a melhor compra, além do Zona Sul e da Cellar, a Mistral e a Vinci que, embora tenham variações grandes (vinhos argentino na Mistral é praticamente o mesmo preço da Argentina, já alguns outros 3 vezes mais do que no país de origem), pois repassam a baixa do dólar ao consumidor (o contrário também ocorre, mas tudo bem, é do jogo).

    Por outro lado, senti falta da Reloco, da Bruck e da Casa Flora, que possuem catálogos interessantes, mas não divulgam preços para o consumidor (o foco deve ser vender para lojas multimarcas), ao que posso concluir.

    Fiquei feliz em ver que a Decanter diminuiu radicalmente seus preços, embora sinta saudade de quando o catálogo era em dólar, e ache que ainda há margem para diminuir mais.

    A Cava de Vinhos e a Taste-Vin são, para mim, as grandes pérolas, pequenas importadoras com preços honestíssimos.

    Também fiquei feliz em ver a Grand Cru diminuir seus preços (nos vinhos argentinos, embora ainda bem mais caros que na Grand Cru de Buenos Aires, os preços caíram bastante, como no caso do Clos de Los Siete).

    Por fim, além de seguir as dicas acima do Rafael Mauaccad, vou continuar comprando grandes vinhos em viagens.

    Carlos Reis
    José Rosa
    Enófilo
    Niterói
    RJ
    22/10/2010 Amigo Oscar,
    Parabens pela matéria, como sempre.

    Concordo plenamente com os amigos que comentaram anteriormente, este trabalho deveria ser observado com muita atenção pelas importadoras.

    Um grande abraço.

    José Rosa
    Niterói
    Jorge Barbosa
    Enófilo
    Niterói
    RJ
    23/10/2010 Quer dizer que para comprar com preços mais em conta na Zahil devo ir a São Paulo?
    Monica Elisabeth Kich
    Enófila e tradutora
    Viçosa
    MG
    23/10/2010 Parabéns!

    Como consumidores sempre temos dúvidas. É maravilhoso termos fontes confiáveis!

    Muito obrigada!
    João Alfredo de Mendonça
    Enófilo
    Rio de Janeiro
    RJ
    24/10/2010 Esse seu trabalho é um marco para os apreciadores do vinho, parabéns.

    Fiquei muito feliz com a classificação da Nova Fazendinha, onde comecei a comprar vinhos regularmente, isso no século passado, na boa época em que R$/US$=1
    Lilian Rodrigues
    Analista de sistema e enófila
    Rio de Janeiro
    RJ
    25/10/2010 Bom dia a todos.

    Além de pagar caro ainda tenho que ir a São Paulo, caso queira comprar um pouco mais barato, Importadora Zahil??!!!!

    Sempre a mesma desculpa: IMPOSTOS. Já estava com vontade de boicotar algumas importadoras. Agora esta ZAhil vai ser a primeira da minha lista de boicote.
    Abilio Cardoso
    Dentista e enófilo
    Brasília
    DF
    25/10/2010 Oscar, novamente uma pesquisa que todos os que amam vinho devem guardar e consultar antes de suas compras.

    Gostaria de deixar a sugestão de incluir a wine (www.wine.com.br) nas próximas pesquisas. Tenho cada vez mais me surpreendido com a seriedade desta empresa.

    Na última quinta participei de uma degustação seguida de almoço no Restaurante Oliver aqui em Brasilia. Esta importadora nos brindou com o Almaviva 2003 e 2008 e o Epu 2007. Degustação onde estavam presentes o enólogo e o Diretor da Almaviva ,e o Rogerio dono da importadora.

    Grande abraço
    Abilio

    Compartilho com você a opinião sobre a Wine. Inclusive sou associado do ClubeW (o clube de vinhos deles) e estou muito satisfeito. Bom preços e excelente serviço.

    Só que eles não são importadora, mas apenas loja. Não cabiam nessa análise. Mas na próxima comparação de lojas virtuais que eu fizer, com certeza irei incluí-los.

    Abraços, Oscar
    Débora Takushi
    Presidente Amigas do Vinho SP
    São Paulo
    SP
    25/10/2010 Parabéns pelo excelente trabalho. Senti falta de algumas importadoras, mas como fonte de informação está perfeito.

