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Muita beleza e tradição
A convite da APROVALE (Vale dos Vinhedos) e da APROMONTES (Vinhos dos Altos Montes) participei de uma excepcional viagem à Serra Gaúcha, com um programa bastante puxado e completo. Em 6 dias visitamos 19 vinícolas, fomos a 8 restaurantes, participamos de 2 festas da vindima, fizemos uma viagem de trem, assistimos a um espetáculo histórico e ainda encontramos tempo para fazer compras na loja da Tramontina. É mole?

Meus companheiros de passeio eram jornalistas das mais diversas cidades do país e se encantaram com as belezas de nossa região de colonização italiana. Até eu, gaúcho de nascimento e de coração, fiquei surpreendido em visitar novos recantos que não conhecia. Eram paisagens inesquecíveis, em cidades organizadas, limpas, sem pobreza nem favelas, com a riqueza estampada em cada fábrica, com pleno emprego, muito trabalho e investimento. Enfim, o Brasil que gostaríamos de ter em todos os lugares.

E a beleza da natureza só encontrava paralelo nas encantadoras rainhas e princesas das festas comemorativas (foto ao lado).

Diametralmente opostas
Visitando as duas regiões vinícolas, é impossível não se surpreender com os contrastes. Enquanto o Vale dos Vinhedos possui, majoritariamente, pequenas vinícolas dedicadas aos vinhos finos, com vinhedos modernos, em espaldeira, a situação em Flores da Cunha - onde está localizada a região dos Altos Montes - é totalmente diversa.

Esse pequeno município - 27 mil habitantes e 273 km2 - orgulha-se de ser o maior produtor de uvas e também de vinhos do país, deixando Bento Gonçalves comendo poeira. Mas sua produção está concentrada em vinhos de mesa, suco de uva e vinhedos de uvas não viníferas. Pelos campos e encostas, tudo o que se vê são tapetes intermináveis de vinhedos em latada.

A situação, no entanto, está mudando para melhor. A passos muito lentos, mas firmes. A nova região dos Altos Montes, que em breve vai obter a certificação de Indicação de Procedência, exige a produção de vinhos finos e conta, atualmente, com 11 vinícolas associadas. Dessas, apenas a Luiz Argenta é produtora exclusiva de vinhos finos. Todas as demais, dedicam-se, prioritariamente aos vinhos de mesa.

Enquanto a Salvador e a Terrasul declararam enxergar um futuro dedicado unicamente aos vinhos finos, muitas outras - verdadeiros gigantes industriais - não querem nem ouvir falar nessa hipótese. Muitos informaram que são os vinhos de uvas não viníferas que sustentam a produção de vinhos finos. A Casa Venturini e a Mioranza, por exemplo, dividem sua produção em 97% de vinhos de mesa e apenas um tiquinho de vinhos finos. Não será fácil mudar esse cenário nem a curto nem a médio prazo.

Enoturismo
Todas as casas, no entanto, seja de uma região, seja de outra, concordam que o enoturismo é um fator importante no desenvolvimento da indústria e muitas apostam em atrações diferenciadas para fazer com que os visitantes cheguem a suas portas. Fiquei surpreso em saber que a novíssima Almaúnica vende 95% de sua produção diretamente ao consumidor, seja pela Internet, seja no varejo da casa.

E esta viagem teve um foco prioritário no enoturismo, mostrando-nos os programas à disposição dos visitantes. Depois de tantas experiências vividas, decidi selecionar as melhores atrações de forma a orientar os leitores em suas voltas pela principal região vinícola brasileira. É uma agenda muito interessante para programar sua próxima viagem.

Oscar Daudt
08/02/2013
Colheita ao Luar
A Colheita ao Luar é uma iniciativa dos hotéis Dall'Onder, em parceria com a bela vinícola Lovara. Acontece durante os meses de verão, às quartas-feiras e sábados.

Os visitantes inicialmente participam de uma degustação de 6 vinhos, harmonizada com deliciosas comidinhas. Quando a noite cai, são levados aos vinhedos iluminados para um coquetel, com música ao vivo, onde podem experimentar pães, queijos e salames da região, bem como uma cascata de chocolate para banhar morangos. Tudo isso, é claro, acompanhado de vinhos e espumantes.

Uma das novidades que mais sucesso fez - mas da qual eu passei ao largo - foi o serviço de espumantes com um picolé dentro da taça. Os borbulhantes Brut e Moscatel podem ser combinados com diferentes sabores dos picolés. É só soltar a imaginação...

