Vinicultura milenar
O Líbano, país do Oriente Médio de ancestral cultura vinícola que data de mais de cinco milênios, teve sua atividade empresarial ressurgida a partir da década de 90. Sua população é de cerca de 4,5 milhões de habitantes e faz fronteira, ao norte e à leste com a Síria, ao sul com Israel e, à oeste, com o mar Mediterrâneo.

Produz, aproximadamente, sete milhões de garrafas de vinho por ano. Com um plantio de dois mil hectares, seus vinhedos estão localizados, na sua maioria, no Vale do Bekaa, e uma parcela menor localizada em Jazzine, mais para o vale ao sul e próxima à cidade de Sidon. Sua moderna vitivinicultura faz com que o Reino Unido, a França e os Estados Unidos sejam os maiores importadores.

As videiras originais foram trazidas da França, através da Argélia. São plantadas, atualmente, as seguintes castas:

  • Uvas tintas: Cinsault, Carignan, Grenache, Syrah, Mourvèdre, Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc, Gamay e Tempranillo;
  • Uvas brancas: Ugni Blanc, Clairette, Bourboulenc, Chardonnay e Sauvignon Blanc;
  • Uvas nativas: a Merweh e a Obaideh são reservadas para a produção de Arak, destilado com aroma de anis, típico da cultura libanesa.

    A vinicultura libanesa segue as regras francesas, daí a proximidade dos seus vinhos com este estilo.

    Evolução da história vinícola
  • 3000 AC: comerciantes fenícios iniciam a vinificação no Líbano.
  • 1517: o Império Otomano proíbe a produção de vinho, exceto para fins religiosos.
  • 1857: missionários jesuítas introduzem novas vinhas da França através da Argélia.
  • 1918: Protetorado Francês governa o Líbano, criando demanda para o vinho.
  • 1975: Líbano entra em 15 anos de guerra civil, o que retarda o desenvolvimento do setor.
  • 1992: é retomado o desenvolvimento da indústria vinícola.

    O Vale do Bekaa
    Em termos vinícolas, o Vale do Bekaa sempre foi um oásis para a agricultura. Protegido pela cordilheira Antilíbano a leste e cordilheira Montanhas do Líbano a oeste, montanhas essas que atingem até 2.000 metros de altitude. O vale tem solo de formação calcárea e de argilo-calcárea e é irrigado pelas águas do degelo da neve das cordilheiras. As Montanhas do Líbano proporcionam proteção contra as chuvas e os ventos quentes provenientes da costa. O clima é quente e seco no verão, austero e frio no inverno. Este "terroir" empresta aos vinhos uma elegância e caráter impares, complexidade, equilíbrio, acentuada mineralidade, acidez e tanicidade.

    O Vale do Bekaa tem como capital a cidade de Zahle, a terceira maior do Líbano. Zahle é conhecida como a Noiva do Bekaa ou ainda como a Cidade do Vinho e da Poesia. Sua população é estimada em 150.000 habitantes, de maioria cristã. Está localizada nas encostas da Cordilheira Antilíbano, a 1.100 metros de altitude e a 52km de Beirute.

    As vinícolas e os vinhos
    Até a década de 90, vinho libanês e Château Musar eram sinônimos. Com o desenvolvimento do setor vinícola, houve uma expansão das quatro produtoras existentes até 1991 para, aproximadamente, 33 vinícolas em operação atualmente, todas produzindo vinhos de alta qualidade.

    A Union Vinicole du Liban (ULV) foi criada em 1997, um ano após o Líbano ter se associado ao Office International de la Vigne et du Vin (OIV). O objetivo da UVL é consolidar e construir a imagem do Líbano como país vinícola e aos produtores em conjunto manterem e defenderem seus objetivos.

    Château Musar
    Em 1930, Gaston Hochar fundou o Château Musar como hobby. Hoje, dois milhões de garrafas estão em estoque, aguardando lançamento. Seu filho Serge juntou-se ao negócio em 1959, após estudar enologia em Bordeaux.

