O Instituto Brasileiro do Vinho (IBRAVIN), a União Brasileira de Vitivinicultura (UVIBRA), a Federação das Cooperativas do Vinho (FECOVINHO) e o Sindicato da Indústria do Vinho do Estado do Rio Grande do Sul (SINDIVINHO) reafirmam que foram estas – e só estas – as entidades representativas do setor vitivinícola brasileiro que entraram com o pedido de Salvaguarda no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Entretanto, contamos com o apoio de dezenas de instituições.

Nenhuma vinícola brasileira, de forma isolada, deve ser responsabilizada pelo pedido, feito em 1º de julho de 2011. Várias empresas tiveram informações colhidas, de acordo com a legislação, para embasar tecnicamente o pedido de Salvaguarda. A petição foi apresentada pelo setor, por meio das suas entidades representativas.

A Salvaguarda é um instrumento previsto pela legislação brasileira e internacional, reconhecido pela OMC (Organização Mundial do Comércio), para regular e equilibrar as relações comerciais entre os países. É, portanto, uma medida legal e temporária que objetiva dar condições para que os setores afetados possam, a partir da implantação de um Programa de Ajustes, melhorar sua competitividade e concorrer em igualdade de condições com demais partícipes do mercado.

A melhora da competitividade do vinho fino brasileiro possibilitará produtos com mais qualidade, custos menores e preços acessíveis ao consumidor.
 
Não pedimos e não queremos o aumento
de impostos para os vinhos importados
É importante ressaltar que não pedimos e não queremos o aumento de impostos para os vinhos importados!

O resultado esperado com a implantação da medida e do Programa de Ajustes é garantir a participação da produção brasileira de vinhos finos no mercado, que nos últimos anos cresceu apenas para os produtos importados. Dos 91,9 milhões de litros de vinhos finos comercializados em 2011, apenas 21,3% eram nacionais. Nosso objetivo é resgatar a nossa capacidade competitiva para permanecer neste mercado e, se possível, elevar nossa participação em alguns pontos percentuais. Caso contrário, o setor produtivo nacional corre o risco de desaparecer em poucos anos.

Vale ressaltar que, há poucos anos, o vinho fino brasileiro possuía uma participação muito maior no mercado nacional, e o quadro abaixo demonstra como isso se inverteu em muito pouco tempo.


Fonte: Ibravin e Sistema Alice (MDIC)


O que se espera são medidas temporárias e transitórias que permitam o reequilíbrio do mercado, tais como as cotas – que a União Europeia e muitos outros países aplicam a inúmeros produtos brasileiros. Por que eles podem aplicar estas medidas e a indústria vitivinícola brasileira não? As regras da OMC são válidas para todos os países participantes.

Com o pedido de Salvaguarda e implantação do Programa de Ajustes, acreditamos estar garantindo o futuro dos vinhos brasileiros, produto gerado em uma cadeia produtiva que emprega mais de 20 mil famílias só no campo, e que hoje já alcança nove estados brasileiros (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás, Bahia e Pernambuco).

Além disso, buscamos equalizar os impostos estaduais (ICMS), que vão de 12% a 30% sobre o vinho. Alguns Estados beneficiam com a redução de ICMS as importações de vinhos e tributam os nacionais, inclusive os produzidos no próprio Estado, como é o caso de Santa Catarina e Espírito Santo. Já foram realizadas reuniões com secretarias da fazenda de quatro Estados para tratar desse assunto.
Estamos trabalhando pela redução de impostos
há pelo menos uma década
Nosso objetivo é promover o consumo, criando igualdade de condições de mercado, sem a necessidade de aumentar o preço (como se tem sugerido, maquiavelicamente, por quem defende os produtos estrangeiros sem se preocupar com a produção, os empregos e as agroindústrias nacionais).

Deve ficar claro que a Salvaguarda é uma medida temporária e pode ser facilmente compreendida, assim como quando o Brasil limita a importação de automóveis do México, regula a entrada de calçados da China, aceita cotas de comércio com a Argentina, sofre taxação na venda de suco de laranja para os EUA, é impedido de vender carne suína para a África do Sul e a Rússia, sofre barreiras sanitárias da União Europeia para produtos alimentícios, tem cotas para exportar para diversos países, precisa atender a todas as especificações da legislação para onde exporta, e outros tantos exemplos. Não somos os primeiros nem os únicos a estabelecer isso. Faz parte das regras do comércio internacional leal o estabelecimento de princípios que garantam igualdade de condições.

Estamos trabalhando pela redução de impostos há pelo menos uma década. Já conseguimos a desoneração dos vinhos espumantes, que antes tinham IPI de 30%. Agora o IPI dos espumantes – nacionais e importados – é de 20%, mas, por definição de atos específicos, o percentual cobrado sobre os espumantes é de 10%.

O Brasil possui hoje uma infinidade de vinhos importados. Quando falamos em estabelecer cotas para os vinhos estrangeiros, isso não quer dizer que queremos restringir a variedade atual. Se a Salvaguarda for implantada, as cotas de entrada de vinhos por países serão estabelecidas por uma média dos últimos três anos. O que queremos é regulação, não restrição.
A proposta de boicote justifica ainda mais
a necessidade de implantação das medidas de salvaguarda
Por fim, para o setor vitivinícola brasileiro, a Salvaguarda não é uma “dádiva”, pois o setor terá, neste período, que implantar medidas de ajuste, principalmente estruturantes, que o auxilie a tornar-se mais competitivo.