O pacote, que custa módicos 35 reais, inclui o transporte de ida e volta dos hotéis à vinícola e está disponível apenas para os hóspedes da rede Dall'Onder.
O programa inicia com uma degustação de 6 vinhos A degustação é harmonizada com comidinhas Roberta Benedetti, a jovem enóloga da Lovara, comanda a degustação
Quando a noite cai, o vinhedo iluminado espera os visitantes A colheita inicia com picolé e espumante Frios e castanhas para acompanhar os vinhos
Morangos com chocolate Tarcísio Michelon, da rede Dall'Onder, recepciona os visitantes A bonita iluminação da Lovara compõe o cenário da festa
Restaurante Mamma Gema
O Mamma Gema é um imponente restaurante localizado no Vale dos Vinhedos, de propriedade do ex-jogador de futebol Altemir Pessali. A primeira impressão que se tem é a de elegância, tendo em vista a sóbria decoração e a amplidão do salão, com mesas bem distantes umas das outras.

Em termos de gastronomia, o cardápio foge do usual esquema galeto-polenta-radici, muito embora seja uma releitura do mesmo, apresentando uma sequência de pratos italianos, mas sempre com um diferencial de requinte. É uma espetacular experiência gastronômica com preços de fazer corar os restaurantes cariocas. Pelo esquema completo, que inclui salada, polenta, diversos tipos de massas, risoto, carnes variadas e sobremesas, paga-se a inacreditável bagatela de 48 reais.
A fachada do restaurante Polenta com ragu Salada da estação
Risoto de tomate seco com galeto Penne com molho de bacalhau Ravioli de frango ao molho de gorgonzola e nozes
A descoberta da Almaúnica
No Vale dos Vinhedos, onde as vinícolas normalmente procuram imitar a arquitetura de castelos italianos, destaca-se a belíssima Almaúnica, inaugurada em 2010 e que em pouco tempo conquistou a admiração dos apreciadores pela excelência de seus vinhos.

Márcio Brandelli era um dos sócios da vinícola Don Laurindo e decidiu vender sua parte e, junto com sua irmã gêmea, Magda Brandelli Zandoná empreender em uma nova marca baseada na qualidade de seus produtos, provenientes de um vinhedo de apenas 2,5 hectares. E impressiona saber que 95% de sua produção é vendida diretamente ao consumidor, pela simples divulgação boca-a-boca.

Não dá para perder essa visita, conhecer as moderníssimas instalações e degustar os vinhos em um programa oferecido gratuitamente pela Almaúnica.
A bela vinícola se destaca no Vale dos Vinhedos Magda Brandelli Zandoná, proprietária da vinícola, comandou a visita e a degustação Não deixem de provar o espetacular espumante Almaúnica Reserva Nature
Pic-nic nos vinhedos da Larentis
A Larentis é uma pequena e caprichada vinícola familiar, com uma produção de 80 mil litros por ano. Atualmente a elaboração de vinhos é de responsabilidade de André Larentis, jovem enólogo, da 5ª geração da família. Isso, aliás, parece ser uma tendência na Serra Gaúcha, que constatamos em diversas visitas: os jovens filhos com formação técnica assumirem as rédeas da enologia, em substituição a seus pais que tinham apenas experiência empírica.

A família era produtora de uvas, associada à Cooperativa Aurora. Quando esta passou por uma crise importante, não restou outro caminho a não ser produzir seus próprios vinhos, o que aconteceu em 1991. E pelas visitas que fizemos, pudemos ver que essa foi a trilha de muitas outras pequenas empresas que, atualmente, produzem vinhos de qualidade, num processo que só vem trazendo os frutos da diversidade ao Vale dos Vinhedos.

Recentemente, para atrair os enoturistas, a vinícola lançou o Pic-nic nos vinhedos, que tivemos a oportunidade de experimentar. Sobre toalhas quadriculadas, sentamo-nos entre cachos de Merlot, com cestas de pães - elaborados pela matriarca da família - geléias, queijos e salames da região. Muitos experimentaram fazer a sabrage dos espumantes. A festa custa 30 reais por pessoa (mínimo de 2) e os vinhos para harmonizar podem ser comprados no varejo da vinícola. É um programa bucólico que traz a companhia da simpática família, um típico exemplo da vida dos descendentes de italianos na Serra do Rio Grande.
André Larentis, enólogo da família A Larentis oferece um pic-nic no meio dos vinhedos
(foto: ConceitoCom)
O top da vinícola é o potente Mérito Gran Reserva, corte de Merlot, Cabernet, Ancellotta e Marselan
Visita à Dom Cândido
Cândido Valduga, tio dos proprietários da Casa Valduga, é uma figura carismática. Do alto de seus 81 anos mantem uma lucidez e um senso de humor invejáveis. Foi ele que nos recebeu - como faz com todos os visitantes - o que torna a visita à Dom Cândido tão especial e imperdível. Mantendo a disposição para o trabalho, ele cuida pessoalmente de um dos vinhedos da casa, de onde saem os vinhos Dom Cândido Gran Reserva, um varietal de Cabernet Sauvignon. Não resisti e comprei uma garrafa desse vinho cheio de entusiasmo.