    Com uma produção anual de 700 mil garrafas, seus vinhedos obtiveram a certificação de orgânicos em 2006. Suas uvas são colhidas manualmente e o mosto fermentado por leveduras indígenas. Seus vinhos necessitam de longa maturação para mostrarem seu caráter único. Os tintos são exóticos, especiados, complexos nos aromas de frutas vermelhas, anis, café, chocolate, cogumelos. Os brancos apresentam aromas de abricots, figos, ervas, açúcar mascavo, óleo de laranja, com acidez e mineralidade marcantes, de extrema elegância.

    No Brasil, o Château Musar é representado pela Mistral, que nos oferta os seguintes vinhos:

    Château Musar Rouge 2004
    Castas: Cabernet, Carignan, Cinsault
    Álcool: 14%
    Preço: R$196,81

    Château Musar Cuvée Rosé 2004
    Castas: ND
    Álcool: ND
    Preço: R$79,40

    Musar Jeune 2008
    Castas: 60% Cinsault, 20% Syrah, 20% Cabernet
    Álcool: 13,5%
    Preço: R$95,32

    Musar Jeune Rosé 2008
    Castas: 100% Cinsault
    Álcool: 12,5%
    Preço: R$92,53

    Château Ksara
    O Château Ksara é a mais antiga vinícola libanesa, fundada há 155 anos por jesuítas franceses. Zafer Chaoui é seu presidente desde 1991. Sua produção anual é da ordem de dois milhões de garrafas, provenientes da vinificação de 348 hectares de vinhas plantadas sem o uso de herbicidas químicos. Com maciça distribuição local e internacional, detém 37% do mercado vinícola. Seus 2km de caves subterrâneas são históricos e remontam ao tempo do Império Romano, o que a torna objeto de visitação obrigatória.

    No Brasil, o Château Ksara é representado pela Interfood, que nos oferta os seguintes vinhos:

    Château Ksara 2004
    Castas: 60% Cabernet, 30% Merlot, 10% Petit Verdot
    Álcool: 13,5%
    Preço: R$154,90

    Château Ksara 2007
    Castas: 60% Cabernet, 30% Merlot, 10% Petit Verdot
    Álcool: 13,5%
    Preço: R$92,90

    Ksara Cuvée de Printemps 2010
    Castas: 50% Gamay, 50% Tempranillo
    Álcool: 13%
    Preço: R$54,90

    Ksara Le Prieuré 2009
    Castas: Cabernet, Carignan, Mourvèdre
    Álcool: 13%
    Preço: R$46,90

    Ksara Réserve du Convent 2009
    Castas: Cabernet, Syrah, Cabernet Franc
    Álcool: 13%
    Preço: R$55,90

    Château Kefraya
    O Château Kefraya é a segunda vinícola libanesa e produz um milhão e oitocentas mil garrafas por ano. Seus sócios proprietários são o proeminente político Farid Jumblat, a família Al Sayah, e o fundador e seu presidente Michel Boustros. Seus vinhos competem com os do Château Musar em termos de qualidade. Com 121 hectares de vinhas em plantação própria, ao sul da cidade de Chtaura, complementa a sua produção comprando de viticultores contratados, e sob sua supervisão, uvas plantadas em outros 437 hectares da região e sem a utilização de herbicidas químicos.

