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Brasil

Surpresa!
Esta semana convidei alguns amigos enófilos para uma noite de vinhos e preparei uma surpresa para eles: na carta, apenas rótulos nacionais! Claro que, igual à esmagadora maioria dos apreciadores brasileiros, eram pessoas acostumadas a consumir apenas vinhos importados. Rótulos nacionaia, só de vez em quando e olhe lá!

Deixei as 12 garrafas em exibição e foi interessante observar a reação dos que chegavam. Alguns se mostravam surpresos, outros curiosos e teve até mesmo quem mal conseguisse disfarçar a decepção pela "pegadinha".

Mas à medida em que as taças eram servidas, a surpresa aumentava com a qualidade dos vinhos. Ao final, todos saíram satisfeitos - é claro, depois de 12 garrafas! - e recebi muitos elogios e agradecimentos por ter apresentado tantos e tão belos produtos nacionais.

Não foi uma degustação técnica mas sim apenas uma reunião descompromissada de amigos e com isso nem anotei nada sobre os vinhos. Mas todos eram vinhos bem elaborados que recomendo pelo menos experimentar.

Vinhos comprados no Rio
É quase uma unanimidade o reconhecimento de que um dos maiores problemas do vinho brasileiro é a deficiente distribuição. É uma dificuldade que se arrasta há muitos anos sem merecer a devida atenção de quem deveria. Mas quem procura acha. À exceção de 2 apenas, os demais vinhos foram comprados aqui mesmo no Rio de Janeiro: 3 na Importadora Zahil, 2 na Confraria Carioca, 3 na Olivier Bebidas (CADEG), 1 na Griffe dos Vinhos (CADEG) e 1 diretamente na página Internet da vinícola Estrelas do Brasil (neste caso, comprei uma caixa para que o frete não inviabilizasse o preço do vinho).

As lojas do CADEG (existem muitas...) são sempre uma excelente opção, não só para vinhos brasileiros como também para os importados. Os preços são imbatíveis! Mas por lá só se encontram as opções mais óbvias, os vinhos mais conhecidos, as grandes vinícolas... Para quem pretende conhecer rótulos de pequenos produtores brasileiros, minha recomendação é a Confraria Carioca, no Casa & Gourmet Shopping (aquele shopping que vive mudando de nome, localizado em frente ao Rio Sul).

Eu não escolhi os "tops" nacionais, o que faria a conta da noite subir descontroladamente. Foram vinhos de preços médios, que variaram de 35 a 68 reais.

Foi um excelente encontro e uma quebra de paradigmas. É com movimentos assim que poderemos vencer a resistência e o preconceito que existem em relação ao vinho brasileiro.