    Débora, eu senti falta de muitas importadoras. Infelizmente, são aquelas que não divulgam seus preços.

    Abraços, Oscar
    Gilmar Oliveira
    Gerente MKT/Vendas
    São Paulo
    SP
    25/10/2010 Oscar,

    Parabéns pela iniciativa.

    Gostaria que concedesse o privilégio de uma atenção para a importadora Vinos y Vinos, estamos no mercado há quase 1 ano, quebrando alguns paradigmas, entre qualidade e preço. Atuante neste segmento temos nossos preços divulgados em site e mala direta, comparativamente alguns dos vinhos que importamos chegam a uma diferença de até 50%, do mesmo encontrado em outras importadoras. Não quero ser piegas, dizer que praticarei o preços iguais ao mercado internacional, mesmo porque alguns mercados não tem tarifação de impostos. Mas com certeza absoluta temos preços competitivos.

    Forte abraço
    Gilmar Oliveira

    Caro Gilmar,

    Pesquisei seus vinhos no Wine Searcher, e embora alguns dos rótulos estejam com bom preço em relação ao mercado americano, outros tem uma diferença tão grande que fizeram o resultado final ficar longe de suas expectativas. O Índice de Divergência calculado para sua importadora foi de 243,9, o que a posicionaria em 19° lugar na tabela de classificação.

    Na próxima edição sua importadora será incluída em nosso estudo e espero que possamos encontrá-la em posições mais altas.

    Um abraço, Oscar
    Johnson Rogenski
    Enófilo
    São Paulo
    SP
    26/10/2010 Caro Oscar.

    Depois que Vc começou fazendo as comparações de preços, eu comecei a fazer isto para decidir qual vinho comprar. Ex: procuro os vinhos com a menor diferença de preço em relação ao Estados Unidos(USA), dentro dos determinados vinhos que quero.

    Um abraço.

    Johnson
    Abilio Cardoso
    Dentista e enófilo
    Brasília
    DF
    28/10/2010 Oscar, também faço parte do ClubeW, recebi brancos e tintos da Planeta neste mes, mas ainda não os degustei.

    Sugeri a wine.com porque como eles divulgaram a venda do Epu com exclusividade, pensei que estivessem trabalhando como importadora. De qualquer forma é um site onde respeitam mais o consumidor.

    Abraço
    Abilio Cardoso

    Este mês são 4 vinhos americanos do Robert Mondavi que custam 7-8 dólares nos EUA e eu decidi não receber. Eles não têm previsão para essa operação. Com isso, tive de cancelar minha associação e me inscrever de novo no mês que vem.

    Oscar
    Luciana de Oliveira
    Olivier Bebidas
    Rio de Janeiro
    RJ
    28/10/2010 Olá Oscar.

    Parabéns pelo excelente trabalho!!! Com certeza irei utilizar como parâmetro para futuras compras.

    Bjs e vinhos.
    Marcio Bukowski
    Designer
    Rio de Janeiro
    RJ
    28/10/2010 Essa sua pesquisa é simplesmente sensacional. Acompanhei a primeira, e suas polêmicas, aqui nos comentários. Parabéns!!!

    Quero dar uma sugestão: vc poderia divulgar os extremos, os recordes, das garrafas unitárias. Tipo, o vinho mais barato, se comparado com o preço de fora, bem como o mais caro. Isso poderia ser feito em 3 faixas de preço (em dólar, tomando como base o preço de fora). U$10,00 , U$30,00 e U$100,00 por exemplo.

    Um abraço e obrigado
    Buko

    Os extremos são os seguintes:

  • o mais barato comparativamente é o espumante austríaco Schlumberger Brut NV, vendido pelo Zona Sul mais barato do que é vendido nos Estados Unidos; esse foi o único vinho mais barato da comparação;
  • o mais caro é o Louis Latour Corton-Charlemagne 2006, vendido pela Inovini, que custa 81 dólares nos EUA e o equivalente a 583 dólares (!!!!) aqui no Brasil, uma diferença de 618% a mais;

    Mas na matéria, no ponto VII - Considerações, você encontra um link para a planilha com todos os dados do levantamento. Nela você poderá buscar as barganhas e fugir dos sobrepreços absurdos.