Dona Lourdes, mulher de Dom Cândido, é outra personagem emblemática. Doce e criativa, ela inventou as árvores tricotadas, criando uma cobertura de lã multicolorida que envolve os troncos e galhos, num trabalho de muita paciência, que cria um visual psicodélico nos jardins. Logo ao me ver chegar com a câmera na mão, me indagou: "O sr. pode tirar uma foto das minhas árvores? Eu gostaria de enviá-la para a Ana Maria Braga." É um amor de pessoa que ainda consegue tempo para tomar conta da Osteria que leva seu nome e que abre nos fins de semana.

A produção da vinícola é caprichada e os vinhos são sedutores, graças ao enólogo Daniel de Paris, que há 12 anos toma conta da adega. São 280 mil litros de vinho, divididos em 60% de vinhos finos, 30% de espumantes e 10% de suco de uva.
Conversar com D. Cândido Valduga é um dos grandes diferenciais da visita Nos jardins da vinícola, tudo é tricotado: árvores, viveiros, bancos... A doce D. Lourdes Valduga é a paciente autora da inédita decoração
O enólogo Daniel de Paris Os vinhos são maravilhosos; os preços nem tanto... D. Lourdes ainda encontra tempo para tomar conta da Osteria
Restaurante Valle Rustico
O restaurante Valle Rustico, de propriedade do chef Rodrigo Bellora, é um cantinho aconchegante e charmoso no Vale dos Vinhedos. Inaugurada em 2010, a casa oferece produtos de qualidade apresentados em receitas de alta gastronomia. É uma visita imperdível para quem vai à região.
A entrada A casa é charmosa e aconchegante Bruschettas de beringela
Risoto de confit de tomates com manjericão Picanha de cordeiro com geléia de pimenta guarnecida com batatas com manteiga de sálvia O chef e proprietário Rodrigo Bellora
O premiado restaurante Casa di Paolo
Ser escolhido pelo Guia Quatro Rodas, uma vez apenas, como o melhor restaurante do Brasil em sua categoria já é uma façanha. Imaginem então obter essa honraria por 11 anos seguidos! Pois é exatamente essa a conquista da Casa di Paolo, eleita como o Melhor Galeto do Brasil por esses anos todos.

A casa segue a tradicional receita dos restaurantes italianos da Serra Gaúcha, sem tirar nem pôr. E dá-lhe sopa de capeletti, massas, galeto, polenta, salada de radici, salada de maionese e sagu de uva como sobremesa. O diferencial está precisamente na extrema qualidade dos pratos, com ingredientes frescos e orgânicos. É uma maravilha!

E é interessante conhecer a história de seu proprietário, Paulo Geremia, de origem bem humilde, que começou vendendo balas nas ruas, foi trabalhar como garçom até abrir sua primeira casa. Hoje em dia, ele é proprietário de 6 restaurantes na Serra, espalhados por diversas cidades. Um verdadeiro caso de sucesso!
Paulo Geremia: de origem humilde, hoje é proprietário de 6 restaurantes na Serra Gaúcha Já por 11 anos seguidos, a casa é escolhida como o "Melhor galeto do Brasil", pelo Guia Quatro Rodas Nosso anfitrião foi Rogério Carlos Valduga, presidente da APROVALE e proprietário da Vinícola Torcello
Deliciosa Sopa de Capeletti Galeto al Primo Canto Queijo à doré
Epopeia Italiana e Maria Fumaça
Organizados pelo Grupo Giordani para atender ao turismo de massa na região, os grandes programas da empresa são a Epopeia Italiana e a Maria Fumaça.

A primeira é um parque temático que conta a saga de um casal de italianos em sua emigração para o Brasil. Embora o espetáculo caiba na história de todos os imigrantes da época, ela é contada personificando as figuras de Lázaro e Rosa, os antepassados da família Giordani. Com cenários em tamanho natural - é uma representação dinâmica que explica os tortuosos caminhos trilhados pelos italianos que aqui vieram em busca de uma vida melhor.

O segundo programa é um antigo trem a vapor que sai de Bento Gonçalves, faz uma escala de lazer em Garibaldi e termina a viagem em Carlos Barbosa. A volta é feita de ônibus, mas o percurso pode ser invertido: ônibus até Carlos Barbosa e volta pela Maria Fumaça. Na estação de Bento, são oferecidos vinhos e uvas; na parada em Garibaldi, é claro, espumantes; e ao chegar a Carlos Barbosa o grande programa é visitar o varejo da gigante Tramontina, com descontos oferecidos aos grupos para a compra de talheres, panelas e outros utensílios domésticos.

Durante toda a viagem, são apresentados espetáculos de músicas italianas (quando os passageiros são convidados a dançar), quadros humorísticos e cantores gauchescos. O curto percurso de 23km leva cerca de 2 horas para se completar, mas a diversão é tanta que não se sente o tempo passar.

