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Brasil

Impecável organização
Foi admirável a organização do VI Concurso Internacional de Vinhos do Brasil, realizado de 3 a 6 de julho, no Hotel Dall'Onder, em Bento Gonçalves. Afinal foram 503 amostras servidas, durante 3 dias de prova, para um total de 45 jurados. Não houve sequer um atraso, nem nenhuma confusão de vinhos. Tudo funcionou como um relógio, à perfeição.

O concurso contou com a presença da argentina Claudia Quini, recém-empossada presidente da OIV - Organização Internacional da Vinha e do Vinho, primeira mulher e primeira sul-americana a assumir o cargo máximo da entidade. Confessou-me Cláudia: "Foi um concurso muito bem estruturado, profissional, que seguiu estritamente as normas da OIV. Na verdade, foi um dos mais bem organizados concursos de que já tive a oportunidade de participar."

Metodologia
O corpo de jurados foi dividido em 6 grupos de 5 avaliadores, coordenados, cada um, por um presidente de júri. Cada grupo degustou uma média de 30 rótulos por dia (cerca de 90 vinhos ao longo dos 3 dias). Dos vinhos provados, sabia-se muito pouco: apenas a safra e nada mais.

As avaliações eram diretamente digitadas em terminais de computador. Das 5 notas, descartavam-se as 2 extremas e utilizava-se a mediana como a nota atribuída à amostra. A nota resultante podia, então, ser levada à discussão entre os membros da mesa, para reconsideração. Mas, em nosso grupo, houve apenas 2 casos em que os componentes decidiram alterar o resultado original.

É de justiça chamar a atenção para o sistema que controlou o concurso. Eu, que tenho bastante experiência em informática, sei que a Lei de Murphy é implacável: "se alguma coisa pode dar errado, com certeza dará." Mas não foi o caso e não houve nenhuma falha durante os três dias da competição. Nota 10!

Para mim, no entanto, foi uma frustração saber que os vinhos provados não seriam nunca identificados, contrariando a minha enorme curiosidade. Após a prova, a única coisa revelada era a procedência do vinho. Bem que eu insisti para saber a identidade das amostras, mas não adiantou, pois é norma da OIV que os vinhos provados não sejam dados a conhecer.

Os vinhos medalhados
Dos 503 vinhos inscritos, 148 foram premiados com medalhas, ou seja, 29,4%. Os jurados foram extremamente rígidos em suas avaliações e apenas 2 vinhos foram agraciados com o prêmio máximo do Concurso, o Grande Ouro: o Wente Riva Ranch Chardonnay 2008, dos Estados Unidos, e o J & J Ostrozovic Tokaj 5 Putnovy 2004, da Eslováquia. Para receber essa honraria, os vinhos tinham de atingir no mínimo 93 pontos.

Foram ainda distribuídas 63 medalhas de ouro (de 88 a 92,9 pontos) e 83 medalhas de prata (de 84 a 87,9 pontos). O Brasil que, obviamente, tinha a maior quantidade de amostras inscritas, liderou o quadro de medalhas, recebendo 36 de ouro e 62 de prata. Os vinhos inscritos eram representantes de 17 países, mas apenas 12 conseguiram obter medalhas. Eis o quadro geral de premiação:



Para conferir a relação completa dos vinhos premiados, clique aqui.