As ameaças e pressões comerciais, como a proposta de boicote aos vinhos verde-amarelos, que têm circulado nas redes sociais e que pretendem restringir a presença dos rótulos brasileiros no mercado, só aumentam, comprovam e justificam ainda mais a necessidade de implantação das medidas de Salvaguarda.

Independentemente das interpretações equivocadas divulgadas nos últimos dias, baseadas no desconhecimento, na falta de informações e em alguns casos na má-fé, reafirmamos nossa firme disposição em seguir com o pedido de Salvaguarda em defesa do vinho brasileiro.

Atenciosamente,

Instituto Brasileiro do Vinho (IBRAVIN)
União Brasileira de Vitivinicultura (UVIBRA)
Federação das Cooperativas do Vinho (FECOVINHO)
Sindicato da Indústria do Vinho do Estado do Rio Grande do Sul (SINDIVINHO)
Comentários
Alexandre Henrique
Advogado e Associado da ABS/RJ
Rio de Janeiro
RJ
23/03/2012 A proposta de boicote ou melhor, as propostas de boicote são nada mais do que a salvaguarda dos consumidores, verdadeiro exercício de auto defesa e cidadania. O consumidor só é ouvido quando faz doer o bolso dos fornecedores e ao que tudo indica os boicotes já surtem efeitos.

A Salton recuou e já desaprova o pedido de salvaguardas. Ademais, o fato desta nota de esclarecimento iniciar o texto com a afirmação de que "nenhuma vinicola isolada pode ser responsabilizada pela medida" mostra que seus autores se sentem acuados com a péssima repercussão do tema na mídia.

Não nos resta alternativa! Boicote ao vinho nacional sim!

Apenas desta forma nos consumidores - destinatários finais dos vinhos nacionais e importados - seremos ouvidos.

Att
José Augusto Saraiva
Vitis Vinífera
Rio de Janeiro
RJ
23/03/2012 Os desdobrameentos desse caso me fazem crer que falta boa fé na atitude dos que propuseram as medidas de salvaguarda.

Vejam dois exemplos:

  • a Nota de Esclarecimento à Imprensa diz: "É importante ressaltar que não pedimos e não queremos o aumento de impostos para os vinhos importados!" em negrito e com exclamação. Que indignados. Mas, se pediram salvaguardas, tem por obrigação saber que (a) é o Ministro de Estado quem as determina, eles não podem escolher que salvaguardas "preferem", e (b) que só há dois tipos de salvaguardas, de acordo com o Dec 1488 de 11/05/1995: alíquota ad valorem , aplicação de uma alíquota específica, ou, da combinação de ambas (quer dizer AUMENTO DE IMPOSTOS); e restrições quantitativas (quer dizer COTAS). É uma conversa mais ou menos assim: a gente pede salvaguardas, se o Ministro aumentar impostos foi ele quem quis, não temos nada com isso.

  • também não consigo saber quando estão falando a verdade. A verdade está no pedido, onde discorrem sobre a penúria das empresas tomadas por exemplo (aquelas mesmas que na Nota preferem não nomear) ou falam a verdade quando dão entrevistas ao Valor Economico em dezembro de 2011 celebrando aumentos de receita de 20% no ano e prevendo multiplicar por 5 vezes as vendas até 2016? Como dizia Noel, onde está a honestidade??
  • François Sportiello
    Nova Fazendinha
    Rio de Janeiro
    RJ
    23/03/2012 E a iminente introdução, a pedido das entidades signatárias desta resposta, dos vinhos e espumantes na lista de excepção da Tarifa aduaneira do Mercosul, TEC, com aumento anunciado de + 15% para os Espumantes e de + 27% para os vinhos tranquilos ?
    Paulo Gomes
    Historiador e enófilo
    Visconde de Mauá
    RJ
    23/03/2012 O que fizemos até aqui ainda não foi nada. Somente a discussão está começando e muitas explicações vão ser necessárias.

    Tomando como base todos aqueles que escreveram aqui e, em diversos outros Blogger, é fácil de concluir que a maioria dos profissionais, jornalistas especializados e enófilos são contra ao projeto de Salvaguarda. Quando se fala em boicote, acho que ele já começou; é pagar prá ver.

    De qualquer forma, acho que o projeto não vai passar.
    Rodrigo Castello Branco
    Enófilo
    Rio de Janeiro
    RJ
    23/03/2012 Esses representantes do setor vitivinícola brasileiro deveriam representar era óleo de peroba, que cara de pau.

    Aqui em casa, o boicote já começou: marcamos para hoje um bate papo degustativo e já comuniquei aos convidados que produto nacional não entra.

    Deixem quem está trabalhando em paz e procurem fazer o mesmo: no mínimo, modernizem-se.
    Roberto Cheferrino
    Enófilo e Publicitário
    Rio de Janeiro
    RJ
    23/03/2012 ...subescrevo as palavras de Alexandre Henrique, pois não me parece haver consideração alguma em relação a "representatividade" ao enoconsumidor, mesmo, quando somos as "razões" mais preponderantes para eles continuarem a produzir Vinhos!?...

    Vale a sugestão absurda, porém coerente, de que só deva existir Vinhos para se Exportar,ou seja nós beberíamos os vinhos deles aqui e eles os nossos lá! Imaginem sabermos que só existem Vinhos do Brasil no exterior...! As "Balanças Comerciais" entre as Nações e o "Comercio Exportador" iriam considerar um ótimo negócio! Meu caro Oscar e muitos, iriam beber bons Vinhos do Brasil, lá fora!
    Oliver Cardoso Smith
    Vendas de vinhos e enófilo
    São Paulo
    SP
    23/03/2012 DITADO CHINES DE 5500 ANOS: NAO HA MAIOR FORCA DO QUE A IGNORANCIA!