    Abraços, Oscar
  • Carlos Reis
    Enófilo
    Rio de Janeiro
    RJ
    28/10/2010 Também saí do Clube W esse mês. Os vinhos californianos estavam com um preço inadequado, embora não me pareça ser a Wine quem define isso, pois não é ela quem os importa. Imaginem vender esses vinhos por 50 reais, quanto mais por 90 reais (já vi até por 104 reais)! Custam (o Zinfandel e o CS) uns 19 dólares no free shop do Brasil e já acho muito para o que são (em especial quando se vê o preço nos Estados Unidos). E como não tem opção, como em outros clubes, de recusar o vinho do mês, resolvi sair (não sei se volto, pois a maior parte dos vinhos do site podem ser encontrados em lojas do Rio pelos mesmos preços ou menores que os do site, mesmo com o desconto).

    Carlos Reis

    Realmente, essa operacionalidade deles é comercialmente esquizofrênica. Quando obrigam o associado a sair do Clube, correm um seríssimo risco de ele não mais voltar. O usuário pode pensar melhor e desistir, como é o seu caso e talvez seja o meu, ou mesmo simplesmente esquecer de se reassociar.

    Oscar
    Denise Albuquerque
    Administradora e Enófila
    Rio de Janeiro
    RJ
    28/10/2010 Hoje, motivada por esta pesquisa de preços (muito útil para nós enófilos), resolvi entrar no site da Nova Fazendinha e tive uma grata surpresa. Eu, que sou uma apaixonada pela França e pelos vinhos franceses, encontrei na Nova Fazendinha excelentes vinhos com preços realmente bons (tendo em vista os valores médios praticados aqui no Brasil).

    Parabéns ao Oscar pelo excelente trabalho e à Nova Fazendinha por praticar preços mais razoáveis.
    Elizabeth Engel Piazza
    Analista de sistemas
    Rio de Janeiro
    RJ
    03/11/2010 Caro Oscar,

    Muito bom este site, adorei!

    Abraços

    Querida Beth, que bom ouvir de você depois de tanto tempo! Acho que deve fazer uns 20 anos que a gente não se vê, não é mesmo?

    Beijo, Oscar
    Marcio Bukowski
    Designer
    Rio de Janeiro
    RJ
    07/11/2010 Oscar,

    Sua tabela fez fama, mui merecidamente, diga-se de passagem. Foi publicada a sua pesquisa no GLOBO de hoje (domingo).

    A mátéria mostra que pagamos até 6x mais do que o valor original dos produtos importados.

    Parabéns, Buko
    Carlos Flosi
    Enófilo
    São Paulo
    SP
    08/11/2010 Parabéns Oscar, seu trabalho é maravilhoso e muito importante.

    Tão importante que acho dispensável a polêmica com a Zahil. Canso de receber emails de revendedoras com preços melhores q os da Zahil para os mesmos vinhos e safras.... Detalhe: encaminho esses emails para a própria Zahil, como contribuição, é claro.
    Luiz Bernardo Viamonte
    Administrador de empresas
    Rio de Janeiro
    RJ
    08/11/2010 Oscar,

    Belo trabalho de pesquisa, vai servir e muito para minhas aquisições.

    Abraços,
    Luiz Bernardo
    Carlos Alberto Amorim Jr.
    ABS - Brasília
    Brasília
    DF
    10/11/2010 Mais uma vez, excelente contribuição para os enófilos. Obrigado pelo seu trabalho.

    PARABÉNS.
    Carlos Reis
    Enófilo
    Rio de Janeiro
    RJ
    17/11/2010 Oscar, recebi ontem um folheto de uma loja em SP chamada Maison. Pelo que entendi, trata-se da antiga Terroir, do "Lopes, o Homem do Vinho", e que ainda importa alguns vinhos e passou a vender vinhos de outras importadoras, como Norton e Concha y Toro.