Oscar Daudt
17/09/2012
Os vinhos
Estrelas do Brasil Brut 2006
Castas: Pinot Noir, Chardonnay, Viognier e Riesling Itálico
Origem: Bento Gonçalves - Serra Gaúcha
Álcool: 12,5%
Método: Tradicional
Comprado no site da vinícola (35 reais)
Casa Valduga Gran Reserva Extra Brut 60 meses 2006
Castas: Chardonnay e Pinot Noir
Origem: Vale dos Vinhedos - Serra Gaúcha
Álcool: 12%
Método: Tradicional
Comprado na Griffe dos Vinhos - CADEG (59 reais)
Aurora 2011
Castas: 100% Chardonnay
Origem: IP Pinto Bandeira - Serra Gaúcha
Álcool: 13,5%
Envelhecimento: 3 meses em barricas de carvalho
Comprado na Olivier Bebidas - CADEG
Dal Pizzol 2012
Castas: 100% Pinot Noir
Origem: Bento Gonçalves - Serra Gaúcha
Álcool: 12,5%
Presente da Dal Pizzol
Casa Venturini Reserva 2009
Castas: 100% Tannat
Origem: Flores da Cunha - Serra Gaúcha
Álcool: 14%
Envelhecimento: 18 meses em carvalho francês
Comprado em Bento Gonçalves
Pizzato Reserva 2006
Castas: 100% Tannat
Origem: IP Vale dos Vinhedos
Álcool: 13,5%
Envelhecimento: parcial em barricas de carvalho
Comprado na Olivier Bebidas - CADEG
Don Abel Premium 2005
Castas: 100% Cabernet Sauvignon
Origem: Casca - Serra Gaúcha
Álcool: 14%
Envelhecimento: Sem madeira
Comprado na Zahil-RJ (55 reais)
Don Abel Don Gran Reserva 2005
Castas: Cabernet Sauvignon e Merlot
Origem: Casca - Serra Gaúcha
Álcool: 14%
Envelhecimento: sem madeira
Comprado na Zahil-RJ (51 reais)
Don Miguel 2005
Castas: 100% Cabernet Sauvignon
Origem: Garibaldi - Serra Gaúcha
Álcool: 13%
Comprado na Confraria Carioca (~ 35 reais)
Don Guerino Gran Reserva 2007
Castas: 100% Teroldego
Origem: Alto Feliz - Serra Gaúcha
Álcool: 13%
Envelhecimento: 14 meses em carvalho francês de 1º uso
Comprado na Olivier Bebidas - CADEG
Antonio Dias 2009
Castas: 100% Cabernet Sauvignon
Origem: Três Palmeiras - Alto Uruguai
Álcool: 13,5%
Envelhecimento: 10 meses em carvalho francês
Comprado na Confraria Carioca (~ 55 reais)
Don Abel Rota 324 2005
Castas: 100% Cabernet Sauvignon
Origem: Casca - Serra Gaúcha
Álcool: 14%
Envelhecimento: 6 meses em barricas de carvalho francês novas
Comprado na Zahil-RJ (68 reais)
Comentários
José Paulo Schiffini
Enófilo da velha guarda
Rio de Janeiro
RJ
17/09/2012 Caros amigos, com essa qualidade, muito bem demonstrada por esta pequena seleção, pergunto: "O vinho Brasileiro precisa de Salvaguardas ou de redução de impostos e mais divulgação?"

Eu acho que não precisa de Salvaguardas e precisa muito do resto que falei.

Parabéns Oscar.
Rafael Moreira
Serrado Vinhos
Rio de Janeiro
RJ
17/09/2012 Oscar, parabéns pela iniciativa, muito legal.

Fico chateado apenas de não ver nenhum rótulo que represento e/ou distribuo no Rio se Janeiro. Sou um dos que mais valoriza os vinhos nacionais e a Serrado, junto com a Confraria Carioca devem ser as 2 lojas que possuem mais vinhos nacionais de qualidade. Não ter nenhum vinho da Villa Francioni, da Lidio Carraro e da Luiz Argenta, tendo todas as 3 vinícolas estoque no RJ para facilitar a distribuição é uma pena.

Abs.

Rafael, é bom ficar sabendo disso. Em breve vou conhecer a sua loja. Abraços, Oscar
Abilio Cardoso
Dentista e enófilo
Brasília
DF
17/09/2012 Grande Oscar, que noite hein!!! Também gosto de apresentar os vinhos nacionais que garimpo aos amigos.

Depois confirme, mas acho que o Estrelas do Brasil Champenoise não tem Pinot Noir.

Abraço

Na verdade, o contra-rótulo informa Pinot Noir, Chardonnay e Viognier. Já a página da vinícola diz que é Chardonnay, Viognier e Riesling Itálico. Com a palavra o enólogo Irineo Dall'Agnol.
Luciana Daudt
Enófila
Rio de Janeiro
RJ
17/09/2012 Pena não ter conseguido ir. Estou com umas garrafas de Dom Pedrito, da Rigo Vinhedos. Indicação do César Valle. Teria sido perfeito para esta noite.

Fica pra próxima!
Paulo Oliveira
Professor de Farmácia
Florianópolis
SC
17/09/2012 Prezados Oscar e Schiffini, realmente o vinho brasileiro precisa de mais divulgação.

Por exemplo, os vinhos Antonio Diaz são surpreendentes. Um custo-benefício excepcional. Provei o Tannat; é um vinho muito estruturado, apresenta um bom potencial de envelhecimento. Acho que uns 3-5 anos na adega o farão bem!

Abraços!
Marcelo Carneiro
Advogado e escritor
Resende
RJ
17/09/2012 Oi, Oscar,

Na Serrado, do Rafael Moreira, você pode encontrar Villa Francioni, Lídio Carraro e Luiz Argenta, todas com ótimos vinhos.