    O GOVERNO É PESSIMO GESTOR, PARA QUE DAR MAIS DINHEIRO A ELE? ISTO É FINANCIAR MAIS AINDA SUA 'COMPETENTE SEDE' CONTRA NÓS MESMOS, ISTO VOLTA EM FORMA DE MAIS IMPOSTOS E BUROCRACIA!

    OBVIAMENTE, NAO TEM NADA A VER COM A CULTURA DO VINHO.
    Carlos Reis
    Enófilo
    Rio de Janeiro
    RJ
    23/03/2012 Caros,

    O que mais chama a atenção na manifestação da IBRAVIN e cia é o final, com uma tentatva rasteira de desqualificar, acusando até mesmo de má-fé, aqueles, e eu me incluo nesse grupo, que não aceitam, rejeitam a iniciativa de salvaguardas propostas pelo setor vinícola nacional. Ou seja, quem não está a favor da iniciativa é desinformado, está de má-fé etc... Arrogância, censura, patrulhamento! Verdadeira tentativa de amordaçar os consumidores!

    Tenho instrução suficiente, li a fundamentação para instauração do procedimento administrativo que V. Sas. deram ensejo! Não aceito que o Estado nem os produtores de vinhos nacionais tentem impor um padrão de gosto, no caso o de vinhos nacionais! Sempre bebi vinhos nacionais, acho os espumantes incríveis, mas agora, dentro da minha liberdade, rejeito os vinhos nacionais, melhor, os dos que apoíam essa iniciativa da IBRAVIN e cia!

    Quem são os associados da IBRAVIN e cia? Quais dos seus associados não concordaram com a iniciativa de salvaguardas? Assumam suas posições, não fiquem se escondendo atrás da IBRAVIN e cia! Mostrem suas caras! Será que não enxergam o desserviço que a IBRAVIN e cia fizeram e estão fazendo à cultura do vinho?

    Retirem a proposta de salvaguardas! Busquem a reconciliação com os consumidores! Criem uma agenda positiva, buscando menor carga tributária no setor, diminuição de burocracia etc!

    Saudações,
    Carlos Reis - um mero consumidor
    Bruno Kato
    Enofilo
    Brasília
    DF
    23/03/2012 Concordo com a proposta de boicote, pois é nosso único e legítimo meio de impedir a manobra da indústria nacional. A experiência pretérita em nossa economia demonstrou, em outros casos, que a restrição de mercado só nivela por baixo a qualidade de produtos.

    É um tiro no próprio pé. O importante é multiplicar a idéia, que começa a ter adesão inclusive de alguns restaurantes. Quero ver o que vão fazer com tanto vinho sobrando...
    Marcelo Ribeiro de Brito
    Assessor jurídico
    Rio de Janeiro
    RJ
    23/03/2012 1- Pueril fundamentar o pedido de salvaguarda pelo incentivo ao consumo - o consumidor procura o binômio qualidade x preço. Ninguém vai consumir mais vinho tornando os importados mais caros. Pelo contrário.

    2- Má-fé dos que propõem a medida: dizer que circula nas redes sociais o desejo de se restringir rótulos brasileiros no mercado - o que se quer é a livre concorrência, neste caso, o direito de consumir o produto desejado pelo preço justo.

    3- Resumo: incompetentes e ineficientes. Não basta falar em desoneração, os lucros são altíssimos e é preciso cobrar do governo, isto sim, investimentos em infraestrutura (custo Brasil).

    REVOLTANTE - TIRO NO PÉ!
    Marcelo Carneiro
    Advogado e escritor
    Resende
    RJ
    23/03/2012 O boicote afeta produtores que nenhuma ligação têm com o pedido de salvaguarda e, pior, parte deles não tem lastro para aguentar um boicote. A briga passa, a idéia fica e a antipatia e preconceitos que hoje ainda são difíceis de quebrar, vão se consolidar.

    Não creio que "quebrar" os pequenos e os produtores emergentes possa ser de alguma valia. Como tenho dito, estabelecer salvaguarda aos estrangeiros e fazer boicote aos nacionais, são duas faces da mesma moeda... moeda podre, diga-se.
    Jandir Passos
    Enófilo
    Rio de Janeiro
    RJ
    23/03/2012 As entidades representativas dos produtores nacionais jamais esperavam que a reação contrária aos presupostos de savaguarda fossem tão forte assim. Afinal, ainda temos uma calma bovina, e a democracia representativa ainda está engatinhando no Brasil.

    Seja como for, o problema central continua a ser: real super valorizado, carga tributária elevadissima, burocracia, logística, etc. Produzir no Brasil, seja do alfinete ao foguete, é muito caro, e fica mais caro ainda com uma moeda super valorizada. Mas apesar dos pesares, o Brasil conseguiu desenvolver-se em muitos setores. Vejam, por ex., a EMBRAER. Quem, na década de 60, poderia imaginar que um dia o Brasil seria capaz de produzir aviões em condições de competitividade?? Imaginem se, em nome de salvaguarda da indústria aeronáutica brasileira, fossem impostas cotas de importação de aviões?

    Por outro lado, a indústria automobilística brasileira até a década de 90 só produzia carroças. Até então, carro importado era somente para os muito ricos. Bastou tem competição que a indústria automobilística nacional melhorou, ainda que aquem, a qualidade os automovéis aqui produzidos.