O programa combinado da Epopeia e da Maria Fumaça custa 75 reais.
A entrada do pavilhão Um dos cenários reproduz um vilarejo italiano Ao final, suco de uva e autênticos biscoitos italianos
Na Maria Fumaça, os cantores convidam os passageiros a dançar Uma impagável comediante O velho trem vai de Bento Gonçalves a Carlos Barbosa, com parada em Garibaldi
O parque temático da vinícola Dal Pizzol
Se você estiver na Serra Gaúcha e tiver tempo para apenas uma visita, a escolha deve ser essa, sem dúvidas. O parque temático da Dal Pizzol é fantástico.

Com um paisagismo emocionante, o grande parque é recheado de atrações. As aves, como pavões e os raros cisnes negros, passeiam soltas exibindo-se aos visitantes. As numerosas espécies de árvores e plantas são devidamente identificadas. E há um museu a céu aberto, contanto a saga vitivinífera dos imigrantes italianos, como a reprodução dos primeiros vinhedos e os equipamentos antigos utilizados para o processo.

Mas a grande atração é mesmo o Vinhedo do Mundo, onde existem plantadas nada menos do que 164 variedades de videiras, provenientes de 22 países. Até do Afeganistão tem: a Monuka, que o completíssimo guia de castas de Jancis Robinson esqueceu de incluir. E o bom mesmo é passear por entre as fileiras e provar as uvas mais desconhecidas. Eu devo ter experimentado mais de 30 variedades.

E esse vinhedo é utilizado para a elaboração de um vinho que é mais do que uma simples bebida; é um manifesto de confraternização universal. A safra de 2012 é um corte de nada menos do que 60 variedades e muito embora seu idealizador, Rinaldo dal Pizzol, tenha me afirmado que esse era um vinho para se guardar como troféu, não para se beber, tivemos a oportunidade de prová-lo durante o almoço no restaurante da vinícola, localizado às margens do lago. Como não poderia deixar de ser, o vinho é indescritível...
A foto oficial da visita
Rinaldo dal Pizzol, sócio da vinícola, apresenta o VinumMundi Antônio dal Pizzol, o outro sócio, nos levou a conhecer a cave de vinhos antigos, situada em uma antiga olaria Maior atração do parque, o Vinhedo do Mundo possui atualmente 164 variedades originárias de 22 países
Dirceu Scottá é o enólogo da casa O parque é um museu ao ar livre Cisnes negros namorando no lago
O chef do restaurante, Avelino Enderle, nos ofereceu um almoço especialíssimo Nas taças, o sedutor Touriga Nacional 200 Anos 2011 Um pavão exibindo-se nos jardins
Menarrosto na Vinícola Val de Miz
O Menarrosto é uma técnica de assar carnes em que os espetos ficam girando em torno de um eixo, colocado ao lado do braseiro, de forma a que a gordura não pingue sobre as brasas e, consequentemente, não adquira o gosto defumado comum ao churrasco.

Foi trazido pelos imigrantes italianos que, à época da chegada, giravam os espetos manualmente. As carnes utilizadas eram apenas as de caça, as únicas disponíveis quando de sua chegada. Atualmente, os espetos giram automaticamente, por força de um motor e as carnes de caça foram substituídas por frango, codorna, porco e coelho. Ainda assim, é um prato de demorada preparação, já que as carnes ficam em torno de 5 horas até cozinharem por completo.

O Menarrosto é tão importante para a cidade de Flores da Cunha que a Cãmara Municipal votou uma lei escolhendo-o como o prato oficial da cidade. E para nos recepcionar, a vinícola Val de Miz ofereceu exatamente essa iguaria para um jantar harmonizado com os vinhos da casa.

O restaurante da vinícola, no entanto, está aberto apenas para grupos, com reserva prévia. Portanto, se você estiver viajando por conta própria e, com isso, não tiver como ir à Val de Miz, ainda assim poderá conhecer esse prato, disponível em diversos restaurantes da cidade.
O Menarrosto, prato oficial da cidade de Flores da Cunha Eleida Mioranza, proprietária da vinícola, foi a nossa anfitriã Vale a pena experimentar o Sospirolo Clássico 2005, vinho top da casa
Escola Internacional de Gastronomia
A Escola de Gastronomia, da Universidade de Caxias do Sul, está localizada na cidade de Flores da Cunha. Dirigida pelo italiano Mauro Cingolani e tendo o seu conterrâneo Franco Gioielli como chef, a escola dispõe de um restaurante, Dolce Italia, aberto ao público, que oferece a alta gastronomia italiana para os visitantes.