Pena que por aí é difícil achar o Guatambu, pois aqui em Resende tenho ótimo retorno. Fiz uma degustação para o alto comando da AMAN há cerca de uma mês e o pessoal gostou tanto que, neste fim de semana me pediram algumas garrafas para o CTG's para comemorarem a Semana do Gaúcho na AMAN.

Bela inciativa, pois é incrível o preconceito contra os vinhos nacioanais.

Enoabraços.
Ricardo Morari
Enólogo
Garibaldi
RS
17/09/2012 Caro Oscar,

Parabenizo por mais esta iniciativa de divulgar a qualidade dos vinhos e espumantes brasileiros. Estes vinhos degustados são apenas uma amostra de todo o potencial da nossa vitivinicultura.

Forte abraço.
Paulo Mazeron
SBAV/RS
Porto Alegre
RS
17/09/2012 Beleza, Oscar.

Realmente, o que nosso vinho necessita é de mais apreciadores isentos, que saibam dar valor tambem ao que é nosso e é bom... e menos "entendidos" pretenciosos que só conseguem dar valor a vinhos pelos rótulos - necessariamente procedentes do exterior.
Flávio Pizzato
Enólogo/PIZZATO Vinhas e Vinhos
Bento Gonçalves
RS
17/09/2012 Muito bom Oscar!

Sobre salvaguardas, selos etc: mantenhamos o vinho acima de bur(r)ocratas e políticas partidário-econômicas de plantão.
Luiz Carlos Cattacini Gelli
Empresário
Rio de Janeiro
RJ
17/09/2012 Caro Oscar, bela iniciativa! Parabéns!!!!

Espero em uma nova edição deste painel encontrar um Vinho Cattacini.

Abs.
Gelli
Eduardo Beauclair
Engenheiro, enófilo
Rio de Janeiro
RJ
17/09/2012 Caro Oscar,

Parabéns pela iniciativa! Todos ganharemos com uma maior divulgação dos vinhos nacionais. Só assim haverá mais consumo, mais produção, investimento e aumento da qualidade.

Ainda não experimentei todos desta lista, mas vou usá-la como base para minhas próximas degustações verde-amarelas. Lá vou eu atrás dos nossos amigos Pedro e o Duda da Confraria Carioca... Rsrsrs.

Grande abraço!
Emmanoel Santos
Enófilo
Rio de Janeiro
RJ
17/09/2012 Caro Daudt:

Cada vez que vou ao seu (nosso) site, me dá vontade de lhe rasgar os maiores elogios. Mas outros o fazem, e eu estaria a chover no molhado.

Desta vez, porém, não estou me contendo. Apresentações assim do vinho nacional deveriam ser feitas, mas não são, e você consegue ser pioneiro. Mesmo eu, que vivo garimpando pequenas produtoras, não conheço (ainda) três de sua lista presentes aqui no Rio. Vou atrás deles, pois não frequento a Cadeg, mas tenho canal com a Confraria Carioca, que já me forneceu preciosidades.

Fico contente por ver a majoritária presença do Don Abel, em matéria de quantidade ocupando o segundo lugar entre os vinhos nacionais de minhas garrafeiras, tanto aqui como na serra. O vinho nacional mais presente é de um bom produtor amigo, mas não poderiam entrar na sua lista pelos preços.

Queira continuar sempre brilhando! Emmanoel

Muito obrigado, Emmanoel. Apoios assim fazem bem à alma. Abraços, Oscar
Philippe Brye
Confeiteiro/enófilo
Rio de Janeiro
RJ
18/09/2012 Caro Oscar,

Os vinhos brasileiros realmente precisam ser divulgados, mas uma pena que estes vinhos não foram avaliados. Teria me ajudado bastante para comprar alguns deles.

Abraços

Philippe, concordo com você que foi uma pena, mas eu organizei esse encontro sem pensar que iria fazer uma matéria depois. Mas já estou esquematizando uma próxima edição, desta vez às cegas e com análise dos vinhos. Grande abraço, Oscar
Irineo Dall'Agnol
Vitivinicultor e Enólogo
Bento Gonçalves
RS
18/09/2012 Prezado Oscar e enófilos,

Está nascendo um movimento espontâneo entre blogueiros de vinhos que procuram apresentar e divulgar os bons vinhos de pequenos produtores nacionais. Neste sentido, louvável a sua iniciativa, pois ações assim como a do EnoEventos, Decantando a Vida do Eugênio de Oliveira de Brasilia, permitem encurtar distâncias entre o produtor e consumidor. Fortalece e possibilita poder elaborar produtos genuínos que respeitem o território deste imenso país, o qual possui todos os "terrois" do mundo. "Que sirva de modêlo a tua iniciativa a todo Brasil" já que estamos na semana farroupilha, cabe o trocadilho.