    Repito: o custo Brasil já é elevado, e ainda mais com um real super valorizado qualquer produto brasilero fica menos competitivo ainda do que já é! O problema é portanto macroestrutural. Solução? Continuem então brigando por menos impostos em cima do vinho nacional! Maior desoneração em cima do vinho nacional! Isso sim!! Por menos burocracia! Por menos dirigismo estatal!

    No Brasil, o governo mais atrapalha do que ajuda!! Ainda somos uma das economias mais fechadas e pouco competitivas do Mundo! Salvaguarda, seja na forma de cotas, aumento tributário ou qualquer outro artifício não vai resolver o problema. além do mais, o cidadão-contribuinte tem o direito de escolher onde vai aplicar o seu dinheiro. Já pagamos praticamente 45% do PIB em impostos, e esse dinheiro todo recolhido não se reverteu em benefício da sociedade!!

    Gosto e acredito no vinho nacional mas não é dessa forma, fechando o mercado, que iremos evoluir em termos de mercado consumidor. Lembro que na década de 80, quando o mercado de informática estava sob "salvaguarda", também se dizia que era por tempo determinado, tempo necessário para a indústria nacional de informática (hardware) alcançasse uma situação que permitiria competir com os computadores importados. Pois bem, terminado o tal período de salvaguarda, o que houve? Quem se lembra?
    Márcio Vieira Silva
    Enófilo
    São Paulo
    SP
    23/03/2012 Seria melhor se não tivessem se pronunciado.

    Fatos obscuros, no mínimo estranhos:

  • A Salton e a Cave Geise manifestaram-se contrárias a salvaguarda e nenhuma vinícola assume ter sido a favor. Acaba sendo muito fácil que uma entidade fique a frente desta médida temerosa e antipática e nenhuma associação possa ser feita a alguma vinícola. Alem de tudo pode ser preocupante que vinícolas e associações não estejam se entendendo.

  • O boicote justifica as salvaguardas??!! Como assim??!! Parece que eles estão falando com crianças. "-Filhinho: você está de castigo por ser assim tão pirracento exatamente como está fazendo agora.”

    Não estou tomando vinho nacional; se a salvaguarda passar nao tomarei mais e mesmo que não passe vai demorar para que eu engula esta.
  • Victor Bastos
    Enófilo
    São Paulo
    SP
    23/03/2012 Não entendi a colocação: "As ameaças e pressões comerciais, como a proposta de boicote aos vinhos verde-amarelos, que têm circulado nas redes sociais e que pretendem restringir a presença dos rótulos brasileiros no mercado, só aumentam, comprovam e justificam ainda mais a necessidade de implantação das medidas de Salvaguarda." O que uma coisa tem a ver com a outra?

    Isto parece mais uma ameaça. Os boicotes não teriam se propagado pela Internet se não fosse a solicitação desta salvaguarda sem propósito. Boicote já!!
    Roberto Rodrigues
    ABS-Rio
    Rio de Janeiro
    RJ
    24/03/2012 Pelo que entendo "entidades representativas do setor" representam as vinícolas que estão tentando esconder-se através desta nota. Felizmente algumas vinícolas (Cave Geisse no início e agora Salton) manifestaram-se publicamente contra as tais salvaguardas.

    Após acreditar que o conteúdo é verídico, revi minhas posições sobre o coelhinho de Páscoa, Papai Noel, Saci-Pererê (sem boicote ao produto nacional!), etc...

    Se as salvaguardas são tão importantes, porque estas entidades não divulgaram seu pedido por ocasião de seu encaminhamento (há mais de 7 meses!).

    A pérola é último parágrafo: "Independentemente das interpretações equivocadas divulgadas nos últimos dias, baseadas no desconhecimento, na falta de informações e em alguns casos na má-fé, reafirmamos nossa firme disposição em seguir com o pedido de Salvaguarda em defesa do vinho brasileiro."

    Quem mostra desconhecer o mercado? As entidades signatárias os os consumidores? Onde está a falta de informações? Com as entidades signatárias ou com os consumidores? Quem está com má-fé? Aqui só tem uma resposta e não são os consumidores!

    Abraços e bons vinhos.
    Rodrigo de Carvalho
    Comerciante de Vinhos
    Araraquara
    SP
    24/03/2012 Não à salvaguarda e ao aumento de impostos. Não somos palhaços.
    Roberto Cavalcanti de Albuquerque
    Consumidor
    Volta Redonda
    RJ
    24/03/2012 IBRAVIN, UVIBRA, FECOVINHO E SINDIVINHO,

    A nota de vocês é acintosa e desrespeitosa com o consumidor de vinho no Brasil. Se a imagem da indústria vitivinícola brasileira já estava ficando maculada no mercado nacional por essa campanha pela "salvaguarda?", vocês agora conseguiram piorar as coisas.

    Em vez de blá-blá-blá e agressão gratuita ao consumidor, publiquem, na íntegra, esse PROGRAMA DE AJUSTES que vai melhorar a competitividade das empresas que vocês representam. Mostrem de forma clara e convincente, se forem capazes, O QUE É, QUANDO, ATÉ QUANDO e BENEFÍCIOS PARA O CONSUMIDOR que esse programa engloba.