    Abs, Carlos Reis
    Luiz Alfredo A. Rangel
    www.wine-ev.com
    Rio de Janeiro
    RJ
    18/11/2010 Oscar,

    Tentando dar contornos objetivos à recorrente controvérsia entre preço e qualidade do vinho, desenvolvemos em minha empresa um indicador quantitativo denominado WEVI (Wine Economic Value), que disponibilizo e descrevo em maiores detalhes em meu website, do qual os principais objetivos são:

  • 1) não abordar os aspectos (qualitativos) sensoriais/organolépticos e hedônicos da avaliação de vinhos, cujo caráter subjetivo está associado a preferências e paladares individuais;
  • 2) enfatizar os aspectos econômicos da produção: i.e., a avaliação objetiva dos insumos econômicos e do capital empregados nas diversas etapas da produção do vinho avaliado (e.g., denominação de origem, rendimento em ton/ha, tipo de colheita, tipo de fermentação, tempo de fermentação, material usado na fermentação e na maturação, tempo de maturação, origem e tempo de vida do material empregado, etc...)

    O resultado/output do indicador (WEVI) é um rating baseado no sistema de 100 pontos empregado por WS, WA, IWC, CGCW e WE. Além do WEVI (rating), os vinhos são classificados em grupos de 1 a 5, de acordo com seu “valor econômico”, e também é calculado um índice de custo/benefício, o “Value Index” que é uma razão (normalizada) entre “valor econômico” e preço.

    Tenho encontrado, entretanto, algumas dificuldades para expandir a base de dados de vinhos, associadas ao pequeno interesse das vinícolas (em especial as norte-americanas) em abrir suas caixas pretas, disponibilizando todas as informações necessárias para a construção do indicador; principalmente em relação aos rendimentos obtidos no vinhedo e métodos e equipamentos empregados na vinificação.

    Parabéns, e continue desenvolvendo este belo trabalho!

    PS: O site da Casa Flora é www.winestore.com.br
  • José Paulo Schiffini
    Enófilo da velha guarda
    Rio de Janeiro
    RJ
    20/11/2010 Caro Oscar,

    Ontem ouvi uma crítica séria à sua metodologia: ela é muito parcial, pois não considera os vinhos que não estão comercializados no mercado americano. Isso cria um "bias" comum nos anos 50, achar que o que é bom para os USA seja bom para o Brasil. Recomendo repensar tal situação e fazer um adendo...

    Ao seu dispor para maiores detalhes.

    Schiffini, agora do lado dos pequenos importadores...

    Caro Mestre,

    Críticas à metodologia existem muitas. Essa é apenas mais uma. E não me parece muito séria, também.

    As amostras estatísticas são um poderoso instrumento para analisar um fenômeno, visto que o estudo de uma população inteira é quase sempre impossível de ser realizado. Porém, as amostras são sempre enviesadas, por mais rigorosos que sejam os critérios para definição das mesmas. Um exemplo conhecido por todos são as pesquisas eleitorais, que por mais que os institutos se esforcem para criar uma correta representatividade da população, cometem erros que ultrapassam a margem estabelecida. Isso não tira, em absoluto, a utilidade dessas pesquisas que servem para definir um fenômeno e suas tendências.

    Desde que os critérios para estabelecimento da amostra sejam claramente descritos aos leitores, esses podem interpretar os resultados com o conhecimento de o que está sendo analisado no estudo. E sempre deixamos claro, desde a primeira edição do comparativo, que fazíamos a comparação com os preços disponíveis no mercado americano para vinhos importados. A escolha do mercado americano deveu-se a dois motivos principais:

  • a facilidade de compilação dos dados, livremente disponíveis na Internet;

  • o fato de o mercado consumidor americano ser o mais desenvolvido do planeta, com aplicação de margens de lucro discretíssimas, fazendo com que por lá tudo seja mais barato do que em qualquer outro país.

    Um erro recorrente que os críticos cometem é o de imaginar que eu estou fundamentalmente comparando os preços de nosso mercado com os preços americanos. Nada mais falso. Na verdade, eu estou comparando as diversas importadoras brasileiras de vinhos entre si, apenas usando o mercado interno americano como baliza, tendo em vista o seu desenvolvimento inigualável.