Respondendo ao Abilio e a você quanto as uvas do EB champenoise 2006. Neste ano ainda não tínhamos vinhedos em produção de Pinot Noir, somente a partir de 2007 começamos a utilizar. O novo lote que está entrando no comércio, sim, o Pinot noir faz parte do assemblagem. Havia faltado alguns rótulos e usamos do novo lote. E vocês sempre atentos não perdoam...heheehe.

Um forte enoabraço,
Irineo

Obrigado, Irineo. E me avise quando o novo lote estiver disponível para venda. Abraços, Oscar
Paulo Mazeron
SBAV/RS
Porto Alegre
RS
18/09/2012 Prezado Oscar

Tivemos um evento ontem em Porto Alegre que se enquadra nesse espírito de divulgar e valorizar o que é nosso. Foi um jantar/degustação no restaurante Koh Pee Pee, considerado o melhor de culinária tailandesa no país.

Pois nada menos de nove pratos da exótica culinária foram acompanhados somente por nossos vinhos, em uma iniciativa que considero inédita... e devo dizer que não se sairam mal!

Alguns dos produtos degustados que ainda recordo:

  • Espumante Guatambú Brut Nature
  • Dunamis Sauv. Blanc/Chardonnay da Campanha Gaúcha
  • Villa Francioni Sauvignon Blanc, VF Rosé e VF Chardonnay Lote II - São Joaquim - SC
  • Salton Talento - Serra Gaucha
  • Quinta do Seival Castas Portuguesas - Campanha Gaúcha
  • Angheben Teroldego 2005, com uvas de Encruzilhada do Sul

    E para encerrar, a sobremesa (Tub Tim Grob = Amêndoa da flor de lotus com lichias, calda de açucar e leite de côco) foi acompanhada de uma Jurupiga!

    Deve ter sido um espetáculo! Mas nunca ouvi falar de uma Jurupiga, nem sei o que é. Abraços, Oscar
  • Paulo Mazeron
    SBAV/RS
    Porto Alegre
    RS
    18/09/2012 Oscar

    A Jurupiga é uma bebida produzida artesanalmente na Ilha dos Marinheiros, perto da cidade de Rio Grande, junto à margem oeste da Lagoa dos Patos. Trata-se de uma zona de colonização portuguesa e a bebida é obtida com os mesmos métodos utilizados em Portugal.

    A fermentação de um mosto de uvas muito maduras é interrompida pela adição de álcool, resultando em um vinho fortificado e doce. Sua produção sempre foi de cunho artesanal, por muitas famílias residentes na ilha, para consumo próprio e dificilmente pode ser encontrada à venda. Para mim, foi a primeira vez que tive a oportunidade de provar.

    Obrigado pela aula! A próxima vez que eu for a Porto Alegre, vou procurar uma garrafa e depois tentar enganar os amigos, às cegas, dizendo que é um Porto...
    Anselmo Federico
    Engenheiro/Enófilo
    Rio de Janeiro
    RJ
    18/09/2012 Recentemente, participamos de uma degustação verde-amarela, entre amigos, onde os destaques foram a Campanha Gaúcha e a Serra Catarinense. Os eleitos, quase por unanimidade, foram: Campos de Cima Tannat 2006 e Casa Pisani Merlot/CS.

    Isso demonstra que os pequenos produtores nacionais podem atingir excelente nível, porém o grande problema, como realçado na materia, é o transporte e a distribuição.
    Rafael Mauaccad
    Enófilo
    São Paulo
    SP
    19/09/2012 Oscar,

    Você promoveu a seus amigos, e Ibravin, Abrasel e Sebrae nos proporcionaram, nesta última 2a-feira em São Paulo, a sua Noite do Brasil, com o evento Circuito Brasileiro de Degustação, onde 21 vinícolas brasileiras apresentaram seus produtos e lançamentos ao público especializado paulistano.