    No Brasil, é representada pela Zahil, que nos oferta os seguintes vinhos:

    Comte de M Château Kefraya 2007
    Castas: Cabernet, Syrah, Mourvèdre
    Álcool: 14%
    Preço: R$278,00

    Château Kefraya 2007
    Castas: Cabernet, Syrah, Grenache, Carignan, Mourvèdre
    Álcool: 13,5%
    Preço: R$160,00

    La Dame Blanche Château Kefraya 2009 Castas: Sauvignon Blanc, Chardonnay, Ugni Blanc, Clairette, Bourboulenc
    Álcool: 13%
    Preço: R$62,00

    Massaya
    A Massaya é uma vinícola boutique e foi fundada por Ramzi e Sami Ghosn, em meados da década de 1990. Tem como sócios Carlos Ghosn, presidente do grupo Renault, a família francesa Brunier e Dominic Hebrard. Seus vinhos ostentam uma imagem de serem modernos, "sexies" e excitantes. São exportados principalmente para o Reino Unido e França. Em Paris são encontrados nos hotéis Ritz, Crillon e Georges V.

    No Brasil é representada pela Au Vin, que nos oferta os seguintes vinhos:

    Massaya Classic Red 2009
    Castas: 60% Cinsault, 20% Cabernet, 20% Syrah
    Álcool: 15%
    Preço: ND

    Massaya Silver Selection 2007
    Castas: 40% Cinsault, 30% Grenache, 15% Cabernet, 15% Mourvèdre
    Álcool: 14,5%
    Preço: ND

    Massaya Gold Réserve 2008
    Castas: 50% Cabernet, 40% Mourvèdre, 10% Syrah
    Álcool: 14,5%
    Preço: ND

    Outros produtores sem representação no Brasil
  • Domaine Wardy
  • Cave Kouroum
  • Château St. Thomas
  • Domaine des Tourelles
  • Heritage
  • Château Fakra
  • Clos de Qana
  • Vin Nakad
  • Karam Winery
  • Château Belle Vue
  • Nabise Mont Liban
  • Château Ka
  • Ixsir

    Enoturismo
    Hoje, há pelo menos seis vinícolas no Vale do Bekaa que recebem visitantes regularmente. As visitas podem ser combinadas com interessantes passeios, tais como às ruínas romanas de Baalbek e Anjar, à cidade de Zahle, à tumba de Noah em Kerak, aos pântanos de Amiq, ao monastério jesuítico de Tanail e ao lago de Quaroun.

    O Château Kefraya possui uma sala para degustação de vinhos, um sofisticado restaurante de culinária local e uma galeria de arte libanesa. Já no Château Ksara é imperdível a visitação às suas caves subterrâneas. O Domaine Des Tourelles, em Chtaura, oferece visitação às suas centenárias instalações.

    A Massaya dispõe de renomado restaurante de culinária libanesa, cujos pratos são produzidos com ingredientes locais, nos sistema "all-inclusive". O Château St. Thomas, a oeste do Vale, oferece degustação de vinhos e licores. A Cave Kouroum dispõe de sala de degustação de vinhos, restaurante e pousada.

    Vídeo
    Convido a um passeio pelas vinícolas, assistindo ao vídeo produzido pelo jornal inglês The Guardian, A Tour of Lebanon's Vineyards, clicando aqui (em inglês).

    Um brinde
    Levantemos nosso brinde, com vinhos brasileiros e libaneses, em homenagem à vida e à paz conquistada por esta população no Brasil. E é a eles que dedico esta matéria.

    SAHA, SALAM ALEICON!

    Rafael Mauaccad é engenheiro civil, especialista em desenvolvimento de mercado e gerenciamento de empreendimentos, descendente de libaneses e enófilo.
    14/02/2013
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    Comentários
    Eugênio Oliveira
    Enófilo
    Brasília
    DF
    14/02/2013 Grande Rafael, bela matéria sobre vinhos que me encantam muito, principalmente o Ch. Musar.

    É uma pena que a Mistral não traga o fantástico Ch.Musar branco e que a Interfood também não importe o Ch. Ksara Cuvée du Troisième Millénaire (um belo Petit Verdot libanês com um pouco de C.Franc, C.Sauvignon e Syrah).

