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Bares e restaurantes

Primeiro mundo
Em termos de vinhos, o Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro sempre foi uma videira morta. Era impossível se encontrar um bom vinho por lá. Mesmo os mais afortunados, que podem frequentar as salas VIPs, tinham de se contentar com vinhos básicos, servidos fora da temperatura correta e em taças prá lá de inadequadas.

Mas a boa notícia é que, a partir de agora, o Galeão segue os passos dos principais aeroportos do mundo e passa a disponibilizar aos passageiros o Wineflight, charmoso bar de vinhos localizado no embarque do terminal 2, em frente ao portão 39.

A nova casa é linda, caprichadamente decorada e bem estruturada para oferecer bons momentos aos apreciadores de vinho, enquanto esperam a partida de seu vôo. Apesar de pequena, lugar é o que não falta, pois além das mesas e do balcão internos, há mesas no corredor externo. E, melhor, para os mais apressados, o novo bar conta com um carrinho que circula pelo terminal oferecendo vinhos em taça.

Ao gosto do freguês
O termo "wine flight", para quem não sabe, refere-se a uma degustação de diferentes vinhos - normalmente 3 ou mais - pré-definida pelos bares, de forma a permitir aos clientes provarem diversos vinhos relacionados entre si por um tema. E a casa oferece 5 "flights" com preços que variam entre R$22 e R$33, todos eles com 3 doses de 50ml, cujos nomes já explicam o tema escolhido:

  • Uma aventura brasileira
  • Uma viagem pela França
  • Na terra dos cangurus
  • Uma visita à Terrinha
  • Um passeio pela América do Sul

    Além disso, o bar oferece 16 opções de vinhos em taça, de 150ml, com preços que decolam de R$19 e alçam vôo até R$45. E mais 3 opções em taças de Vinhos do Porto, de 50ml, por R$13 cada.

    Para aqueles cujo vôo ainda vai demorar a partir, existe uma carta de 72 vinhos em garrafas - espumantes, brancos, rosés e tintos - de diversas procedências. Os preços partem de R$65 (Santa Augusta Sarau Sauvignon Blanc 2015) e atingem os 10.000m de altitude com um exemplar de R$390 (surpreendentemente um vinho apresentado como se fosse um genérico, explicando apenas que se trata de um Amarone della Valpolicella 2011, sem especificar a marca).

    É claro que, para um local visitado por muitos turistas, os vinhos brasileiros se fazem presentes e há 11 rótulos nacionais. Aqui a curiosidade é constatar que todos eles são provenientes de Santa Catarina, não havendo absolutamente nenhum do Rio Grande do Sul. Sem querer puxar a brasa para meu lado de gaúcho, seria boa medida a casa revisar essa decisão.

    Para não ter de enfrentar as barrinhas de cereais e os sanduíches duros e secos que as companhias aéreas oferecem atualmente, é bom forrar o estômago com alguma coisinha enquanto bebe. O cardápio de comidinhas é bastante enxuto, oferecendo uma tábua de queijos e fiambres (R$42), algumas mousses (R$22, a de ricota com gengibre) y otras cositas más.

    Oscar Daudt
    Fotos: Rodrigo Azevedo
    02/11/2015
  • A nova casa
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