    Não entendi seu novo cognome, que quer fazer crer que, ao apoiar essa crítica, você está ao lado dos pequenos importadores. Na verdade, a tabela revela que - fora o Zona Sul, que é um caso especial - os melhores colocados são três pequenas importadoras (Nova Fazendinha, Cellar e Cava de Vinhos), seguidas por duas grandes do nosso mercado (Mistral e Vinci). E a rabeira da tabela também é compartilhada por importadoras grandes e pequenas. Isso mostra que a aplicação de margens de lucro honestas não tem nenhuma correlação com o porte do negócio.

    Finalmente, peço que transmita a seu interlocutor que criticar é fácil, difícil é fazer. Mas se ele construir uma metodologia melhor do que a minha e fizer um trabalho sério de comparação dos preços das inportadoras, o EnoEventos teria um grande interesse em publicar a análise.

    Abraços, Oscar
  • Luiz Alfredo A. Rangel
    www.wine-ev.com
    Rio de Janeiro
    RJ
    20/11/2010 Oscar,

    Muito bem colocado. Sua metodologia não envolve aspectos qualitativos nem absolutos. Apenas utiliza o mercado norte-americano, indiscutivelmente o mais aberto do planeta, como Benchmark. Nada mais lógico...

    Outra iniciativa importante seria abrir a caixa preta da “precificação” dos vinhos no mercado brasileiro. Fala-se muito na “cunha fiscal”; até algum tempo atrás todos os impostos multiplicados “em cascata” (I. Importação, IPI, ICMS...) equivaliam a algo em torno de 88% (sinceramente não sei quais são as alíquotas hoje em dia) do preço FOB. Deve ser ainda somado o custo do frete em container refrigerado. Seria fundamental conhecer o valor percentual em vigor destas alíquotas, e os custos de transporte com exatidão.

    Acredito, no entanto, que o problema continua sendo o exagero nas margens de lucro. Basta olharmos para o mercado dos EUA que funciona compulsoriamente no sistema “three-tier”, produtor/atacadista/varejista e ainda consegue preços muito mais competitivos que os nossos.
    Carlos Reis
    Enófilo
    Rio de Janeiro
    RJ
    28/11/2010 Oscar,

    Continuo confiando na sua pesquisa. Essas críticas, muitas "anônimas", continuam a não conseguir explicar a razão de, por exemplo, um vinho italiano custar x em Nova York e 3 vezes mais no Brasil. Imagino que os vinhos sejam enviados da Itália e de outros países para os Estados Unidos em containers refrigerados, que haja impostos a serem pagos nos Estados Unidos, que o aluguel de uma loja na Park Avenue não seja barato, que se paguem direitos trabalhistas por lá etc... O resto é desculpa...

    Carlos Reis
    João Montarroyos
    Mestre equitador
    Rio de Janeiro
    RJ
    27/12/2010 Prezado Oscar, o seu informativo dá de 10 X 0 no GOOGLE. Parabéns e obrigado. Um ótimo 2011 para você, com saúde e mesa sempre farta!

    Mas, na minha ignorância vinícola, eu nunca entendi o porque da diferença de preços entre os vinhos de qualquer nacionalidade... Por que uns são tão baratos e outros tão caros? É dúvida não de sommelier, mas de bebedor de tintos de todas as marcas possíveis e permitidas ao meu bolso.

    Grande abraço!!!

    João, acho que todos nós temos essa dúvida!

    Um feliz 2011 para você também! Oscar
    Carlos André Mores
    Enólatra
    São Carlos
    SP
    11/04/2011 O trabalho do sr. Oscar é inconstetável. Ainda mais quando ele mesmo nos previne: "Na verdade, eu estou comparando as diversas importadoras brasileiras de vinhos entre si, apenas usando o mercado interno americano como baliza, tendo em vista o seu desenvolvimento inigualável".

    Ademais, vemos uma coisa: todas as importadoras trabalham com vinhos dos países "x", "y" e "z". Ora, por que algumas conseguem o "milagre" de trazer vinhos desses países por com uma diferença de preço de 100% enquanto outra só conseguem trazê-los por, digamos, uma diferença de 200%? Será que as primeiras deixam de recolher algum imposto? Acho que não... ou já teriam sido pegas pelo fisco...
    EnoEventos - Oscar Daudt - (21)9636-8643 - odaudt@enoeventos.com.br