    Quanto ao Ch. Kefraya ainda possuo uma garrafa da primeira safra do Comte de M, vinho carro-chefe da vinícola.
    Thiago Tanios El Khouri Salame
    Empresário
    Rio de Janeiro
    RJ
    15/02/2013 Gostei muito da reportagem, Rafael. Está de parabéns.

    Acabei descobrindo, através dela, que a cidade natal do meu pai (Jazzine) é produtora de vinhos. Herdei do meu pai um pedaço de terra naquela região, onde meu avô mantinha plantação de azeitonas e elaboração de azeite de forma artesanal. Por sinal, na minha opinião, os azeites árabes são os melhores do mundo.

    Quanto aos vinhos, os do Château Musar são os meus favoritos.
    Carlos Mauaccad
    Empresário da construção civil
    São Paulo
    SP
    17/02/2013 Rafa, parabéns pela excelente aula de história e conhecimento enorme da viticultura.

    Me fez lembrar com muita saudade da terra Natal de nossos avós ,que tanto nos falavam ,com lágrimas nos olhos, das montanhas maravilhosas do Líbano!!!!

    Beijos,
    Seu irmão
    Rafael Mauaccad
    Enófilo
    São Paulo
    SP
    18/02/2013 Eugenio, é uma pena que as importadoras estejam com seus portfolios de vinhos libaneses sem renovação. Tenho um Chateau Musar 2004, você um Comte de M, que tal em próximo encontro convidarmos Oscar, e os degustarmos harmonizando com um pernil de cordeiro assado à moda libanesa. Obrigado pela crítica positiva, o que incentiva-me a aprofundar nos estudos de enofilia.

    Thiago, Brasil acolhe hoje o maior contingente de libaneses fora de seu país, cerca de oito milhões, entre originários e descendentes. Os primeiros imigrantes vieram atraídos pelos relatos de d.Pedro II, em sua viagem ocorrida ao Líbano em novembro de 1876. Líbano é o país de origem de meus avós maternos e de minha mãe. Originários da cidade de Rashaya, imigraram ao Brasil em 1924. Meu avô doou suas terras aos familiares remanecentes, apos o conflito árabe-israelense de 1967. Agradeço pelo elogio e sua amável receptividade.

    Carlos, a elaboracao desta matéria fez-me viajar no tempo e no espaço, com muitas recordações dos relatos de nossos parentes sobre o Líbano. Eles estavam ali, vivos, virtualmente materializados. Emocionou-me este reencontro com nossa origem. Obrigado pelo carinho de suas palavras, que me envaidecem.
    Aguinaldo Aldighieri
    Enófilo
    Rio de Janeiro
    RJ
    19/02/2013 Rafael

    Chukram pelas belas recordações que sua matéria me despertou. Foram de uma estada de alguns dias em Beirute, em julho de 1963. A cidade e os hotéis transbordavam de alegria, festas e turistas, em pleno verão. O grande Cassino com seus shows já haviam se deslocado para Jounieh (reduto cristão).

    É lógico que isso foi antes da maciça chegada dos refugiados palestinos ao sul do país, o que afetou o frágil equilíbrio entre cristãos, sunitas, xiitas e drusos, com a consequente guerra civil de 1975 a 1990.

    Em um dos dias fui ao Vale do Bekaa para contemplar as magníficas ruínas dos templos romanos de Baalbek, sendo que o Templo de Bacco encontrava-se quase inteiro, e recebia concertos, ballets, óperas, etc. Naquela época eu ainda não havia entrado no Mundo do Vinho e creio que ainda não se produziam alí os grandes caldos de hoje. Em seguida saboreei um excelente almoço em Zahle, a capital e reduto cristão do Bekaa; lembro-me de um mezzeh que cobria a mesa com uns 40 pratinhos deliciosos... O restaurante ficava em um quartier muito aprazível, com vários outros próximos, e ao lado de um caudaloso riacho que descia das montanhas.