Com magníficos pães e pratos requintados, é um programa diferenciado na cidade. Vale a pena uma visita.
O chef piemontês Franco Gioielli assinou o cardápio do almoço O delicioso destaque: cebola cozida na brasa, legumes e atum fresco assados, molho de azeitona Paleta de cordeiro ao forno com uva, cogumelos e echalotes
Torta de avelãs com pêssego Mauro Cingolani, diretor da Escola, fez a apresentação das atividades lá desenvolvidas Em frente à Escola, um orgulhoso galo, simbolo da cidade de Flores da Cunha
Visita à Luiz Argenta
Eu não canso de dizer que a Luiz Argenta é a mais bela vinícola do Rio Grande. Só fico cauteloso em afirmar que é a mais bonita do Brasil porque não conheço ainda a Villa Francioni, de São Joaquim. Mesmo assim, pelas fotos, acho que será difícil que a vinícola catarinense possa ser mais bela.

O projeto arrojado da arquiteta Vanja Hertcert reproduz em suas linhas curvas e elegantes as mesmas formas das colinas que a cercam e onde estão localizados os vinhedos. Tudo é muito lindo, caprichado. Até mesmo a adega, lugar normalmente árido, encanta com as voltas do telhado e suas paredes de pedras nuas, já que foi escavada no subsolo da sede.

A tecnologia de produção é de ponta, a limpeza é hospitalar, as garrafas - muitas delas importadas da Itália - são lindas e os vinhos refletem as artes do enólogo Edegar Scortegagna. A vinícola preservou a sede da histórica Companhia Vinícola Riograndense, antiga proprietária da área comprada em 1999, e a utiliza para a passificação das uvas. A encantadora gerente de marketing, Daiane Argenta, contou-me que em breve a Luiz Argenta estará lançando um exclusivo e limitadíssimo vinho - digamos - Amarone, elaborado com uvas Merlot passificadas. É esperar para ver. E o inquieto e visionário proprietário da casa, Deunir Argenta, confidenciou-me que o porão da velha sede será em breve reformado para se tornar um salão de eventos.

Se você for à Serra Gaúcha, será um pecado não conhecer essa casa. Garanto que você irá me agradecer depois...
A mais bela vinícola do Rio Grande do Sul Deunir Argenta, sócio da vinícola A antiga sede da Companhia Vinícola Riograndense agora serve para passificar as uvas da Luiz Argenta
O enólogo Edegar Scortegagna A adega é encravada na rocha No varejo da Luiz Argenta, uma bela coleção de vedadores para espumantes
Restaurante Belvedere Sonda
Na cidade de Nova Pádua, vizinha a Flores da Cunha, localiza-se o restaurante com a vista mais deslumbrante que eu já vi até hoje. Trata-se do Belvedere Sonda, situado sobre um penhasco de 500 metros de altura, onde abaixo corre o Rio das Antas. É de tirar o fôlego.

Em termos de gastronomia, o restaurante oferece aquela típica sequência italiana tão comum na Serra: sopa de capeletti, galeto, polenta, radici e muito mais, pela módica quantia de 32 reais. Mas esse não é o atrativo maior. O que vale mesmo e torna o endereço imperdível é o visual!
A vista que se descortina das janelas do restaurante é de tirar o fôlego O restaurante
(foto de divulgação)
O salão
(foto de divulgação)
Os participantes
Bruno Albertim, do Jornal do Commercio, de Recife Carlos Parra, da revista Engarrafador Moderno Daniel Arraspide, do blog Vino y Bebidas
Danilo Ucha, do blog Cordeiro e Vinho Eduardo Caliman, do jornal A Gazeta, de Vitória Eliane Barbosa, do Jornal da Cidade, de Bauru
Francisco Pinto, do blog Cozinhando com Vinho Gustavo Costa Acioli, do Correio da Bahia Janquiel Mesturini e Lucinara Masiero, da ConceitoCom
Liana Sabo, do Correio Braziliense Luciana Leite, da Nova Mesa, de Cuiabá Marcos Kimura, da revista Sabores do Interior, de Indaiatuba
Marcos Vargas, da Jovem Pan Mariana Perini, da Rede Gazeta, de Vitória
(foto: Eduardo Caliman)
Oscar Daudt, do EnoEventos
Sérgio Inglez de Souza, do blog Todovinho Siara Salvagni, da ConceitoCom
Sílvia Mascella Rosa, da revista Adega Thais Sabino, do Portal Terra
Comentários
Rafael Moreira
Representante Luiz Argenta RJ
Rio de Janeiro
RJ
08/02/2013 Muito legal Oscar! Fico feliz em saber que gostou da viagem e em especial da Luiz Argenta.

Tenho orgulho de ser o representante da vinícola no Rio de Janeiro! Quem quiser conhecer os produtos da mesma, é só entrar em contato comigo através do meu e-mail: rafael@serradovinhos.com.br ou ir a loja da Serrado na Tijuca.

Abraços!
Rodrigo Gouvea dos Santos
Aviador
Rio de Janeiro
RJ
09/02/2013 Que viagem bacana!! E que matéria completa e bem feita!!