    Até lá, não se preocupem com pressões e ameaças. O consumidor já passou dessa fase; agora já é boicote mesmo ao consumo de vinho nacional.
    Tadeu Neves
    Vendedor de vinhos
    Petrópolis
    RJ
    24/03/2012 Companheiros ,

    A afirmação feita no texto da IBRAVIN- UVIBRA e agregados , dizendo que o IPI sobre os espumantes é de 20% , reduzido de fato a 10% deve ser verdadeira para os produtos nacionais, para os Espumantes importados o IPI é fixo, R$ 4,34 por garrafa, podendo portanto chegar a representar, para uma garrafa de 1,91 Euros C&F, uma taxação de 95% sobre o valor do produto. Combinado com o imposto de importação pode chegar a 115% do valor custo e frete, com a nova taxação ( Lista de exceções da TEC ) reclamada por estas entidades 130%.

    Insaciáveis ! Vendem mais do dobro dos volumes importados, pagam muito menos impostos, cresceram 81% nos últimos 8 anos, mesmo assim trabalham para conseguir, no tapetão, aumentar em + 15% o imposto de importação sobre os concorrentes importados da Europa e outros países fora do Mercosul.

    Quanto aos vinhos finos, parece mesmo que muitos Brasileiros não querem comprá-los! Vamos então limitar e encarecer a entrada de Chiantis, Rossos e Valpolicellas sem esquecer os Barolos e os Brunellos, da Terrinha, os Vinhos Verdes, os Tras dos Montes e Porcas Murças sem omitir Luis Pato, Cartuxas, Peras Mancas e Barcas Velhas, da França os Muscadets, Ventoux, Côtes du Rhône, e sobretudo os Bourgognes, Chablis, Châteauneufs e belos Bordeaux. Mas durante 5 anos apenas.

    Com milhões do BNDES, inspirados pelo sucesso da soja, vamos então plantar e adubar, triplicar os rendimentos, colher 2 safras por ano !

    O Povo não vai se importar, tem garrafões a vontade e o governo vai arrecadar! Vai dar certo, genial, É A SOLUÇÃO !

    Noticia de ontem na Globo News :

    Os gastos dos Brasileiros no exterior batem recordes + 20% em relação a Janeiro 2011. Um absurdo! Incompreensível já que temos tudo aqui, um pouco caro, é verdade. Tem até a Torre de Pisa na Barra! Solução: estabelecer cotas para as viagens, dobrar os preços das passagens e se não funcionar, fechar as fronteiras e confiscar os passaportes.

    Medidas reclamadas pela AHB, associação dos hoteleiros brasileiros, APB, associação das pousadas brasileiras, ARB , associação dos restaurantes brasileiros, entidades representando 99,8 % do setor.

    Incrível, os Brasileiros não gostaram da idéia, se mobilizaram em nome da liberdade e outras balelas, esquecendo de suas obrigações nacionalistas.

    Não tem mais brasileiros como antigamente, vamos ter que nos mudar para Cuba!

    E no New York Times : Pediu concordata o ultimo plantador de manga da Toscana. Alguns dizem que suas mangas tinham um gosto estranho, outros que eram caras. . . Os Poderes Públicos se recusaram a apoiar este empreendimento corajoso. Falta de visão ou Realpolitik ?
    Marcus Ernani
    Leitor
    Rio de Janeiro
    RJ
    24/03/2012 Desculpe a franqueza, esta carta demonstra como os produtores estão muito mal representados. Tentar desqualificar a opinião dos consumidores é desconhecer principios basicos de mercado. Demonstra total miopia do segmento que representam. E nas entrelinhas soa como um "choro pelo vinho (nacional) derramado"...
    José Leme
    Rio de Janeiro
    RJ
    24/03/2012 A defesa da proposta de "salvaguarda" (com aspas) pelas entidades representativas dos produtores é ridícula. Argumentos emocionais e falaciosos.

    Mas o que chama mais atenção é a parte final que, de forma absolutamente infantil (como se todos fossem bobinhos), tenta criar um clima de medo em quem defende o boicote. Sendo assim, não resta outra alternativa: sendo oficializada a "salvaguarda", aí é boicote total. Adeus vinho brasileiro, infelizmente!
    Luiz Alfredo A. Rangel
    www.wine-ev.com
    Rio de Janeiro
    RJ
    24/03/2012 Se esta iniciativa é tão importante para a indústria doméstica do vinho, por que o Rio Grande do Sul, que produz 90% dos vinhos finos do país, não toma uma decisão unilateral e aumenta o ICMS dos vinhos importados em 50%, por exemplo. E se abstém de estender esta “psicose” ao resto do povo brasileiro; que não tem nada a ver com isso.

    Afinal de contas nós vivemos em uma federação. Ou não?
    Mauro Raja Gabaglia
    Enófilo
    Rio de Janeiro
    RJ
    24/03/2012 A presidente Dilma Roussef em entrevista a Veja dessa semana, declarou: "O protecionismo é uma maneira permanente de ver o mundo exterior como hostil, o que leva ao fechamento da economia. Isso não faremos. Já foi tentado no passado no Brasil com consequências desastrosas ao nosso desenvolvimento. Não vamos repetir esse erro. Não vamos fechar o país."

    Se caso a presidente, ao contrário de seu antecessor, que várias vezes deu demonstrações de não ter palavra, estiver sendo sincera, os defensores da manutenção das regras atuais podem ficar tranquilos.
    José Paulo Schiffini
    Enófilo da velha guarda
    Rio de Janeiro
    RJ
    25/03/2012 A presidente Dilma Roussef em entrevista a Veja dessa semana, declarou: "O protecionismo é uma maneira permanente de ver o mundo exterior como hostil, o que leva ao fechamento da economia. Isso não faremos. Já foi tentado no passado no Brasil com consequências desastrosas ao nosso desenvolvimento. Não vamos repetir esse erro. Não vamos fechar o país."