    Grande abraço
    Aguinaldo
    Rafael Mauaccad
    Enófilo
    São Paulo
    SP
    20/02/2013 Aguinaldo,

    O Líbano retornou a ser o polo de atração turística do Oriente Médio. Indico sem restricoes, a você e a seus confrades, este destino para a próxima viagem. O riacho que corta a cidade de Zahle é o Lidani, onde ao longo de suas margens encontram-se os mais aprazíveis restaurantes locais.

    O vinho faz amigos e pode considerar-me mais um de seu relacionamento.

    Forte abraço.
    Zahil
    Importadora
    São Paulo
    SP
    20/02/2013 Oscar e Rafael,

    Parabéns pela bela matéria sobre vinhos libaneses!

    Além do Château Kefraya, a Zahil está importando para o Brasil vinhos de outro produtor libanês chamado Coteaux de Botrys e aproveitamos a oportunidade para informar seus leitores que tais vinhos estão disponíveis na nossa loja de São Paulo com um desconto de 30% em seus preços. Esta é uma excelente oportunidade para conhecerem outros vinhos de nosso país.

  • Coteaux de Botrys Château des Anges Cabernet Sauvignon 2007 de R$ 182,00 por R$ 127,40
  • Coteaux de Botrys Prince Blanc 2010 deR$ 116,00 por R$ 81,20
  • Coteaux de Botrys Château des Anges Syrah 2008 de R$ 182,00 por R$ 127,40
  • Coteaux de Botrys Cuvée de l'Ange 2008 de R$ 128,00 por R$ 89,60

    Congratulamos o EnoEventos e a você Rafael, pela iniciativa desta divulgaçãoo, que muito nos honra como libaneses.

    Zahil - Vinho tratado com respeito
    Loja Zahil - Rua Manuel Guedes, 294 - Itaim Bibi
    Tel: (11) 3071-2900
  • Carlos Reis
    Enófilo
    Rio de Janeiro
    RJ
    05/03/2013 Oi, Rafael!

    Parabéns pela bela matéria! Fiquei fascinado pelos vinhos do Líbano! Agora só falta beber, risos.

    Abs,
    Carlos
    Rafael Mauaccad
    Enófilo
    São Paulo
    SP
    06/03/2013 Carlos,

    Ainda não tive a oportunidade de parabenizá-lo pelo seu excelente site www.vinocult.net, por onde tenho acompanhado suas experiências pelo mundo do vinho.

    Como todo inicio de conhecimento, comece pesquisando pelas bordas, experimente primeiro os vinhos de entrada de cada vinícola, que já expressam, com muita propriedade, o terroir libanês.

    Obrigado pela sua amabilidade.
    Artur Melemendjian
    Mercado Financeiro
    São Paulo
    SP
    27/03/2013 Caríssimo Rafael, nosso encontro foi breve porém marcante. Lendo o artigo, senti mais o estreitamento das origens, papai é de Beirute. Saiba que após nossa conversa passei no Maxi Four e eles ainda tem o Massaya Classic Red e o Gold Reserve para venda.

    Como sempre desejo aos amigos, saúde e sorte, realmente o vinho faz bons amigos.
    Didu Russo
    Colunista de Vinhos
    São Paulo
    SP
    09/06/2013 Para Rafael, belíssima e instrutiva matéria. Sou grande apreciador dos vinhos do Chateau Musar. O rosé e o branco principalmente. Gostaria de incluir em sua lista um curioso e delicioso vinho libanês chamado Atibaia, importado pela Zahil.

    O rico libanês Jean Massoud deu o nome da cidade a um de seus vinhedos de alta gama na região de Batroun em função de sua ligação emocional com a cidade paulista onde costuma passar suas férias.