Dentre os vinhos que vc experimentou, poderia destacar alguns deles? Grande abraço!

Rodrigo, provamos centenas de vinhos por lá e a boa notícia é ver que, mesmo os mais simples, apresentam boa qualidade.

Os 10 que mais me impressionaram foram os seguintes:

  • Almaúnica Syrah 2011
  • Angheben Teroldego 2008
  • Casa Venturini Chardonnay Reserva 2010
  • Dom Cândido Documento Merlot 2009
  • Don Laurindo Estilo Reserva 2008 (Malbec, Tannat, Ancellotta)
  • Fabian Espumante 50 meses (produto não comercial)
  • Larentis Mérito Gran Reserva 2008 (Merlot, Cabernet, Marselan, Ancellotta)
  • Luiz Argenta Chardonnay Gran Reserva 2009
  • Pizzato DNA 99 Merlot Single Vineyard 2005
  • Viapiana Expressões Sauvignon Blanc 2011

    Mas voltei com muitos vinhos que ganhamos por lá e uma longa lista para comprar por aqui e apresentar aos leitores na nova seção Na taça... e no foco

    Abraços, Oscar
  • Kátia Moço da Costa
    Adm. Empresas e apreciadora de vinhos
    Niterói
    RJ
    11/02/2013 Olá Oscar! Curto o EnoEventos há alguns anos com muito interesse pelo trabalho profissional que você realiza, ao mesmo tempo desmistificando e tornando acessível a todos que se interessam por essa bebida tão especial. Obrigada!

    Hoje, lendo a sua matéria sobre a Serra Gaúcha, fiquei orgulhosa como brasileira, pois conhecendo outros cantos vinícolas do mundo, decidí adquirir uma excursão à Serra Gaúcha no início de março para também conhecer o que é nosso. A surpresa foi muito agradável pois estarei visitando a Almaúnica, a Cristófoli, a Luiz Argenta, almoçando na Escola de Gastronomia em Flores da Cunha. Ainda estaremos nas vinícolas da família Boscato, Milantino, a Miolo, encerrando pela Casa Valduga.

    Penso que fiz uma excelente opção. Meu grande abraço.

    Kátia, fiquei muito contente com seu comentário. Tenho certeza que você voltará muito feliz e com mais orgulho ainda. Abraços, Oscar
    Sílvio Brandão Passos
    Enófilo
    Rio de Janeiro
    RJ
    11/02/2013 Caro Oscar

    Louvo seu artigo, que surge como mais um incentivo a mim, enófilo que há tempos planeja realizar uma viagem à Serra Gaúcha seguindo roteiro próximo ao seu.

    A propósito de suas degustações no Sul, já tomei o Larentis Merlot Gran Reserva algumas vezes, que é um dos preferidos aqui em casa, e mais recentemente descobrimos um Chardonnay Gran Reserva 2009 da L. Argenta (delicioso!) e que nos lembrou alguns Chablis.

    Parabéns pela ótima reportagem e nossas "enosaudações" aqui da Tijuca-Rio.

    Abs do Sílvio

    Eu bebi o Luiz Argenta Chardonnay Gran Reserva lá e achei fantástico. Para minha alegria, ganhei uma garrafa da vinícola! Abs, Oscar
    Eduardo de Beauclair
    Engenheiro, enófilo iniciante
    Rio de Janeiro
    RJ
    13/02/2013 Caro Oscar,

    Excelente matéria! Me deixou com mais vontade ainda de visitar nossas vinícolas, algo que sempre pretendi fazer mas que venho adiando... Agora decidido, vou correr atrás de uma agência de turismo que conheça a região e as vinícolas e possa programar algo parecido com a sua viagem.

    Tem alguma indicação de agência?

    Grande abraço do eno-amigo
    Eduardo de Beauclair Seixas

    Tenho sim, Eduardo. No jantar de despedida da viagem conversei muito com o Douglas Coelho, um carioca que agora vive na Serra Gaúcha e é dono da Terrabela Turismo. Ele me disse que prefere trabalhar com pequenos grupos de enófilos, organizando roteiros personalizados. O telefone é (54)3292-1461 e o email é turismo@terrabela.com.br

    Abraços, Oscar
    Tito Villar
    Médico, enófilo
    Rio de Janeiro
    RJ
    13/02/2013 Oscar, sou frequentador assíduo da Serra Gaúcha e aqui vão mais algumas dicas para os enófilos.

  • Visite o Spa do Vinho, pertence atualmente à Rede Marriot. Em frente à Miolo, tome um capuccino no salão ou nas varandas no fim da tarde ao pôr do sol. Aqui tem a maior carta de vinhos de produtores brasileiros. Cuidado apenas com o preço. No dia em que estava lá, hóspedes canadenses, americanos e escandinavos estavam pelo salão.

