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Restaurantes

Luxo e requinte
Abre ao público, neste sábado, dia 30/junho, o novo restaurante da Casa Julieta de Serpa: o Paris. A convite do simpático Carlos Alberto Serpa, estive lá esta semana para conhecer o novo endereço e fiquei bastante impressionado. Se o Blason já era lindo e requintado, o Paris é um espetáculo!

Claro que eu estava curioso, não só para conhecer o novo restaurante, como também para saber o que aconteceria com o antigo. Carlos Alberto me explicou: "O Blason fecha suas portas e o andar térreo passa a ser dedicado, exclusivamente, à realização de eventos. O Paris toma conta do andar superior." Para tanto, o proprietário enfrentou uma batalha de quase 3 anos para conseguir a autorização do Patrimônio Histórico para a instalação de um elevador externo que levasse os clientes diretamente às portas do restaurante, já que o prédio é tombado. Mas a solução foi perfeita, com um elevador envidraçado, externo, que não afeta a bela fachada da mansão.

Os salões foram decorados pela própria Beth, mulher de Carlos Alberto, com muito bom gosto, requinte e conforto. O amplo salão oferece mesas grandes, distantes umas das outras, bem do jeito que não estamos acostumados pelas praias cariocas. O serviço de mesa é sofisticado e bonito.

Para aqueles que desejarem maior discreção, há uma sala privada que comporta até 16 pessoas em sua longa mesa, com decoração de impressionar até a família real britânica.

Para o público mais jovem
Há também, ao lado do restaurante um bar moderno, estiloso, com paredes de tijolo aparente e poltronas para acomodar os clientes. Não se assustem ao saber que a trilha sonora é comandada por um DJ pois, como não poderia deixar de ser, o volume é discreto e o repertório de muito bom gosto. Afinal, quando eu falo público jovem, quero dizer de 30, 40 anos...

Tomando conta do balcão, o "mixólogo" Alex Mesquita prepara coquetéis criativos. Eu já fui avisando que não gostava de açúcar e ele então me ofereceu uma elegante mistura de gim com cardamomo. Eu, que não bebo destilados, não resisti... Show de bola!

Para todos os gostos
Se você gosta da culinária francesa tradicional, vá ao Paris. Se você prefere a vanguarda da gastronomia francesa, vá ao Paris também... O chef Pierre Landry preparou um cardápio para atender a todos os gostos, dividido em duas partes: os Clássicos e os Contemporâneos. Para ser mais preciso, são três partes, pois ainda há a seção dedicada às sobremesas, que levou as abelhas ao delírio. Houve até leilão para saber quem iria ficar com a minha cota.

Com entradas iniciando em 28 reais e pratos principais a partir de 42 reais, e colocando-se em perspectiva com o requinte do ambiente e a afinação do serviço, pode-se dizer até que é um restaurante barato. Conheço muitas casas bem mais simples, sem a assinatura de um renomado chef francês, cujos preços estão acima daqueles praticados no Paris.

Ainda há, no entanto, alguns ajustes a fazer na cozinha. Por exemplo, escolhi como prato principal a Cavaquinha em três atos que era servida em três porções independentes: grelhada com pimenta rosa, medalhão com creme de cebola e crocante com champignons franceses. O que prometia ser espetacular, no entanto, foi apenas razoável, com os molhos um tanto insossos e ressecados. E a ideia de servir em três pratinhos pequenos e fundos (vide foto abaixo) não foi das mais felizes, dificultando o ato de cortar. Conhecendo o Landry, no entanto, sei que rapidamente esses pequenos problemas estarão equacionados.

Carta com assinatura
O restaurante acertou na mosca quando entregou a responsabilidade da carta de vinhos nas mãos do espertíssimo Paulo Nicolay, que está construindo as mais eficientes cartas da cidade. São 146 diferentes rótulos, cujos preços iniciam em 60 reais. Dei-me ao trabalho de contar e encontrei 52 vinhos por menos de 100 reais. Nada mal, não é mesmo? E mais contente ainda fiquei ao ver que Paulo incluiu 13 rótulos brasileiros na relação.

Além dos nacionais, há ainda vinhos procedentes de 12 outros países, montando um painel eclético que deve agradar a gregos e baianos.

Oscar Daudt
29/06/2012
O novo restaurante
À esquerda, um elevador panorâmico leva ao segundo andar, onde está instalado o Paris O amplo salão A luxuosa sala privada
A equipe
José Renato Antunes, assessor do restaurante
Chef Pierre Landry Os sommeliers Eder e Bruno
O lounge bar
O moderno bar O "mixólogo" Alex Mesquita E eu, que não bebo coquetéis, gostei dessa mistura de Gin Tanqueray Ten com cardamomo
Os pratos
Amuse bouche Salmão defumado na Casa, julienne de pera, creme frio de ervas com grãos de caviar Carpaccio de vieiras com azeite de chorizo e limão siciliano
Profiteroles de foie gras, creme de trufas do Périgord Cavaquinha em três atos Paleta de cordeiro confitada com temperos marroquinos, costela grelhada, mousseline de cara e ragú de favas verdes
Filé mignon grelhado, batatas Pont-Neuf e molho Béarnaise Petit Gâteau Tropical Moulin Rouge
Tartelette aux agrumes Le Grand Macaron Carrinho de tortas
Conhecendo a nova casa
Bruna Talarico, da Veja Rio Renata e Marcelo Copello, editor da revista Baco Daniela Pessoa, da Veja on-line
A carta de vinhos
Espumantes e brancos Brancos Rosé e tintos
Tintos Tintos Meias garrafas e doces
O cardápio
Os pratos clássicos Os pratos contemporâneos
Comentários
Ricardo Pinto Nogueira
Leitor
Rio de Janeiro
RJ
01/07/2012 Fomos lá no sábado e realmente é espetacular. Muito bonito e preços honestos.