Oscar Daudt
09/07/2012
Os vinhos Grande Ouro
Tokaj 5 Putnovy 2004
Produtor: J & J Ostrozovic
Origem: Eslováquia
Riva Ranch Chardonnay 2008
Produtor: Wente Vineyards
Origem: Estados Unidos
Ouros brasileiros
(relação parcial)
Chesini Gran Vin 2005
Adega Chesini
Monte Paschoal Virtus Cabernet Sauvignon 2011
Basso
Ouro Negro Reserva Merlot 2005
Calza Junior
Calza Espumante Tradicional Brut N/S
Calza Junior
Arte Tradicional Espumante Brut 2010
Casa Valduga
Decima Gran Reserva Tannat 2005
Piagentini
Giuseppe Garibaldi Espumante Brut 2012
Cooperativa Garibaldi
Pizzato Espumante Tradicional Brut 2010
Pizzato
Panizzon Espumante Moscatel N/S
Panizzon
Bueno Cuvée Prestige 2009
Galvão Bueno
Maximo Boschi Espumante Tradizionale Brut 2009
Maximo Boschi
Miolo Cuvée Tradition Brut 2010
Miolo
Casa Pedrucci Espumante Tradicional 18 Meses N/S
Casa Pedrucci
Perini Tannat 2010
Casa Perini
Volpi Cabernet Sauvignon 2009
Salton
Gran Legado Espumante Champenoise Brut N/S
Wine Park
Os presidentes
Christian Bernardi, Brasil, presidente da ABE e do VI CIVB Claudia Quini, Argentina, presidente da OIV
Os presidentes de júri
Alberto Miele, Brasil, doutor em Enologia
(foto de Carmen Abarzúa)
Antonio Czarnobay, Brasil, enólogo
(foto de Carmen Abarzúa)
Gilberto Pedrucci, Brasil, enólogo
(foto de Carmen Abarzúa)
João Carlos Taffarel, Brasil, enólogo
(foto de Carmen Abarzúa)
Luciano Vian, Brasil, enólogo Mauro Zanus, Brasil, doutor em Enologia
(foto de Carmen Abarzúa)
Os jurados
(relação incompleta)
Ademir Brandelli, Brasil, enólogo
(foto de Carmen Abarzúa)
Alejandro Cardozo, Uruguai, enólogo
(foto de Carmen Abarzúa)
Álvaro Galvão, Brasil, jornalista
Carlos Abarzúa, Chile, enólogo Christian Burgos, Brasil, jornalista
(foto de Carmen Abarzúa)
Daniel Basile, Argentina, enólogo
Darci Dani, Brasil, enólogo
(foto de Carmen Abarzúa)
Dario Crespi, Brasil, enólogo
(foto de Carmen Abarzúa)
Estela de Frutos, Uruguai, diretora do INAVI
(foto de Carmen Abarzúa)
Fedor Malik, Eslováquia, professor de Enologia
(foto de Carmen Abarzúa)
Fernando Pettenuzzo, Uruguai, presidente da Associação dos Enólogos
(foto de Carmen Abarzúa)
Flávio Pizzato, Brasil, enólogo
(foto de Carmen Abarzúa)
Flavio Zilio, Brasil, enólogo
(foto de Carmen Abarzúa)
Gabriela Poletto, Brasil, enóloga
(foto de Carmen Abarzúa)
Ghislain Laflamme, Canadá, especialista em vinhos
(foto de Carmen Abarzúa)
Harald Scheiblhofer, Áustria, enólogo
(foto de Carmen Abarzúa)
Inês Cruz, Portugal, enóloga
(foto de Carmen Abarzúa)
Irineu Guarnier, Brasil, jornalista
(foto de Carmen Abarzúa)
Ismar Pasini, Brasil, enólogo
(foto de Carmen Abarzúa)
José Antonio Fonseca, Portugal, engenheiro agrônomo José Venturini, Brasil, enólogo
Juciane Casagrande, Brasil, enóloga
(foto de Carmen Abarzúa)
Leonardo Castellani, Argentina, enólogo
(foto de Carmen Abarzúa)
Marcel Miwa, Brasil, jornalista
(foto de Carmen Abarzúa)
Maria Alejandra Lozano, Argentina, delegada da UIOE
(foto de Carmen Abarzúa)
Maria Isabel Mijares, Espanha, doutora em Enologia
(foto de Carmen Abarzúa)
Mariane Pradella, Brasil, enóloga
(foto de Carmen Abarzúa)
Mauro Cingolani, Itália, chef de cozinha e sommelier
(foto de Carmen Abarzúa)
Miguel Vicente Almeida, Portugal, enólogo
(foto de Carmen Abarzúa)
Oscar Daudt, Brasil, jornalista
(foto de Carmen Abarzúa)
Philippe Mével, França, enólogo
(foto de Carmen Abarzúa)
Regina Valderlinde, Brasil, doutora em Enologia Sergio Hormazabal, Chile, presidente da Associação dos Enólogos
(foto de Carmen Abarzúa)
A prova
A foto oficial
(foto de Carmen Abarzúa)
Mesa 1
(foto de Carmen Abarzúa)
Mesa 2 Mesa 3
Mesa 4 Mesa 5 Mesa 6
(foto de Carmen Abarzúa)
Os enólogos que comandaram o serviço dos vinhos A equipe responsável pela informatização
As secretárias Eliane Cerveira e Adriane Biasoli A equipe de garçons
(foto de Carmen Abarzúa)
O jantar de premiação
Christian fez o discurso de boas-vindas Christian e Claudia entregaram os prêmios aos vencedores O grande salão do jantar
O grupo de danças folclóricas Gaúchos dançando a chula O conjunto musical
Comentários
Álvaro Cézar Galvão
Jornalista
São Paulo
SP
10/07/2012 AMIGO OSCAR, NÃO SOBROU NADA PARA ESCREVER NO MEU BLOG. MANDOU BEM DEMAIS.

Grande Álvaro, saudades dos excelentes dias que passamos lá em Bento! Abraços, Oscar
Ignacio Carrau
Empresário
Rio de Janeiro
RJ
10/07/2012 Parabéns Oscar, grande cobertura para um evento de alto nível.

É bom demais ver o Uruguai se desempenhando, no Medalheiro, à frente de países mais famosos na vitivinicultura como a Argentina e o Chile. Aos poucos vamos conquistando o nosso espaço, na base do trabalho bem feito e da dedicação abnegada dos bodegueros.

E parabéns à indústria brasileira que, a cada ano, mostra sua força com novos e melhores vinhos.

Abçs,
Ignacio
EnoEventos - Oscar Daudt - (21)9636-8643 - [email protected]