  • A minha parada é o Dall'Onder Vitória, em Bento Gonçalves, não tem erro.

  • No restaurante Mamma Gema, depois de uma maratona de vinhos pelas vinícolas,,no almoço peça a cerveja Abadessa para uma limpeza. É a única cerveja que segue a lei de pureza germánica no Brasil. Os mestres cervejeiros são dois alemães, campeões do concurso de Munique em 2007 e 2009. A rolha é metálica e tem uma alça para servir na garrafa. Por sinal, as minhas duas experiências supreendentes com cerveja foram em Bento e Mendoza, terras dos vinhos. Talvez porque em Munique todas serem muito boas.

  • Para jantar, do mesmo dono do Mamma Gema, o melhor é o Primo Camilo, em Garibaldi, de maio a setembro é uma festa, 10 minutos de Bento.

  • Se for visitar a região vinícola de Pinto Bandeira, a 15 minutos de Bento, a sugestão é o restaurante da Vanir, na estrada Caminhos de Pedra, não tem erro. Um casarão de madeira restaurado e um porão que sai para um jardim incrível. Você vai se sentir num pedacinho da Toscana.

  • Em Bento, tem o restaurante Manjericão e a cantina Pirandelo, próximo ao hotel Dall'Onder. Aqui o ideal é você estar com uma tropa, apesar de ser à la carte, é muita comida regada a vinho de várias regiões do Brasil. Com 100 reais no bolso, saí todo mundo feliz.

  • A Casa Valduga também tem dois restaurantes bem badalados no circuíto.

  • Para os iniciantes, visitas à Miolo, Valdulga e Salton que, por sinal, tem um prédio lindíssimo.

  • Para os iniciados, as vinicolas familiares têm sempre aquelas garrafas de pequenas produção. Um bom papo e um pouco de paciência, você pode tomar verdadeiras preciosidades.

  • Uma dica para quem estiver com tempo: logo na subida da serra, a vinícola Don Guerino, indicação do Mamma Gema. Fiquei surpreso com o tamanho da estrutura, numa serra chamada Alto Feliz. Só o nome já vale a visita, isto é que é viver no paraíso. O seu Malbec rosé foi medalha de prata em Mendoza.

  • Como não dá para visitar todas as vinícolas, você irá embora com gostinho de quero mais.

    Oscar, entre a Luiz Argenta e Villa Francioni, fico com as duas: a primeira tem um estilo interno Haras de Pirque; a segunda tem o estilo Salentein, com várias obras de arte na sua galeria, guardando as proporções.

    Um grande abraço, Tito

    Caramba, Tito, que belo comentário. Complementou, e muito, a minha matéria. Com certeza, os leitores irão aproveitar. E eu também, em próxima visita à Serra.

    Abraços, Oscar
  • Fernando Antônio Tasso
    Enófilo
    São Paulo
    SP
    13/02/2013 Sou leitor assíduo do EnoEventos e a caminho de Bento Gonçalves, tive acesso à excelente matéria publicada. Os comentários dos leitores foram também extremamente úteis.

    Em complemento a todas essas dicas fica a edição n.4 da revista Mesa - Vinhos, que trata justamente da produção vinícola nacional.
    Ricardo Saad
    Administrador
    14/02/2013 Prezado Oscar,

    Parabéns pelo roteiro. Da próxima vez, minha sugestão é a de incluir a agora cidade de Pinto Bandeira. Cidade produtora dos melhores espumantes brasileiros, Cave Geisse, Don Giovanni, além de um grande vinho tinto da uva Cabernet Franc, da Vinicola Valmarino.

    Abs
    Lucianara Masiero
    Assessora de Imprensa
    Bento Gonçalves
    RS
    14/02/2013 Querido Oscar

    Foi um prazer lhe conhecer pessoalmente e agora lendo e vendo suas impressões do Famtour da Vindima vejo que extraiu com sensibilidade retalhos de um dos momentos mais lindos na Serra Gaúcha.

    Adorei ler seus comentários, atentos e específicos.

    Abraço amigo do vinho
    Rodrigo Leme Dias
    Enófilo
    Belo Horizonte
    MG
    19/02/2013 Não sei porque no Brasil se faz vinho com uvas as mais variadas. Esta prova mostra isto: Merlot, Cabernet Sauvignon, Tannat, Pinot Noir, Touriga Nacional, Ancelota, Teroldego, entre outras tantas.

    Será que os enólogos estariam testando as uvas, para se saber qual se adapta melhor ao terroir brasileiro? Não seria interessante determinar-se qual as uvas que se adaptam melhor no Brasil? Parece me que ha um consenso em relação a Merlot?