    À entrada, duas passistas da Vai-Vai recepcionavam os convidados, prenunciando a festividade anunciada. Tarde e noite de antecipado alto verão, com temperatura superior aos 30º Celsius, e como não poderia deixar de ser, os excelentes espumantes abrilhantaram a festa, e que festa!! Brancos e tintos foram os coadjuvantes deste espetáculo. A caravana sulista seguirá caminho para demais localidades do paás, fincando a bandeira da vitivinicultura nacional.

    O vinho brasileiro, definitivamente, não necessita de qualquer protecionismo governamental, e sim de incentivos fiscais, e de desenvolvimento setorial. Um desabafo: passados 2 dias do evento, localizei na mídia local apenas 2 comentários sobre esta realização e só. Uma pena, preconceito inadmissível!!

    EnoEventos é o Porta-Estandarte do vinho brasileiro.

    Forte abraço,
    Rafael
    Josué Ferreira dos Santos
    Enófilo
    Rio de Janeiro
    RJ
    21/09/2012 Caro Oscar,

    Tentando encontrar algum dos rótulos citados nesta matéria, fui ao CADEG no dia 20/09 e tive a grata surpresa de encontrar dois rótulos da Don Abel, o Don Abel Gran Reserva 2005 e o Don Abel Rota 324 2005, por 35,90 reais e 52,50 reais respectivamente, na loja Universo dos Vinhos, preço bem mais em conta do que o praticado pela Zahil-RJ, no momento da sua compra.

    Abraços

    Que boa notícia, Josué. Os leitores e eu agradecemos a dica! Abraços, Oscar
    Monica Kich
    Enófila e tradutora
    Porto Alegre
    RS
    24/09/2012 Aguardo teu convite para uma degustação aqui em Porto Alegre! Quero ter a honra de te conhecer pessoalmente e o privilégio de trocarmos idéias sobre os produtos dos esforçados produtores gaúchos!

    Obrigado, Mônica. A próxima vez que for a Porto Alegre, a gente combina um vinho! Abraços, Oscar
    Carlos Machado
    Winemaker amador
    Belo Horizonte
    MG
    24/09/2012 Oscar,

    Você não deixa de nos surpreender - alta qualidade de um jornalista!

    A surpresa não é pela qualidade dos vinhos, sejam tranquilos ou espumantes, que são elaborados no Brasil; e nem mesmo por sua competência; mas pela persistência em promover o produto nacional, colaborando de forma significativa para quebrar paradigmas e estabelecer um universo proativo!

    Mantenha-se firme e sempre!

    Abraço fraterno,
    Carlão.

    PS. Estamos elaborando o 1º Espumante do Brasil, com o conceito "winemaker amador"... espero que nos acompanhe em breve!
    Ana Maria Gazzola
    Enófila e professora da ABS
    Rio de Janeiro
    RJ
    05/10/2012 Olá Oscar,

    Cheguei tarde p/ o comentário, mas tô aqui!

    Concordo com todos os comentários expostos sobre as salvaguardas, políticas, divulgação, preconceitos sobre os vinhos nacionais e também aos elogios a você. Queria dizer-te que conheço quase todos (menos 3), desta lista degustada e concordo com suas considerações sobre eles.

    E existem muitos outros a serem "descobertos" pelos apreciadores dos caldos, não dos rótulos, e um deles que gosto muito é o Viapiana, talvez você já conheça. Se não conhece te convido para degustar alguns deles. É só marcar.

    Abraço, Ana Maria Gazzola

    Ana, conheço apenas o Sauvignon Blanc e fiquei bem impressionado com sua elegância, pouco comum para essa casta lá no Rio Grande. Seria bom conhecer os outros. Abraços, Oscar
    Vini Franco
    Enólogo
    Bento Gonçalves
    RS
    10/10/2012 Mais uma prova de que o vinho nacional já não é mais uma "surpresa". Parabéns pela "pegadinha".

    Que tal colocar alguma degustação mesclada de vinho nacional e importado às cegas (caso não tenha colocado).

    Sds!

    Boa ideia, Vini. A próxima será assim! Abraços, Oscar
    EnoEventos - Oscar Daudt - (21)9636-8643 - odaudt@enoeventos.com.br