    Se caso a presidente, ao contrário de seu antecessor, que várias vezes deu demonstrações de não ter palavra, estiver sendo sincera, os defensores da manutenção das regras atuais podem ficar tranquilos.
    Andre Kischinevsky
    Enófilo
    Rio de Janeiro
    RJ
    25/03/2012 Querem ganhar no tapetão e não na qualidade. Um exemplo do empresariado que o Brasil não precisa.
    Pedro Esteves
    Enófilo
    Rio de Janeiro
    RJ
    25/03/2012 A tabela é enganosa, eles comparam vinhos FINOS BRASILEIROS com QUAISQUER vinhos importados. Quero a comparação vinho fino x vinho fino, ou vinhos em geral com vinhos em geral.
    Andre Kischinevsky
    Enófilo
    Rio de Janeiro
    RJ
    25/03/2012 "Nosso objetivo é promover o consumo, criando igualdade de condições de mercado, sem a necessidade de aumentar o preço".

    Essa frase é de uma hipocrisia enorme. Quando se estabelece uma salvaguarda limitando a quantidade de vinho que pode ser importado, com o crescimento da demanda acontece uma dentre duas coisas:

    a. aumento de preço;
    b. falta do produto no mercado.

    É economia básica. E escrever um artigo tentando confundir o jogo é típico de quem quer distorcer as regras a seu favor, contra o consumidor.

    O vinho importado vende mais porque é melhor. Esses brasileiros aí estão se esforçando para nos fazerem tomar vinho pior, fabricado por eles.

    Vi comentários aqui no EnoEventos reclamando que o consumidor não prova o vinho nacional. No último evento de vinhos aqui do Rio (no Real Astoria), há cerca de um mês, eu fui em um stand com vinhos nacionais e pedi para provar o topo de linha. Disseram que desse eles não davam provas (só uns bem ruinzinhos). Enquanto isso, no stand da Confraria Carioca tomei alguns italianos sensacionais. Depois não entendem por que os nacionais não vendem.
    Alexandre Estolano
    Enófilo
    Guarulhos
    SP
    25/03/2012 Amigos

    Para aqueles que já aderiram ao boicote ou o estão incentivando, peço apenas um momento de reflexão.

    Quantos produtores de vinho existem no Brasil e quais dominam as entidades representativas? O boicote é extremamente prejudicial às vinicolas pequenas e familiares, e pouco fará contra as grandes, estas sim que dominam as entidades representativas.

    Assim, sejamos contra as salvaguardas e a favor de uma redução de impostos para os vinhos nacionais, entrando em contato com seus representantes em Brasilia, fazendo barulho em blogs e na grande imprensa. Boicote, não!

    Poderia escrever aqui sobre o crescimento fantástico de algumas importadoras, e de algumas outras que trazem zurrapas para aumentar nossa dor de cabeça diária, mas despertaria paixões e não razões.

    O fato é que a vinicultura de vinhos finos do Brasil precisa de incentivos (assim como precisa de redução de margens, senhores produtores), mas não de Salvaguardas...

    Abraços a todos, e bons vinhos!
    Beto Waltz
    Enófilo
    Rio de Janeiro
    RJ
    25/03/2012 A California não precisou disso para se impor no mercado. Por que não produzimos vinhos melhores com preços mais justos?
    Guilherme Lopes Mair
    Enófilo
    Brasília
    DF
    25/03/2012 Caro Oscar e demais participantes do debate:

    Cliquem aqui para ler um texto que fiz sobre a nota do Ibravin.

    Saudações!
    Rita Fernandes
    Importadora e aquela que vende!
    Rio de Janeiro
    RJ
    25/03/2012 Olha... Acho maior barato a discussão... Porém... não leva a nada!

    Vamos fazer algo ou não.. isso aqui.. é um veiculo... vamos fazer de verdade.. no MP Federal .. nos defender? Fala sérioooooo... ação pública? de internet? kkkkk quem quer entrar ou já entrou?

    gastando seu nobre e precioso tempo? bem.... eu entrarei segunda feira...CONTRA!

    Rita
    François Sportiello
    Nova Fazendinha
    Rio de Janeiro
    RJ
    25/03/2012 Quem é quem?

    UVIBRA:
    Presidente: Henrique Benedetti (Miolo e Lovara Vinhos Finos) Vice-Presidentes: Clóvis Boscato (Vinícola Boscato) e Deunir Argenta (Luiz Argenta Vinhos Vinos). ?Diretores: Ademir Brandelli (Vinícola Don Laurindo); André Giovannini (Don Giovanni); Dirceu Scottá (Dal Pizzol); Guilherme Salton (Valmarino); Ismar Pasini (Cooperativa São João), Jobed Bica (Wine Park) Juciane Casagrande (Casa Valduga); Lucindo Copat (Vinícola Salton); Luís Henrique Zanini (Valontano); Marcos Valduga (Dom Cândido) e Orgalindo Bettu (Villa Francioni).

    Fatos : Os verdadeiros .

    O Rio Grande do Sul apresentou redução na comercialização de suco e vinhos no ano de 2010, em relação ao ano anterior (Tabela 7). Os vinhos de mesa tiveram queda de 5,66%, enquanto os vinhos finos sofreram redução de 35,34%.