Conversei com o Serpa e dei-lhe os parabéns porque ele merece. Recomendo a ida.
Roberto Rodrigues
ABS-Rio
Rio de Janeiro
RJ
02/07/2012 Oscar,

Ainda não fui ao Paris (o que pretendo fazer). Mas passei em frente à Julieta de Serpa e pude constatar que o elevador externo é um verdadeiro monstrengo e que arruinou sim a harmonia da bela casa. Não entendo como o Patrimônio Histórico autorizou a instalação de tal coisa.

Será que as pessoas não podem subir um lance de escadas (lindo, por sinal) e temos que ter esse monstrengo?

Abraços,
RR
José Renato Antunes
Jornalista - Casa Julieta de Serpa
Rio de Janeiro
RJ
02/07/2012 Sua precisa crítica agrega ainda mais valor aos comentários elogiosos.

Volte sempre. A Casa é sua!

Forte abraço.
Letícia Botelho
Jornalista
Rio de Janeiro
RJ
03/07/2012 Achei o elevador muito bom, porque muita gente não pode subir a escada. Alguns restaurantes da cidade estão mostrando atitudes inclusivas, instalando elevadores na entrada.
Marcelo Brito
Assessor jurídico
Rio de Janeiro
RJ
03/08/2012 Ola,

Lugar muito agradável. O restaurante não estava cheio, mas, apesar do excelente tratamento, o serviço foi muito demorado.

Três pessoas da mesa pediram file grelhado com molho bernaise. Quando chegaram os pratos vieram sem o molho. Pedimos insistentemente para que o trouxessem. Após algum tempo, com a carne já bastante fria, trouxeram um molho tipo ferrugem, com a desculpa de que o recipiente que continha o molho bernaise havia caído no chão e quebrado. Ora, se não tinham o molho deveriam ter informado. Mas se limitaram a nos enrolar até trazerem um substituto.

Devolvemos os pratos, ainda intocados e frios. Nos dispensaram de pagar a conta, mas o que gostaríamos mesmo seria passar uma noite agradável e pagando por um excelente serviço (haviam seis pessoas à mesa, dois aniversariantes).

Mesmo assim, acreditando que foi um dia atípico para o restaurante, o indiquei para alguns amigos que adoraram e querem que eu volte para apagar a má impressão. Pelos comentários postados demos azar...

Quanto ao elevador, achei a solução interessante.
Cláudio Prado
Enófilo
Rio de Janeiro
RJ
30/08/2012 Absolutamente decepcionado com o tratamento recebido.

Sou vizinho da Casa e resolvi, junto com minha esposa e minha mãe, almoçar em algum lugar perto. O Paris foi a primeira escolha, queria conhecer a casa além de estar a poucos passos de minha morada. Infelizmente o tratamento dispensado foi lamentável. Subimos o elevador e já na chegada não havia ninguem na recepção. Entramos e ficamos procurando onde seria o restaurante. Estavamos todos de roupas casuais (eu estava de bermuda e camisa polo) e quando finalmente encontrei o salão fiquei em pé na porta do restaurante esperando que alguém fosse nos dar atenção. Além de minha esposa e minha mãe, eu tinha minha filha de 2 anos no colo. Um funcionário que estava dando atenção a uma mesa, e que não sei se era o sommelier, um garçom, o gerente ou mesmo o dono, ao terminar o atendimento, nos olhou, viu que estávamos aguardando atenção, e simplesmente virou as costas e se dirigiu em direção oposta.

Pela ignorância, resolvemos buscar outro lugar para almoçar. Não sei se o problema era a vestimenta, o fato de estar com uma criança de colo ou simplesmente por falta de educação do funcionário. Sei que em lugar nenhum vi nenhuma indicação sobre restrição de vestimenta ou crianças. Lamentável.
Eduardo Cabus
Diretor de teatro
São Paulo
SP
04/03/2012 Não vi ainda o tal elevador, mas pela fotografia achei bem interessante. Quebra com harmonia o tom cinza da casa dando um brilho bem interessante.

Quando instalaram a pirâmide de vidro em frente ao Museu do Louvre, em Paris, os comentários não foram dos melhores. Agora aplaudem e eu também.
EnoEventos - Oscar Daudt - (21)9636-8643 - odaudt@enoeventos.com.br