    Rodrigo, há uma impressionante experimentação no Rio Grande do Sul, não apenas por parte dos produtores, mas também por parte da Embrapa em busca das melhores variedades que se adaptem a cada região. Eu tive acesso a um estudo do IBRAVIN que mostra a surpreendente quantidade de castas plantadas (95 ao todo, só de viníferas e só no Rio Grande). Para matar a sua curiosidade e a dos demais leitores, aqui vai a lista atualizada para 2011:

  • Alfrocheiro
  • Alicante Bouschet
  • Aligoté
  • Alvarinho
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  • Rubi (Itália Rubi/Itália Rosa)
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  • Touriga Nacional
  • Trebbiano (S.Émillion/Ugni B.)
  • Verdelho
  • Vermentino
  • Vernaccia
  • Viogner
  • Viognier
  • Zinfandel

    Eu acho que isso é bastante positivo. A Europa já fez isso há séculos. Nós estamos apenas começando e ainda poderemos ter belas surpresas. Abraços, Oscar
  • Duana Nesello
    Psicóloga
    Flores da Cunha
    RS
    20/02/2013 Que matéria maravilhosa!!! Fiquei muito feliz em saber que gostaste do nosso município e com o elogio que eu e as demais representantes de Flores da Cunha recebemos.

    Como Princesa de Flores da Cunha, estendo a você e aos leitores do seu blog o convite para que voltem e conheçam novamente a nossa cidade, para degustar nossos vinhos, espumantes e uvas que são motivos de tanto orgulho para nós, florenses, principalmente por sermos o maior produtor de vinhos do Brasil.

    Obrigada pelo carinho e PARABÉNS pelo maravilhoso trabalho!!! Sucesso!!

    Abraços, Duana Nesello
    Dalton Porto
    Professor
    Niterói
    RJ
    10/03/2013 Caro Oscar,

    Parabéns pela reportagem, muito ilustrativa para quem pretende ir à Serra Gaúcha. No entanto, senti falta de informações sobre a Cave Geisse, que segundo a crítica especializada produz o melhor espumante do Brasil.

    Um grande abraço e mais uma vez parabéns!

    Dalton, a Cave Geisse realmente produz excelentes espumantes e uma visita às suas instalações é imperdível. Mas a matéria foi baseada nos melhores lugares que visitamos durante a recente viagem, que foi patrocinada pela APROVALE (Vale dos Vinhedos) e pela APROMONTES (Vinhos dos Altos Montes) e, consequentemente, não incluiu a Cave Geisse no roteiro. Abraços, Oscar
    Kátia Moço da Costa
    Adm. Empresas e apreciadora de vinhos
    Niterói
    RJ
    13/03/2013 Oscar, não poderia deixar de retornar a essa matéria e ratificar o seu comentário que sentiria-me ainda mais orgulhosa e feliz após a visita que fiz de 4 dias à Serra Gaúcha.

    O profissionalismo, a busca permanente pela qualidade, o avanço tecnológico e, principalmente, o homem, com sua competência e criatividade, nos sugere que o vinho brasileiro, eliminando esses importantes gargalos que conhecemos, continuará construindo um grande futuro.

    Estivemos em algumas das vinícolas mencionadas em sua matéria e concordamos com muitos dos seus comentários sobre os vinhos degustados.

    A título, exclusivamente, de informação, para você e os leitores desse prestigioso espaço, não poderia deixar de destacar 2 rótulos da Vinícola Boscato que me surprenderam e que, certamente, ajudam na construção da imagem do vinho tinto brasileiro. Um varietal, Gran Reserva Merlot 2005 e um "xodó" do enólogo e proprietário da vinícola, Anima Vitis, 2005, um corte de Cabernet Sauvignon, Merlot, Ancellotta, Alicante Bouschet e Refosco. Imperdíveis! Deixo a surpresa para voces.

    Grande abraço,
    Kátia

    Que bom que você gostou. Isso vai incentivar mais e mais apreciadores a visitar nossa principal região vinícola. Abraços, Oscar
    Carlos Emil Kahali
    Auditor Fiscal e Enófilo
    Curitiba
    PR
    09/10/2014 Prezado Oscar!

    Tive o prazer de receber de um amigo o link dessa bela página cuja leitura deu-me muito prazer e água na boca.

    Estive umas duas vezes na Serra Gaucha, porém, sem muito conhecimento dos vinhos e dos locais. Assim, não visitei muitos locais e os que visitei não me impressionaram. Depois dessa leitura, confesso que bateu a vontade de retornar pelos vinhos e pela comida.

    Gostaria de parabenizá-lo, pois, seu artigo, acende nas pessoas o interesse pela Serra Gaucha, acredito que muito mais do que matérias em revistas especializadas, pela rica descrição e pela quantidade e qualidade das fotos. Sem contar o incentivo pela dedicação das vinícolas na busca pela melhoria dos vinhos locais.

    Parabéns! Abraços!
    Carlos Emil Kahali

    Obrigado, Carlos!
    EnoEventos - Oscar Daudt - (21)9636-8643 - odaudt@enoeventos.com.br