    Este elevado decréscimo na comercialização de vinhos finos pode ser atribuído ao fato de em 2009 terem sido criados mecanismos de redução de estoques, via PEP (Prêmio de Escoamento da Produção do Governo Federal) resultando num elevado crescimento naquele ano. Por ter sido um ano atípico para esta categoria de vinhos, o ano de 2009 não pode ser usado como referência para avaliação de mercado.

    Os vinhos espumantes, cujo mercado tem absorvido toda produção gaúcha, pelas características e elevada qualidade, em 2010 continuaram sua trajetória crescente. Os espumantes moscatéis obtiveram aumento de 17,84%, e os espumantes apresentaram crescimento de 10,97% nas vendas.


    CENÁRIO / IBRAVIN

    - A necessidade de reverter a imagem atual do vinho brasileiro e criar as bases para as atividades no exterior surgiu de números preocupantes enfrentados pelas vinícolas nacionais.

    - Segundo o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), uma associação sem fins lucrativos que tem como objetivo principal o desenvolvimento da cadeia produtiva brasileira do vinho e da uva, atualmente o mercado brasileiro tem a seguinte divisão: 220 milhões de litros de vinhos de mesa e 84 milhões de litros de vinhos finos, sendo que deste último, 60 milhões de litros de marcas importadas. Ou seja, a participação dos produtores brasileiros neste segmento é baixa e vem se reduzindo ao longo da década.

    - As ações comerciais agressivas dos concorrentes importados (especialmente Chile e Argentina) e a baixa percepção de qualidade dos produtos brasileiros levaram ao atual quadro de queda de consumo do vinho brasileiro.

    - O preconceito (percepção errada do produto) e a dificuldade de mercado recaem mais frequentemente no caso dos vinhos, sendo diferentes no segmento de espumantes. Neste caso, os consumidores valorizam a qualidade dos produtos brasileiros e a relação de market share inverte-se: 80% do consumo é realizado com produtos nacionais e 20% com os importados.

    - O objetivo maior deste projeto, portanto, segundo o Ibravin, é apontar direções para fortalecimento da marca "Vinhos do Brasil" dentro e fora do país.

    Fonte: OAJ Comunicação & Marketing - Orestes de Andrade Jr.
    Eduardo Neves Moreira
    Enófilo
    Rio de Janeiro
    RJ
    26/03/2012 A implantação de medidas protecionistas e de salvaguarda para a vinicultura nacional que passar pelo aumento da tributação dos vinhos importados é uma agressão ao consumidor nacional e as repercussões de tais medidas serão arcadas pelos seus autores.

    No histórico das importações brasileiras, observamos que quando foram liberadas as importações dos automóveis foi quando a indústria automobilística nacional deu um salto de qualidade, pois até então, só tínhamos "carroças", nas palavras do então presidente Fernando Collor. Da mesma forma ocorreu com a informática, quando os computadores produzidos no país passaram a ter qualidade quando defrontados com os importados.

    O mesmo se passou com os vinhos: vivemos décadas de produção vinícola sofrível e decadente. Somente após a liberação e a chegada dos vinhos franceses, portugueses, italianos, espanhóis, chilenos, argentinos, australianos, etc. é que os produtores nacionais, sentindo-se ameaçados, passaram a investir e os resultados estão aí, com vinhos de excelente qualidade produzidos no Rio Grande do Sul pela Casa Valduga, Miolo, Luiz Argenta, Domno, etc. e em Santa Catarina pela Vila Francioni e Pericó, entre outras.

    Se forem implantados os protecionismos, em breve, a qualidade dos nacionais tende a cair e o consumo interno a baixar a níveis de há vinte anos, com os prejuízos imagináveis e para todos, importados e nacionais. Já não chega o "lobby" promovido por esses mesmos produtores nacionais que acabou por produzir essa absurda, burocrática e desnecessária selagem das garrafas de vinho?

    Além do mais senhores, a tributação, que já é por demais excessiva no Brasil para os vinhos importados se comparada com os demais países, tornar-se-á, uma forma estimulante ao contrabando diante da diferença dos preços, principalmente nas nossas fronteiras terrestres. Vamos refletir nisso, senhores. Não estamos mais na época de brincar com coisas sérias e também devemos respeitar o consumidor nacional que ficará prejudicado em degustar a preço justo os vinhos de sua preferência.
    José Roberto Rangel
    Engenheiro
    Rio de Janeiro
    RJ
    26/03/2012 O que os produtores nacionais precisam fazer é reduzir custos para baixar preços (o vinho nacional está muito caro) e trabalhar junto aos governos para a redução de impostos.

    Aí sim o vinho nacional conseguirá competir com o vinho importado.
    Joao Armando Santos
    Santé Enoteca
    Goiânia
    GO
    26/03/2012 Somente temos que separar o joio do trigo, não podemos culpar todas as vinícolas brasileiras por esse absurdo cometido por Salton, Miolo, Aurora e Perini principalmente. Nós temos no Brasil outras boas vinícolas que estão trabalhando para ganhar competitividade sem apoiar a salvaguarda.

    Sou proprietário de uma enoteca e de um restaurante em Goiânia, também aplicaremos o boicote a essas quatro vinícolas, porém manteremos a venda de Villa Francioni que não apoia a salvaguarda e faz vinhos de qualidade. Separaremos o joio do trigo na nossa loja e no nosso restaurante.
    Rita Fernandes
    Importadora
    Rio de Janeiro
    RJ
    26/03/2012 Amigos (as).. Não seria tal tema para AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. Nós importadores teríamos legitimidade, haja vista que a eventual e futura "LEI" fere os princípios tributários inscritos na Constituição, a saber, da Capacidade Contributiva e o da Proporcionalidade...?