    Rico e complexo, o Atibaia que só tem no mercado a safra 2009 é de Cabernet Sauvignon, Syrah e Petit Verdot. Vinho moderno, intenso, sedutor.
    Rafael Mauaccad
    Enófilo
    São Paulo
    SP
    10/06/2013 Didú,

    Sinto-me lisonjeado pelo seu comentário. Sigo sempre suas certeiras recomendações de vinhos, principalmente os naturais, orgânicos e biodinâmicos, que como você, sou aficionado.

    Grazie amico!!
    Rogerio Serra
    Enófilo - ABS
    Rio de Janeiro
    RJ
    23/09/2013 Prezado Rafael,

    Parabéns pela bela matéria, eu sou um apreciador de vinhos exóticos. Recentemente, adquiri um Kefraya safra 2007, ao mesmo preço que você escreveu. Quero te perguntar o seguinte: eu ainda não o degustei, você pode me falar alguma coisa sobre este vinho! Ficaria muito grato!

    Abraços,
    RS
    Rafael Mauaccad
    Enófilo
    São Paulo
    SP
    27/09/2013 Rogério, acesse a ficha técnica deste vinho ícone libanês (clique aqui), elaborada pela Zahil, que traz as informações de composição, de degustação e de harmonização.

    O vinho reflete o terroir libanês demonstrando complexidade, equilíbrio, acentuada mineralidade, acidez, tanicidade, e com potencial de envelhecimento superior a 10 anos.

    É composto majoritariamente pela Cabernet Sauvignon, complementado com Syrah, Carignan e Mourvèdre, de vinificação tradicional e com médio corpo. De coloração rubi brilhante , apresenta aromas de frutas vermelhas escuras, e de sutil dibs (melaço de uva), cravo, canela e couro (brett), com longa permanência em boca.

    Aconselho tomá-lo a partir de 2014, e indico harmonizá-lo com uma bela paleta ou pernil de cordeiro assado com especiarias.

    Sahteim, Saha al albak.
    Rogerio Serra
    Enófilo - ABS
    Rio de Janeiro
    RJ
    28/09/2013 Prezado Rafael,

    Estava lendo sua matéria sobre a história e os vinhos do Líbano e fiquei muito curioso para degustar um deles e o escolhido foi o Château Kefraya 2007, até porque está à venda na loja onde compro vinhos, a Bergut.

    Como lhe falei sou um apreciador de vinhos exóticos. Agora já sei tudo sobre o Kefraya, depois dessa bela explicação. Vou seguir sua dica de harmonização com uma bela paleta de pernil de cordeiro assado, mas só no próximo ano.

    Muito obrigado! Grande abraço,
    RS
    Hussein Zraik
    Advogado e importador
    Curitiba
    SP
    29/11/2013 Caro Rafael,

    Eu viajo uma vez por ano para o Líbano, trago vários vinhos e presenteio os meus amigos: o Comte de M 2007, El da ixsir (Carlos Ghosn) como sócio. Chateau Musar 2001 Gaston Hochar e o Le Souverain cent cinquantenaire 2007 Ksara.

    Gostaria muito da sua opinião.

    Abraços
    Rafael Mauaccad
    Enófilo
    São Paulo
    SP
    01/12/2013 Caro Hussein,

    Todos os vinhos que você cita são classificados como os de excelência dessas vinícolas; de cultivos orgânicos, apresentam originalidade, caráter, unicidade, e elegância; obras primas de artesanato, são expressões fidedignas do território libanês e daqueles que os produzem.

    Êxtase é o que você proporciona ao presentear seus amigos com estes vinhos.

    Desfrute também destas maravilhas, não são "haram", e sim "halal".

    Salam aleik.
    Tania Penido Sampaio
    Tradutora
    Rio de Janeiro
    RJ
    07/12/2014 Provei ontem o Chateau Oumsiyat Jaspe 2010, que está sendo distribuído pela Sociedade da Mesa e não consta nessa reportagem. Achei excelente!
    EnoEventos - Oscar Daudt - (21)9636-8643 - odaudt@enoeventos.com.br