    Abraços!
    Rodrigo Britto
    Enófilo
    São Paulo
    SP
    26/03/2012 Boicote? Não. Concordo com o Alexandre Estolano, aí acima: vamos prejudicar os produtores de uvas, empregados de vinícolas, pequenos produtores de vinho...

    E o que representa este imposto para o 5º maior PIB do mundo? Isentemos o vinho nacional de impostos, forcemos programas de investimento em infra e melhorias! E o outro lado: o que pensam as vinícolas com participação estrangeira? Confortável, não é?
    Abilio Cardoso
    Dentista e enófilo
    Rio de Janeiro
    RJ
    26/03/2012 Jancis Robinson, uma das maiores críticas de vinho do mundo, já comentou a imbecilidade das salvaguardas. Veja o link: http://www.jancisrobinson.com/articles/a201203232.html

    Abraço

    Meu amigo Abílio, não foi a Jancis Robinson que comentou, foi o Paul Medder que é um rapaz que mora aqui no Rio de Janeiro.

    De qualquer forma, mesmo que tivesse sido ela, eu não me incluo no grupo de brasileiros que acha que a opinião dos estrangeiros tem mais valor do que a nossa. Pelo contrário, como eles são extremamente mercantilistas, acredito que se estão reclamando é um forte indicativo de que estamos no caminho certo.

    Abraços, Oscar
    Simone Vitor Resende
    Proprietária de empório
    Uberaba
    MG
    10/04/2012 Se querem uma proteção ao vinho brasileiro, não sou contra, mas lutem pela redução dos impostos que incidem sobre os mesmos e não pelo aumento dos demais.
    Julio Cesar Oliveira
    Sommelier
    Rio de Janeiro
    RJ
    10/04/2012 Lamento, talvez seja uma boa palavra para começar...

    A minha sugestão seria a seguinte: porque não iniciarem uma investida em massa com preços menores de vinhos que não chamo de nacionais e sim de BRASILEIROS com muito orgulho, para que o próprio público brasileiro possa conhecer e, em separado vinhos de maior qualidade que ao meu ver foram competir por medalhas no exterior e estão gerando todo este estresse?

    Eu, como SOMMELIER, SÓ SINTO REPÚDIO POR TAL SITUAÇÃO, LOGO EU QUE ENALTEÇO OS VINHOS BRASILEIRO, JUSTAMENTE EU ESTOU RETIRANDO OS VINHOS DAS VINÍCOLAS QUE POR ALÍ PARTICIPAM DESTA DESLEALDADE COMERCIAL... Como disse, L A M E N T Á V E L !!!
    Sergio Serzzedelo Alonso Junior
    Engenheiro, enófilo e membro da ABS/RJ
    Rio de Janeiro
    RJ
    18/04/2012 Acredito que, se a medida de salvaguarda fosse legítima, os representantes das vinícolas nacionais que a apoiam não se esconderiam por trás de representantes para defender interesses honestos.

    A conduta adotada é covarde e mesquinha, típica de uma classe de empresários que insistem na crença de que nosso país é um feudo.

    O consumo de vinho fino nacional caiu enquanto o vinho importado subiu porque o consumidor está saindo da linha de ignorância. Não basta mais colocar rótulos faustosos em vinhos de qualidade duvidosa que o consumidor está atento para esse tipo de comportamento.

    Comprovando o aumento da cultura do consumidor, podemos observar que o espumante nacional vem alcançando altos níveis de venda, em detrimento aos prossecos de baixa qualidade que vem sumindo de nossas prateleiras. Ponto para esse produto nacional que não precisa de salvaguarda.

    Todas as informações que os consumidores de vinhos finos necessitam estão disponíveis em diversos sites e blogs, está cada vez mais difícil de confundi-lo.

    A melhor salvaguarda para essas vinícolas está vinculada à qualidade de seus produtos.

    Não é a salvaguarda que aumentará a quantidade de produtos nacionais de qualidade colocados à disposição do consumidor. Isso está intrinsicamente relacionado ao empresário e sua visão de mercado.
    Felipe Granada
    Engenheiro e enófilo
    Rio de Janeiro
    RJ
    25/04/2012 Complicado... Não sei dizer se adiantaria, pois o preço dos vinhos dos nossos "hermanos" ainda é bem inferior ao nacional. Não acho que esteja aí a solução.

    Acredito que o consumo vá diminuir. A maior parte das pessoas que conheço que apreciam vinho certamente mudariam seus hábitos. Poucos como eu (que de álcool só consumo vinho), sofreriam.

    Também não entendi o que veiculam por aí: "muita gente comprando vinho de qualidade baixa muito barato". Vocês acham que essas pessoas vão passar a consumir vinho de qualidade brasileiro só porque não encontram vinhos ruins e baratos? Muita presunção (loucura?).

    Sinceramente considero os argumentos fracos, concordo com quase tudo o que foi dito acima pelos colegas.

    Adaptem-se! Talvez investir mais na maior força (espumante). Já conheço gente que viajou, pagou sobrepeso e fez suas compras para o inverno lá fora. E ainda assim saiu mais barato que comprar aqui. E muito mais barato que os brasileiros.
    Valter Xavier Gonçalves
    Professor
    Itajaí
    SC
    21/05/2012 Desde que surgiu este golpe contra os consumidores, aqui em casa não entrou mais nenhum vinho brasileiro. Satisfeitos?
    EnoEventos - Oscar Daudt - (21)9636-8643 - odaudt@enoeventos.com.br